. "Pois não achei tuas obras plenas diante de Deus". Que isto signifique que, de outro modo o Divino não está na vida moral vê-se pela significação de 'obras', que são as coisas que pertencem à vida (de que se tratou no nº 185), aqui, à vida moral, porque dela se trata; pela significação de 'plenas diante de Deus', ou seja, que o Divino não está nelas. As coisas que são da vida moral, significadas aqui pelas 'obras', se dizem 'plenas diante de Deus' quando são de origem espiritual, e 'não plenas' quando não são dessa origem. Pois a vida moral, que é a vida externa do homem, deve ser ou de origem espiritual ou de origem não espiritual; não é permitido que seja de ambas, isto é, que algumas de suas coisas sejam de uma origem e outras coisas de outra origem, ou, algumas do céu e algumas do inferno, porque isto seria 'servir a dois senhores, Deus e mamon' e, então, o homem seria 'morno, nem frio nem quente'. Por isso, as obras devem ser ou 'plenas diante de Deus' ou nada diante de Deus. Assim é que 'não achei tuas obras plenas diante de Deus' significa que o Divino não está na vida moral. Quer digas vida moral por uma origem espiritual, quer digas proveniente do Divino, é a mesma coisa, porque toda vida espiritual é proveniente do Divino, pois o espiritual se chama Divino procedente e é o Divino Vero no céu; e como todos anjos do céu são recepções do Divino Vero, por isso eles são espirituais, semelhantemente aos homens que recebem o Divino Vero na fé e na vida. (O que é o espiritual, vê-se na Doutrina da Nova Jerusalém, nºs 48-49).