. “De receber poder e riquezas, e sabedoria”. Que isto signifique que a Ele pertencem a onipotência, a onisciência e a Divina providência, vê-se pela significação de ‘poder’, quando se trata do Senhor, que é a onipotência; pela significação de ‘riquezas’, quando se trata do Senhor, que é a onisciência; e pela significação de ‘sabedoria’, quando se trata do Senhor, que é a Divina providência. Que essas coisas sejam significadas é porque a respeito do Senhor não se pode dizer senão o que está acima de todas as coisas; por isso, quando se diz que Ele tem poder, entende-se que tem todo o poder, que é a onipotência; e quando se diz que Ele tem riquezas, entende-se que Ele tem todas as riquezas espirituais, pelas quais é significada a inteligência, por conseguinte, a onisciência; (que as ‘riquezas’, na Palavra, signifiquem as cognições do vero e do bem e, assim, a inteligência, vê-se acima, n° 236); e quando se diz que ele tem ‘sabedoria’ se entende que Ele tem toda a sabedoria, que é a Divina providência. Com efeito, a verdadeira sabedoria é ver o que conduz à vida de alguém na eternidade e se dispor para isso, o que acontece quando o homem não somente sabe as coisas e as percebe com o entendimento, mas também quando as quer e pratica; mas a sabedoria Divina é provê-las no homem; assim é a Divina providência. (O que é, além disso, a Divina providência, vê-se na Doutrina da Nova Jerusalém, n° 267-279).