. Quantas vezes ocorria ao meu pensamento e aos desejos de minha vontade alguma coisa que eu não sabia de onde vinha; outras tantas vezes, quando eu queria saber, era-me mostrado de onde isso vinha, a saber, de que sociedades e, por vezes, por quais espíritos como sujeitos; e, então, também conversavam comigo e confessavam que tinham pensado tal coisa, e também que eles souberam que ela influía em mim e me aparecia como em mim. Os espíritos dolosos, que aparecem diretamente acima da cabeça, influíram, às vezes, em mim tão subitamente, que eu não sabia de onde isso vinha, e que também dificilmente eu percebia de outro modo, senão que o que influía estava em mim e vinha de mim, como é familiar para os outros. Como, porém, eu soubesse de um modo certo que isso vinha de outra parte, o Senhor me deu uma percepção tão apurada, que eu apercebia cada um dos influxos deles, depois, onde estavam esses espíritos, e quem eles eram. Quando eles o notaram, ficaram muito indignados, principalmente pelo fato de que eu refletia sobre que isso procediadeles; essa reflexão influía por meio dos anjos. Esses espíritos dolosos insinuavam principalmente coisas que eram contra o Senhor; e então também foi dado refletir a respeito disso, que no inferno ninguém reconhece o Senhor, mas que são contra, e todos O ultrajam, o quanto se lhes permite; e que, entretanto, eles não têm repugnância em ouvir falar do Pai, Criador do universo. Por esse fato, pode-se ver, como por um indício muito manifesto, que é o Senhor Que governa o céu inteiro, como Ele mesmo ensina em Mateus: “É-Me [dado] todo poder no céu e na terra” (28:18); e que os espíritos do inferno são opostos ao Senhor, porque eles são opostos ao céu, onde o Senhor é tudo em todos.