. “Da tribo de Judah, doze mil assinalados”. Que isto signifique o amor ao Senhor, e que todos os que estão nesse amor estejam no céu e venham ao céu, vê-se pela representação e, daí, pela significação de ‘Judah’ e sua tribo, que é o amor ao Senhor (de que se tratará a seguir); pela significação de ‘doze mil’, que são todos e todas as coisas (de que se tratou acima, n. 430); aqui, todos os estão nesse amor; e pela significa de ‘assinalados’ , que são os que foram distintos e separados dos que estão no mal, por conseguinte, os que estão no bem (de que também se tratou acima, n. 427). Segue-se que esses são os que estão no céu e vêm ao céu, pois eles foram ‘assinalados nas testas’, isto é, separados dos maus. São estes dos quais se diz no capítulo 14 do Apocalipse: “O Cordeiro estava de pé sobre o monte Sião, e com Ele cento e quarenta e quatro mil tendo o nome do Pai escrito em suas testas;... estes são os que não se contaminaram com mulheres, pois são virgens... comprados dos homens, primícias para Deus e o Cordeiro” (vers. 1, 3, 4); pelo ‘monte Sião’ é significado o céu onde há o amor ao Senhor, pois todos os que são significados pelos ‘doze mil de cada tribo’, ou pelos ‘cento e quarenta e quatro mil, assinalados nas testas’, são os que reconhecem o Senhor e O amam. Por isso, a primeira tribo que é nomeada é a tribo de Judah, e por ela é significado o amor ao Senhor, pois (como foi dito acima, n. 431) a representação do céu ocorre segundo a ordem em que as tribos são nomeadas, e o primeiro nome ou primeira tribo nomeada é aquela de que fluem as determinações e as significações das seguintes, com variedade. [2] Além disso, ninguém admitido no céu a não ser pelo Senhor, pois todo o céu é d’Ele. Por isso, ninguém está ali nem para ali vai a menos que reconheça o Senhor e O ame. Amar a Ele não é amá-Lo quanto à Pessoa, mas viver segundo os Seus preceitos, como também o Senhor ensina com plenas palavras em João: “Naquele dia conhecereis que Eu estou em Meu Pai, e vós em Mim, e Eu em vós. Quem tem os Meus preceitos e os pratica, esse é o que Me ama;... se alguém Me ama, guarda a Minha palavra; e Meu Pai o amará, e para ele viremos e morada nele faremos. Quem não Me ama não guarda as Minhas palavras” (Jo. (14:20, 21, 23, 24). Que amem ao Senhor aqueles que praticam e guardam os preceitos e as palavras d’Ele é porque os Seus preceitos e palavras significam os Divinos veros, e todo Divino Vero procede d’Ele, e o que procede d’Ele é Ele. Por isso, quando o homem está no vero quanto à vida, então o Senhor está nele e ele no Senhor, pelo que diz: ‘vós em Mim e Eu em vós’, e que ‘virá e fará morada nele’. É isto, pois, amar o Senhor. Amar é, também, ser conjunto, pois o amor é a conjunção espiritual, e a conjunção espiritual se faz pela recepção do Divino Vero na doutrina e na vida. [3] Antes de se mostrar pela Palavra que por ‘Judah’ ou pela tribo nomeada segundo Judah é significado o amor ao Senhor, dir-se-á o que ‘Judah’ significa em todo sentido na Palavra. ‘Judah’ significa no sentido o Senhor quanto ao amor celeste; no sentido interno, o reino celeste do Senhor e a Palavra; e no sentido externo, a doutrina, proveniente da Palavra, que é do reino celeste. e como significa no sentido supremo o Senhor quanto ao amor celeste e, no sentido interno, o reino celeste, também significa o amor ao Senhor, pois esse amor é recíproco no homem, e reina no reino celeste do Senhor. Há dois reinos em que todo o céu foi distinto, o reino celeste e o reino espiritual. O reino celeste consiste daqueles que estão no amor ao Senhor, e o reino espiritual daqueles que estão no amor para com o próximo. Daí é evidente o que se entende pelo amor celeste e pelo amor espiritual. (A respeito desses reinos, porém, vide a obra O Céu e o Inferno, n. 20-28). Os judeus e os israelitas representavam esses dois