. “E o que estava assentado sobre ele”. Que isto signifique a Palavra, vê-se pelas coisas que foram ditas e mostradas acima (n. 373. Se se diz que ‘tinha por nome morte’ não é que a Palavra em si seja morte, mas diante dos que estão nos males e, daí, nos falsos, pois eles nada veem nem percebem do vero e do bem nela, portanto, nada da vida espiritual. Por isso, segundo a aparência e a percepção diante dos que são tais, o nome do que estava sentado sobre o cavalo pálido se chama ‘morte’. Com efeito, a Palavra se mostra a cada um segundo a sua qualidade: como vida àqueles que estão no bem e no vero, ou como morte àqueles que estão nos males e falsos. É semelhante com relação ao Senhor mesmo, que é a Palavra; Ele também Se mostra a cada um segundo a sua qualidade: como fogo e luz que vivifica e recreia aos que estão nos bens e, assim, nos veros, mas como fogo que consome ou como escuridão aos que estão no mal e, daí, nos falsos (vide n. 934 ao fim, 1861 ao fim, 6832, 8814, 8819, 9434 e 10551). Por esse motivo, também, o Senhor Se mostra aos que estão no mal e, daí, nos falsos, como alguém que Se encoleriza, castiga, condena e lança no inferno, quando, todavia, não Se encoleriza, nem castiga, condena ou lança no inferno, mas salva na medida que o homem se aplica, pois Ele é o Bem e Vero mesmo, é o Amor mesmo e a Misericórdia mesma. É semelhante em relação a esse versículo, que diz que ‘o nome do que estava sentado sobre o cavalo pálido é morte’. (As demais coisas a respeito deste assunto são vistas no lugar citado acima, n. 373).