Texto
. ‘E dez jumentas que carregavam grão e pão’; que signifique o vero que pertence ao bem e o bem que pertence ao vero, também com muitos serviços, vê-se pela significação de ‘dez’, que é muito, como acima (n. 5958); pela significação das ‘jumentas’, que são serviços, como também logo acima (n. 5958); pela significação do ‘grão’, que é o bem que pertence ao vero (n. 5295, 5410), mas aqui, o vero que pertence ao bem, porque procede do celeste interno, que é José; e pela significação do ‘pão’, que é o bem desse vero (n. 276, 680, 2165, 2177, 3478, 3735, 4211, 4217, 4735, 4976). Quanto a isto, que e o ‘grão’ signifique o vero que pertence ao bem, e em outra passagem, o bem que pertence ao vero, assim se tem: Tem-se uma coisa com as significações quando se trata do influxo do celeste interno, e outra coisa quando se trata do influxo do espiritual interno; o que influi do celeste interno não é nada senão o bem, que, na realidade, tem em si o vero, mas esse vero é o bem; mas o que influi do espiritual interno não é nada senão o vero, que, quando se tornou da vida, é chamado bem que pertence ao vero; daí vem agora que o grão signifique ora o bem que pertence ao vero, e ora o vero que pertence ao bem; aqui, o vero que pertence ao bem, porque provém do celeste interno, que é José. Que as jumentas tenham levadoo grão e o pão, e os jumentos o bem do Egito, é porque pelos jumentos são significados os serviços até onde eles se referem ao vero, e pelas jumentas os serviços até onde eles se referem ao bem. Por issosobre os jumentos eram levadas tais coisas que lhes convinham, e sobre as jumentas coisas tais que lhes diziam respeito; de outro modo não haveria necessidade de mencionar que havia jumentos e jumentas, nem o que aqueles e o que estas levavam.