. "E lançavam suas coroas diante do trono." Que isto signifique a humilhação e, então, o reconhecimento de coração de que nada do bem procede deles, mas que tudo vem do Senhor vê-se pela significação de 'coroa', que é o bem e a inteligência daí (de que se tratou acima, nº 272); e pela significação de 'lançar a coroa ao trono', ou subjugar-se ali, que é pela humilhação reconhecer que isto não vem de si mesmo, mas do Senhor, pois 'lançar' é renunciar a si mesmo, e 'subjugar-se diante do trono' é reconhecer que isto vem somente do Senhor. O bem aqui significado pelas 'coroas' é o bem do amor e da caridade. Esse bem influi do Senhor somente, e é recebido pelos anjos do céu e pelos homens da igreja nos veros que vêm da Palavra. Esses veros que vêm da Palavra estão, no anjo e no homem, em sua memória; dali o Senhor os evoca e os conjunta ao bem tanto quando o anjo ou homem estiver na afeição do vero espiritual, a qual ele tem quando vive segundo os veros da Palavra. A conjunção se faz no homem espiritual ou interior e, daí, faz-se no homem natural ou exterior. Essa conjunção faz a igreja no homem enquanto ele vive nas terras e, em seguida, faz o céu nele. Daí é evidente que ninguém pode ser salvo sem essa conjunção, e também que não existe conjunção alguma do bem e do vero a não ser que o homem viva a vida do amor. Viver a vida do amor é praticar os preceitos do Senhor, porquanto amar é fazer, pois o que o homem ama, isso ele quer e isso faz, mas o que ele não ama, isso ele não quer e, por conseguinte, não faz.
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