reinos, os judeus o reino celeste e os israelitas o reino espiritual. Que ‘Judah’ também signifique a Palavra é porque o Senhor é a Palavra, e tomou o Humano nessa tribo a fim de que fosse a Palavra também quanto ao Humano, segundo essas palavras em João: “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e Deus era a Palavra... e a Palavra se fez carne, e habitou entre nós” (Jo. 1:1, 14); ‘Palavra’ significa o Senhor quanto Divino Vero procedente de Seu Divino Amor. Assim é que aqueles que amam o Divino Vero que está na Palavra, praticando-o, estão no amor ao Senhor. [4] Que o Senhor quanto ao amor celeste, e, assim, o amor ao Senhor, e também a Palavra, seja significado por ‘Judah’, pode-se ver pelas passagens que se seguem. Em Moisés: “Judah és tu; teus irmãos te celebrarão; tua mão está na cerviz de teus adversários. Curvar-se-ão a ti os filhos de teu pai. Filhote de leão é Judah; subiste da presa, ó filho meu. Curvou-se, deitou-se como um leão, e como um leão velho. Quem o levantará? O cetro não será tirado de Judah, e o legislador de entre os seus pés, até que venha Schiloh, e a Ele a obediência dos povos. Ata o jumentinho à videira, e à videira nobre o filho de sua jumenta. Lava no vinho a sua vestimenta, e no sangue das uvas a sua cobertura; o vermelho dos olhos por causa do vinho, e o branco dos dentes por causa do leite” (Gn. 49:8-12). Por ‘Judah’ aqui está descrito, no sentido espiritual, o reino celeste do Senhor e o Senhor mesmo quanto ao amor celeste. O amor celeste é o amor do Senhor recebido no reino celeste, e o amor espiritual é o amor ao Senhor recebido no reino espiritual. As coisas que se seguem são significadas por estas palavras: ‘teus irmãos te celebrarão’ significa que a igreja celeste é mais elevada que as demais, pois os ‘irmãos’ ou as tribos nomeadas segundo os filhos de Jacob, que eram os seus irmãos, significam a igreja; ‘a tua mão na cerviz de teus adversários’ significa que a turba diabólica e infernal será expelida e contida; ‘adversários’ são os que vêm do inferno. ‘Curvar-se-ão a ti os filhos de teu pai’ significa que se submetem os veros todos da igreja; ‘curvar-se’ é submeter-se, e ‘filhos do pai’ são todos os veros da igreja, pois os que estão no amor ao Senhor e, daí, no reino celeste, têm implantados em si todos os veros da igreja. ‘Filhote de leão é Judah’ significa a inocência com forças inatas, pois o amor ao Senhor considerado em si mesmo é a inocência, sendo esta significada pelo ‘filhote’ e as suas forças inatas pelo ‘leão’. ‘Da presa subiste, ó meu filho’ significa a libertação de muitos do inferno; ‘curvou-se, deitou-se como leão, e como leão velho’ significa o bem do amor e o vero daí em seu poder, pois ‘curvar-se’, quando se trata do leão, é pôr-se no poder; ‘quem o levantará’ que é protegido onde quer que esteja, nem pode ser removido pelos infernos. ‘O cetro não será tirado de Judah’ significa que o poder não se afastará do bem do amor celeste’; ‘e o legislador de entre os seus pés’ significa que tampouco os veros de seu sentido último; ‘até que venha Schiloh’ significa o advento do Senhor e, então, a tranquilidade da paz; ‘e a Ele a obediência dos povos’ significa os veros provenientes d’Ele e a conjunção por eles. ‘Ata o jumentinho à videira’ significa a igreja externa e os seus veros provenientes do Senhor; ‘e à videira nobre o filho de sua jumenta’ significa a igreja interna e os seus veros provenientes do Senhor; ‘lava no vinho a sua vestimenta’ significa o Humano externo ou natural do Senhor, que é o Divino Vero proveniente de Seu Divino Amor; ‘e no sangue das uvas a sua cobertura’ significa o Humano interno ou racional do Senhor, que é o Divino Bem proveniente do Seu Divino Amor. ‘Os olhos vermelhos por causa do vinho’ significa que o Humano interno ou racional não é outra coisa senão o bem; ‘e o branco dos dentes