. ‘Irei e vê-lo-ei antes que eu morra’; que signifique o desejo da conjunção antes que haja o novo, vê-se pela significação de ‘ir e ver’, que é ser conjungido; que ‘ver’ seja estar conjungido, é porque, no mundo espiritual, a vista interior conjunge; a vista interior é o pensamento, e ali, em uma sociedade, quando muitos agem como um “e também nos coros”, o que um pensa o outro também o pensa, assim, o pensamento conjunge; e até mesmo quando alguém pensa em um outro, este se mostra presente, assim, também conjunge; daí vem que por ‘ir e ver’ é significada a conjunção. Que seja o desejo da conjunção, decorre do regozijo, de que se falou logo acima (n. 5974); e pela significação de ‘antes que eu morra’, que é antes do novo, a saber, o novo da representação. Com efeito, na Palavra, os representativos se sucedem de modo que, quando uma personagem morre, o representativo se segue, ou um semelhante por uma outra personagem, ou outro representativo, assim, um novo (coisa de que se tratou nos n. 3253, 3259, 3276); por exemplo, quando Abrahão morreu sucedeu o representativo por meio de Isaque; e quando este morreu sucedeu o representativo por Jacó, e quando este morreu sucedeu o representativo por seus pósteros; é este o novo que se entende.