. “Sobre a terra, nem sobre o mar, nem sobre toda árvore”. Que isto signifique em toda parte no mundo espiritual até os seus últimos, naqueles em que havia alguma percepção, vê-se pela significação de ‘terra’, que é todo o mundo espiritual, por conseguinte, todos os anjos e espíritos que se acham ali. Que a ‘terra’ signifique isso num sentido geral e próximo é porque no mundo espiritual há igualmente terras, montes, colinas, planícies, vales e também mares, como em nossa terra (a cujo respeito se vê acima, n. 304, 342 e 413); e pela significação de ‘mar’, que são os últimos da terra no mundo espiritual, pelo fato de haver mares nos últimos limites ou fins ali (de que também se vê acima, n. 342); e pela significação de ‘árvore’, que é a percepção e também o conhecimento (de que se tratará a seguir). Porquanto essas coisas são significadas por ‘terra’, ‘mar’, e ‘árvore’, daí essas três, conjuntas em um só sentido, significam todas as coisas no mundo espiritual, até as suas últimas, com os quais em que havia alguma percepção. Que a ‘árvore’, no sentido geral, signifique a percepção e o pensamento vem do fato de que o ‘jardim’ significa a inteligência, e toda inteligência é segundo as cognições e a percepção destas. Daí é que cada espécie de árvores significa algum conhecimento e inteligência. Visto que a ‘árvore’ significa a percepção e a cognição, por isso também significa os interiores que pertencem à mente e estão no homem, e também o homem todo, pois o homem é tal quais são os interiores que são de sua mente, e estes são tais qual é a percepção vinda das cognições. (Que a ‘árvore’ signifique os interiores que são da mente, e também o homem, vê-se acima, n. 109 e 110; que a ‘árvore’ signifique a percepção e a cognição, vide nos Arcanos Celestes, n. 103, 2163, 2682, 2722, 2972 e 7692; que os antigos tenham prestado o culto Divino nos bosques, sob as árvores segundo as significações delas, n. 2722 e 4552; que isto tenha sido proibido à nação judaica, e a causa, n. 2722; que os ‘paraísos’ e os ‘jardins’ signifiquem a inteligência, n. 100, 108 e 3220. e, na obra O Céu e o Inferno, n. 176, e acima, n. 110). * * * * * * *