por causa do leite’ significa que o Humano externo ou natural não é outra coisa senão o bem do vero. Por cada uma das coisas nessa descrição pode-se ver que por ‘Judah’ não se entende ‘Judah’, mas algo celeste elevado, que é descrito assim. (Essas palavras, porém, veem-se explicadas em detalhes nos Arcanos Celestes, do n. 6363 a 6381). [5] Em Ezequiel: “Tu, filho do homem, toma para ti uma madeira, e escreve nela: Para Judah e os filhos de Israel e os seus companheiros. Em seguida toma uma madeira, e escreve nela: Para José, madeira de Efraim e toda a casa de Israel. Depois ajunta-as, uma com a outra para ti como uma só madeira, para que ambas sejam uma em Minha mão... Eu recolherei a madeira de José que está na mão de Efraim, e das tribos de Israel e dos seus companheiros, e farei vir sobre ela a madeira de Judah, e farei deles uma só madeira... Eu recolherei os filhos de Israel de entre as nações para onde eles foram, e os congregarei dos arredores, e os frei vir sobre a sua terra, e farei deles uma só nação sobre a terra, nos montes de Israel, e um só rei eles terão por rei, e não serão mais duas nações, nem serão divididas novamente em dois reinos. ... Meu servo David será rei sobre eles, para que todos tenham um só pastor, para que andem em Meus juízo, e guardem os Meus estatutos, e os pratiquem. Então habitarão sobre a terra que dei ao Meu servo Jacob, na qual habitaram os vossos pais, e sobre ela habitarão eles e os seus filhos, e os filhos dos seus filhos até à eternidade, e David Meu servos lhe será por Príncipe na eternidade. E farei com eles um concerto de paz, um concerto de eternidade haverá com eles, e os darei, e os multiplicarei, e porei o Meu santuário no meio deles na eternidade. Assim estará com eles o Meu habitáculo, e lhes serei por Deus, e eles Me serão por povo” (Ez. 37: 37:16, 17, 19, 21, 22, 24-27). Ninguém pode saber o que essas palavras significam se não souber o que significam ‘Judah’ e ‘Israel’ e ‘José’ e ‘Efraim’. É evidente que não são Judah e Israel, nem José e Efraim, pois se diz que ‘as tribos de Israel dispersas entre as nações seria congregadas e trazidas à terra de Canaan’, e que ‘David será rei e príncipes deles’ e que ‘com ele habitariam na eternidade’. Quem é que não sabe que as tribos de Israel não podem ser congregadas, e que Davi não será mais rei sobre eles? Por isso, cumpre saber o que é significado no sentido espiritual por ‘Judah’, pelos ‘filhos de Israel’ e também por ‘José’ e ‘Efraim’, e, além disso, por ‘David’ e pela ‘terra e Canaan’. Por ‘Judah’, no sentido espiritual, é significado o reino celeste do Senhor, pelos ‘filhos de Israel’, o reino espiritual do Senhor; por ‘José’ e ‘Efraim’ e pelas ‘tribos de Israel dispersas e que devem ser congregadas’ se entendem aqueles que se acham abaixo daqueles reinos, que não celestes nem espirituais, mas naturais e, no entanto, estão no bem da vida segundo a sua religiosidade. [6] Eles são os que se entendem no que foi dito pelo Senhor em João: “Também tenho outras ovelhas, que não são deste aprisco; também importa-Me trazê-las, e ouvirão a Minha voz, e haverá um só rebanho, um só pastor” (Jo. 10:16), pois eles não estavam no céu antes do advento do Senhor, mas foram introduzidos ali por Ele depois que glorificou o Seu humano. A razão disso é que o Divino procedente não pôde se estender a eles antes. Quem sabe essas coisas, e sabe que por ‘David’ se entende o Senhor quanto ao Divino Vero procedente de Seu Divino Humano, pode saber cada coisa na série ali. Que tais coisas ‘fossem escritas em duas madeiras’ e que essas tábuas ‘fossem ajuntadas em uma só madeira’ era porque a madeira significa o bem da vida, e toda conjunção no céu se faz pelo bem e segundo o bem. (Que a ‘madeira’ signifique o bem da vida, vê-se nos Arcanos Celestes, n. 643, 2784, 3720 e 8354). [7] Em Isaías: Quando