. “Ouvi o terceiro animal dizendo”. Que isto signifique do céu íntimo desde o Senhor, vê-se pelo que foi dito e mostrado acima (n. 353 e 362), onde há palavras semelhantes. Que os quatro animais ou quatro querubins tenham falado um após o outro é porque as coisas que eles disseram correspondem pelo oposto. Com efeito, o primeiro querubim era semelhante a um leão, o segundo semelhante a um bezerro, o terceiro era quanto à face como um homem, e o quarto semelhante a uma águia voando; e pelo ‘leão’ é significado o poder (vide acima, n. 278), pelo ‘bezerro’ é significado o bem (n. 279), pelo ‘homem’ é significada a sabedoria (n. 280) e pela ‘águia’ a inteligência (n. 281). Por isso, quando falou o primeiro animal, que eram semelhante a um leão, foi descrito o primeiro estado dos que são da igreja, que então haveria aí luta pelo Divino Vero (vide acima, n. 355 a 359), porque pelo ‘leão’ é significado o poder que pertence ao Divino Vero. Quando falou o segundo animal, que era semelhante a um bezerro, foi descrito o segundo estado dos que são da igreja, ou seja, que o bem seria destruído (vide acima, n. 361 a 367), pois pelo ‘bezerro’ é significado o bem da igreja. Quando falou o terceiro animal, que era quanto à face como um homem, foi descrito o terceiro estado dos que são da igreja, o qual era tal que não haveria mais vero, por não haver bem, e, por conseguinte, não haveria mais sabedoria alguma, pois toda sabedoria pertence ao vero proveniente do bem. Pelo ‘homem’ é significada a sabedoria. E quando falou o quarto animal, que era semelhante a uma águia voando, foi descrito o quarto estado dos que são da igreja, que estaria no males e, daí, nos falsos, portanto, não estariam em inteligência alguma. Por aí é evidente que os quatro animais falaram em ordem segundo as correspondências pelo oposto.