. ‘E José veio e anunciou ao faraó, e disse’;que signifique a presença do celeste interno no natural, onde estão os conhecimentos, e daí o influxo e a percepção, vê-se pela significação de ‘vir a alguém’, que é a presença (como no n. 5934); pela representação de ‘José’, que é o celeste interno (n. 5869, 5877); pela significação de ‘anunciar’, que é o influxo (n. 5966); pela representação do ‘faraó’, que é o natural e, portanto, os conhecimentos no geral (n. 5799, 6015); e pela significação de ‘dizer’ nos históricos da Palavra, que é a percepção (n. 1791, 1815, 1822, 1898, 2080, 2619, 2862, 3509, 5687); daí é evidente que por ‘José veio e anunciou ao faraó, e disse’ é significada a presença do celeste interno no natural, onde estão os conhecimentos, e, daí, o influxo e a percepção. [2] Do influxo do interno no natural (ou no externo) e da percepção deste falou-se antes muitas vezes, e mostrou-se que o natural subsiste e vive a partir do influxo procedente do interno, isto é, desde o Senhor por meio do interno. Com efeito, o natural sem esse influxo dali procedente não tem nenhuma vida, porque ele está na natureza do mundo e dela tira tudo que é seu, e a natureza do mundo é absolutamente sem vida; é por isso que, para que o natural viva no homem, deve haver influxo procedente do Senhor, influxo não somente imediato, mas também mediato por meio do mundo espiritual, consequentemente, no homem em seu interno, pois este está no mundo espiritual. Por isso deve haver então um influxo no natural para que este viva. O natural do homem é formado para receber a vida que provém dali; é isso agora entendido pelo influxo do celeste interno no natural,onde estão os conhecimentos. Do influxo procedendo do interno existe a percepção no externo ou no natural, que é representado por faraó, pois o influxo e a percepção se correspondem mutuamente (n. 5743).