o Senhor ‘levantar o sinal das nações, e ajuntar os expulsos de Israel, e recolher os dispersos de Judah das quatro asas da terra; então afastará a inveja [aemulatio] de Efraim, e os adversários de Judah serão cortados; Efraim não terá inveja de Judah, e Judah não oprimirá Efraim, mas voarão no ombro dos filisteus na direção do mar” (Is. 11:12-14), palavras que foram ditas a respeito da salvação das nações, que também são significadas pelos ‘expulsos de Israel’ e ‘dispersos de Judah’, porquanto o Senhor diz que ‘levantará um sinal para as nações’; pelos ‘expulsos de Israel’ se entendem os que não estão nos veros, mas estão no desejo de aprendê-los, e pelos ‘dispersos de Judah’ se entendem os que estão no bem da vida e, por este, no amor ao Senhor, pois os que amam fazer o bem, esse amam o Senhor; com efeito, o Senhor está nesse bem, pois esse bem vem d’Ele. Por ‘Efraim’ se entende o entendem aqui concordante com o bem do amor. Que um não discordará do outro, entende-se por ‘então afastará a inveja de Efraim, Efraim não terá inveja de Judah, e Judah não oprimirá Efraim’. Que serão separados dos que estão na fé separada da caridade, é significado por ‘voarão no ombro dos filisteus na direção do mar’; ‘os filisteus na direção do mar’ são os que separam a fé da caridade ou o bem da vida; o ‘mar’ é o último onde o céu termina, e ‘voar no ombro’ é rejeitar e, assim, separar-se. [8] Em Zacarias: “Exulta, ó filha de Sião! Clama12, ó filha de Jerusalém! Eis que o teu Rei a ti vem, justo e fiel é Ele... curvarei Judah para Mim, encherei o arco com Efraim, e suscitarei os teus filhos, ó Sião” (Zc. 9:9, 13). Essas palavras são a respeito do avento do Senhor e da instauração da igreja por ele, com aqueles que estão no bem do amor e, daí, nos veros da doutrina. ‘Filha de Sião’ e ‘filha de Jerusalém’ significam a igreja que há neles; ‘teu Rei’, que ‘vem justo e fiel’ é o Senhor, de Quem procedem o bem do amor e o vero da doutrina; ‘curvarei Judah para Mim, encherei o arco com Efraim’ significa que a igreja deve ser instaurada com aqueles que estão no bem do amor ao Senhor e, daí, nos veros da doutrina; por ‘Judah’ se entendem aqui os que estão no bem do amor ao Senhor, e por ‘Efraim’, os veros da doutrina, pois “Efraim’ significa o entendimento da igreja, e o ‘arco’ significa a doutrina do vero; (que o ‘arco’ signifique a doutrina, vê-se acima, n. 357, onde essas palavras são também explicadas); ‘filhos de Sião’ são esses. Que aí por ‘Judah’ não se entenda a nação judaica, nem por ‘Efraim’, Efraim, é evidente, pois a igreja do Senhor não foi instaurada porque não foi recebida na nação judaica, e a tribo de Efraim já não existia. [9] No mesmo: “Jehovah Zebaoth visitará o seu rebanho, a casa de Judah, e os porá como cavalo de sua glória na guerra. Dele [sairá] a pedra angular, dele o cravo, dele o arco de guerra. ... Farei poderosa a casa de Judah, e a casa de José salvarei, e os farei habitar;... Dali serão como o poderoso Efraim, e o coração deles se alegrará como pelo vinho” (Zc. 10:3, 4, 6, 7); também aqui, pela ‘cada de Judah’ se entende o reino celeste do Senhor, que consiste daqueles que estão no amor a Ele, e por ‘Efraim’ se entendem os que estão nos veros da doutrina daí, pois todos os que estão no reino celeste do Senhor estão nos veros da doutrina, porque têm os veros como que ínsitos e inscritos nos corações (Vide a obra O Céu e o Inferno, n. 25 e 26; as restantes se veem explicadas acima, n. 355 e 376). [10] No mesmo: “Jubila e alegra-te, ó filha de Sião; eis que venho para habitar no meio de ti;... então muitas nações se ajuntarão a Jehovah naquele dia, e me serão por povo. Jehovah fará de Judah herança para Si, Sua porção sobre a terra de santidade, e escolherá de novo Jerusalém” (Zc. 2:10-12). Que por ‘Judah’ aqui não se entenda a nação judaica, nem por ‘Jerusalém’, Jerusalém, é