. (Vers. 5) “E um dos anciãos”. Que isto signifique a sociedade do céu que está mais do que as outras na sabedoria, vê-se pela significação de ‘anciãos’, que são aqueles que estão nos veros do bem e, abstratamente, os veros do bem (de que se tratou acima, n. 270), assim, os que estão na inteligência e na sabedoria mais do que os outros, pois toda inteligência é proveniente do bem por meio dos veros, ou por meio dos veros a partir do bem, e não de alguma outra parte. Que por ‘um dos anciãos’ seja significada uma sociedade do céu é porque pelo ‘anjo’, na Palavra, não se entende um anjo, mas uma sociedade inteira (vide acima, n° 90 w 302); assim também ocorre como ‘um dos anciãos’. Que se entenda a sociedade que está mais que as outras na sabedoria é porque ensina que somente o Senhor foi que, quanto ao Humano, adquiriu para si a Divina Sabedoria, para que soubesse, conhecesse e examinasse a cada um, e os estados da vida de todos no geral e de cada um em particular, coisas essas que são significadas pelas palavras que disse, a saber: ‘Não chores; eis que venceu o Leão que é da tribo de Jehudah, a raiz de David, para abrir o livro e para romper os seus setes selos”; porque a sabedoria dos anjos do céu é saber isto, ou seja, que há somente o Senhor que seja tal, e as sociedades angélicas no terceiro ou íntimo céu sabem isso pela percepção ou pelo influxo do Senhor. As demais também o sabem, mas não pela percepção e sim pela iluminação do entendimento. Os anjos do terceiro ou íntimo céu têm percepção, e os anjos do segundo e do último céu têm iluminação do entendimento. Distinguem-se pelo fato de que a percepção é uma confirmação plena pelo influxo do Senhor, mas a iluminação do entendimento é a visão espiritual; esta têm os que estão na caridade para com o próximo e na fé daí, mas aquela, ou seja, a percepção, têm aqueles que estão no amor ao Senhor. (Além disso, sobre o que é a percepção, vide a Doutrina da Nova Jerusalém, n° 135 e 140).