. "Esse será vestido de vestes brancas". Que isto signifique a inteligência e a sabedoria segundo os veros e a recepção destes vê-se pelo que há pouco se disse, acima (nºs. 195 e 196), onde se mostrou que as 'vestes brancas' são os Divinos veros. Que 'vesti-las' signifique a inteligência e a sabedoria segundo os veros e a recepção destes é porque toda inteligência e sabedoria procedem dos Divinos veros, a segundo percepção deles e sua recepção na vida; ver os veros e a sua qualidade pertence à percepção, e viver segundo eles pertence à recepção; segundo esta e aquela há a inteligência e a sabedoria. A inteligência e a sabedoria que não provêm dos Divinos veros, mas somente de coisas mundanas não é inteligência nem sabedoria, mas somente ciência e, daí, a faculdade de raciocinar, pois a inteligência é ver interiormente em si mesmo se algo é vero ou não; mas os que sabem somente pelas coisas mundanas não vêem interiormente em si mesmos os veros, mas vêem-nos pelos outros, e ver pelos outros é apenas saber, e o que é visto não entra na intuição da mente além do ponto em que é confirmado. Nesse estado se acha a maioria das pessoas hoje na igreja, os que fazem salvífica a fé, só, separada da vida. Assim é que os veros não entram em seu espírito, mas somente na memória do homem natural; e, todavia, a luz do céu, que é o Divino Vero, não entra no homem por outra via senão pela via de seu espírito, que também é a via de sua alma. O espírito do homem é tal qual é sua vida, mas não tal qual é sua memória sem a vida; e a luz do céu entra no espírito do homem quando homem está no bem do amor e da caridade procedente do Senhor, e quando nele o bem está também na fé. (Que o homem não tenha fé onde não há amor ou caridade, vê-se no opúsculo Do Juízo Final, nºs 33-40. Além disso, o que é a inteligência verdadeira, o que é a espúria e o que é a falsa, vê-se na obra O Céu e o Inferno, nºs 346-356.)
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