claramente evidente, pois aí se trata do advento do Senhor, quando aquela nação foi completamente dispersa e, depois, Jerusalém foi destruída, e, no entanto, diz-se que ‘Jehovah fará de Judah herança para Si, e Sua porção sobre a terra de santidade, e escolherá de novo Jerusalém’; por isso, por ‘Judah’ se entendem aqueles que estão no amor ao Senhor, e por ‘Jerusalém’ se entende a igreja quanto à doutrina, com eles. [11] Em Naum: “Eis sobre os montes os pés do que evangeliza, do que proclama a paz. Celebra a tua festa, ó Judah! cumpre os teus votos, porque Belial não mais passará por ti; está todo cortado’ (Na. 1:15). Essas palavras, também, são a respeito do Senhor. O Seu advento se entende por ‘eis sobre os montes os pés do que evangeliza, do que proclama a paz’; por ‘fazer festa’ e ‘cumprir os votos’ é significado alegrar-se por causa de Seu advento e, então, adorá-Lo; por ‘Belial não mais passará por ti; está todo cortado’ é significado que nenhum mal há neles, porque estão no Senhor. Essas coisas não puderam ser ditas da nação judaica, mas daqueles que estão no amor ao Senhor, donde é evidente que são eles que aqui se entendem por ‘Judah’. [12] Em Malaquias: “Eu envio o Meu anjo, que preparará caminho diante de Mim; e de súbito virá ao Seu templo o Senhor;... então será suave a Jehovah o minchah de Judah e de Jerusalém, conforme os dias do século e conforme os primeiros anos” (Ml. 3:1, 4). Sabe-se na igreja que estas palavras foram ditas a respeito do Senhor, e que pelo ‘anjo que preparará o caminho diante d’Ele’ se entende João Batista. Que então ‘será suave a Jehovah o minchah de Judah e de Jerusalém’ significa que então será aceito o culto pelo bem do amor ao Senhor; ‘minchah de Judah’ significa esse culto. Vê-se que o culto da nação judaica e de Jerusalém não foi aceito, pois não reconheceram o Senhor, mas rejeitaram-No completamente. ‘Conforme os dia de século e conforme os primeiros anos’ significa conforme o culto nas igrejas antigas; a Igreja Antiquíssima, que existiu antes do dilúvio e estava no amor ao Senhor, entende-se pelos ‘dias de século’ ou ‘eternidade’, e a Igreja Antiga, que existiu após o dilúvio, que era uma igreja espiritual, se entende pelos ‘primeiros anos’. [13] Em Joel: “E será naquele dia que os montes destilarão mosto, e as colinas fluirão leite, e todos os rios de Judah fluirão águas; e uma fonte sairá da casa de Jehovah e irrigará o ribeiro Schittim. O Egito estará em desolação, e Edom no deserto da desolação, por causa da violência dos filhos de Judah, dos que derramaram sangue inocente em sua terra; mas Judah se assentará na eternidade, e Jerusalém em geração e geração” (Jl. 3:18-20); trata-se, também aí, do advento do Senhor e, então, de um novo céu e uma nova terra, e por ‘os montes destilarão mosto’ é significado que do bem do amor vem todo vero; (que os ‘montes’ signifiquem o bem do amor, vida acima, n. 405; e que ‘vinho e mosto’ signifique o vero, também acima, n. 376); por ‘colinas fluirão leite’ é significado que do bem da caridade para com o próximo vem a vida espiritual; e por ‘todos os ribeiros de Judah fluirão águas’ é significado que de cada uma das coisas da Palavra vêm os veros pelos quais há a inteligência; por ‘uma fonte da casa de Jehovah sairá e irrigará o ribeiro de Schittim’ é significado que do céu, desde o Senhor, vem o vero da doutrina, que iluminará aqueles que estão nas cognições e nos conhecimentos. ‘O Egito estará em desolação, e Edom no deserto de desolação’ significa que serão destruídos os princípios falsos e os males do amor de si, uns e outros do homem natural; ‘por causa da violência dos filhos de Judah, dos que derramaram sangue inocente em sua terra’ significa por causa dos veros falsificados e dos bens adulterados da Palavra, que eles corromperam e destruíram; ‘mas Judah se assentará na