. "E [havia] ao redor do trono um arco-íris semelhante em aparência à esmeralda". Que isto signifique a aparência do Divino Vero nos céus ao redor do Senhor vê-se pela significação de 'arco-íris semelhante em aparência à esmeralda', que é a aparência do Divino Vero em sua circunferência, pois o 'arco-íris ao redor do trono' significa o Divino Vero ao redor; 'semelhante em aparência' significa a aparência. Que a aparência tenha sido como a 'esmeralda' era porque indicava o juízo final, porquanto a cor dessa pedra é verde, e 'verde' significa o vero obscurecido. O Divino Vero em seu esplendor aparece ou na cor celeste ou em cores variadas em ordem, como um arco-íris; mas, quando é obscurecido, aparece na cor da esmeralda. O que estava obscurecido era o céu que se chama 'primeiro céu', sobre o qual se faria o juízo e o qual devia perecer (de que se trata no Apocalipse 21:1); daí é que se diz 'arco-íris' e o seu redor 'semelhante à esmeralda'. O 'arco-íris' significa o Divino Vero nos céus em sua ordem e em sua beleza, porque há no céu infinitas variedades de vero do bem, e quando elas são representadas por cores, exibem a aparência de lindíssimas íris. Assim é que o arco-íris tornou-se símbolo de aliança após o dilúvio (Gn. 9:12-17). (Nos céus há variedades infinitas, como se vê na obra O Céu e o Inferno, nºs 56, 405, 418 e 486; no opúsculo Do Juízo Final, nº 13; e nos Arcanos Celestes, nºs 684, 690, 3744, 5598, 7236, 7833, 7836 e 9002. As cores no céu aparecem pela luz ali, e são modificações e variações da luz, nºs 1042, 1043, 1053, 1624, 3993, 4530, 4742 e 4922; e as cores aparecem variadas segundo as variedades dos estados do vero proveniente do bem e, por conseguinte, da inteligência e da sabedoria, nºs 4530, 4922, 4677 e 9466. Que apareçam arco-íris no céu, de onde vêm e o que são, vê-se nos nºs 1042, 1043 e 1623-1625).