eternidade, e Jerusalém em geração e geração’ significa que a Palavra e, daí, a doutrina do vero genuíno devem permanecer eternamente naqueles que estão no amor ao Senhor. Daí, também, é evidente que aí por ‘Judah’ não se entende Judah, nem por ‘Jerusalém’, Jerusalém. [14] No mesmo: “Tiro e Sidon, e todos os termos dos filisteus… cedo trarei a recompensa em vossa cabeça, porque tomastes a Minha prata e o Meu ouro, e as coisas desejáveis dos Meus bens metestes em vossos templos; e os filhos de Judah e os filhos de Jerusalém vendestes aos filhos dos gregos, para os removeres para longe dos seus termos” (Jl. 3:4-6); por ‘Tiro’, ‘Sidon’ e pelos ‘filisteus’ se entendem os que falsificaram os veros e bens da Palavra; ‘Minha prata e Meu ouro’ significam esses veros e bens; e ‘metê-los nos seus templos’ significa falsifica-los e profana-los; ‘vender os filhos de Judah e os filhos de Jerusalém aos filhos dos gregos’ significa perverter e falsificar todos os veros e bens da Palavra; ‘filhos de Judah’ são os bens da Palavra; ‘filhos de Jerusalém’ são os seus veros, ‘filhos dos gregos’ são os falsos; ‘removê-los para longe de seus termos’ significa longe dos veros mesmos. Quem não conhece o sentido espiritual da Palavra pode crer que os que estavam em Tiro, em Sidon e na Filístia teriam vendido os filhos de Judah e de Jerusalém aos gregos, mas isto é uma profecia, na qual as nações que são nomeadas significam coisas da igreja. [15] Em Jeremias: “Naqueles dias, irão, a casa de Judah e a casa de Israel, e virão unidas da terra do setentrião à terra que fiz herdarem os vossos pais” (Jr. 3:18). Também essas palavras são a respeito do advento do Senhor e de uma nova igreja [instaurada] por Ele. O advento do Senhor se entende por ‘naqueles dias’, e a nova igreja por ‘cada de Judah e casa de Israel’; a igreja composta por aqueles que estão no amor ao Senhor, pela ‘casa de Judah’, e a igreja composta daqueles que estão na caridade para com o próximo, chamada igreja espiritual, pela ‘casa de Israel’. Que ‘virão unidas do setentrião à terra que fiz herdarem os vossos pais’ significa que da ignorância e das falsidades em que então se acham hão de vir às cognições e à luz do vero que são da igreja; ‘terra do setentrião’ significa o estado de ignorância e falso da religião; ‘a terra que os pais herdaram’ significa a igreja que está nas cognições e na luz do vero. Tais palavras foram ditas a respeito dos gentios, dos quais a nova igreja deve ser instaurada. É notório que nem a casa de Judah nem a casa de Israel então vieram então da terra do setentrião, ou seja, quando o Senhor esteve no mundo, pois então os judeus estavam na terra de Canaan, e os israelitas estavam dispersos. [16] No mesmo: “Eis que vêm os dias... em que suscitarei a David um Renovo justo, que reinará Rei e prosperará, e fará juízo e justiça na terra; nos Seus dias Judah será salvo, e Israel habitará seguramente; e este é o Seu nome, pelo qual O chamarão: Jehovah, nossa justiça (Jr. 23:5, 6; 33:15, 16); aqui se trata claramente do Senhor, que é o ‘Renovo de David’ e que ‘reinará Rei’ e será chamado ‘Jehovah, nossa justiça’. Que ‘nos Seus dias Judah será salvo, e Israel habitará seguramente’ significa que devem ser salvos os que estão no amor a Ele e na caridade para com o próximo (como acima). Que não seja Judah que deva ser salvo, nem Israel que seja ou possa ser chamado de volta para que habite seguramente, isto é, sem a infestação dos males e falsos, é evidente. [17] No mesmo: “Trarei Israel de volta ao seu habitáculo, para pastar no Carmelo e em Bashan, e no monte de Efraim e Gileade sua alma fique saciada. Naqueles dias e naquele tempo... buscar-se-ão a iniquidade de Israel e os pecados de Judah, e não se acharão” (Jr. 50:19, 20). Também essas palavras são a respeito da instauração pelo Senhor da igreja com as nações, o que se entende por ‘Israel, que será trazido de volta ao seu habitáculo’, do mesmo que por ‘Judah, cujos pecados não seriam achados’. Que elas devam ser guiadas pelo Senhor e instruídas no bem da caridade, entende-se por ‘pastarão no Carmelo e em Bashan, e no monte de Efraim e em Gileade’. [18] Em Zacarias: “Naquele dia... ferirei todo cavalo com espanto, e o seu cavaleiro com insanidade, e sobre a casa de Judah abrirei o Meu olho... Naquele dia, farei os chefes de Judah como braseiro de fogo na madeira, e como uma tocha de fogo no feixe, para que comam à direita e à esquerda todo o povo ao redor, para que Jerusalém habite com mais amplidão, sob si em Jerusalém. Jehovah salvará primeiro as tendas de Judah” (Zc. 12:4, 6, 7). Trata-se aí da devastação da igreja anterior e da instauração de uma nova igreja pelo Senhor; a devastação da igreja anterior é descrita por ‘naquele dia ferirei todo cavalo com espanto, e o cavaleiro com insanidade’, pois pelo ‘cavalo’ é significado o entendimento do vero no homem, e pelo ‘cavaleiro’ a inteligência (vide acima, n. 355); pela ‘casa de Judah’ é significada a igreja naqueles que estão no bem do amor ao Senhor; dela se diz que o Senhor ‘sobre ela abrirá o Seu olho’. Que os males que vêm do inferno serão dispersos deles e neles, e também os falsos, é significado por ‘farei os chefes de Judah como braseiro de fogo na madeira, e como uma tocha de fogo no feixe, para que como à direita e à esquerda todo o povo ao redor’. Que essa igreja será protegida da infestação dos males e dos falsos, é significado por ‘Jerusalém habitará sob si em Jerusalém’. E que o Senhor completamente os que estão no amor a Ele, é significado por ‘Jehovah salvará primeiro as tendas de Judah’. [19] Em Isaías: “Palavra” de Jehovah “sobre Judah e Jerusalém: Acontecerá no fim dos dias que o monte de Jehovah será estabelecido na cabeça dos montes, e mais elevado que as colinas; e concorrerão a ele todas as nações, e irão muito povos, e dirão: Ide, e subamos ao monte de Jehovah, à casa do Deus de Jacob, que nos ensinará sobre os Seus caminhos, e andaremos nas Suas veredas” (Is. 2:1-3). Essas palavras também foram ditas a respeito da nova igreja a ser instaurada pelo Senhor. Pelo ‘monte de Jehovah’, que então será estabelecido na cabeça dos montes, se entende Sião e é significada a igreja celeste e o amor ao Senhor que há nos que são dessa igreja. Que isto seja a primeira coisa da igreja, e que crescerá e terá força, é significado por ‘estará na cabeça dos montes e mais elevado que as colinas’. Que aqueles que estão no bem do amor ao Senhor irão reconhecer e se chegarão à igreja, é significado por ‘concorrerão ao monte todas as nações’; as ‘nações’ significam aqueles que estão no bem celeste, que é o bem do amor ao Senhor, e ‘povos’ os que estão no bem espiritual, que é o bem da caridade para com o próximo. Deles se diz: ‘Irão muitos povos, e dirão: Ide, e subamos ao monte de Jehovah, à casa do Deus de Jacob’. (Que as ‘nações’ signifiquem aqueles que estão no bem celeste, e ‘povos’ aqueles que estão no bem espiritual, vê-se acima, n. 331). [20] No mesmo: “Jehovah, teu Redentor, e teu Formador desde o útero... que estabelece a palavra do Seu servo, e cumpre o conselho dos Seus mensageiros, dizendo a Jerusalém: Serás habitada; e às cidades de Judah: Sereis edificadas, e as suas desolações erguerei” (Is. 44:24, 26). Trata-se, também, do advento do Senhor, que é ‘Jehovah, teu Redentor, e teu Formador desde o útero’. Diz-se “Redentor’ pelo fato de os ter libertado do inferno, e ‘Formador desde o útero’ porque regenera o homem. A predição dos profetas a respeito d’Ele e da salvação dos homens se entende por ‘que estabelece a palavra de Seu servo, e cumpre o conselho de Seus mensageiros’. Que hão de ser salvos os que são de Sua igreja, e hão de ser instruídos nos vero da doutrina celeste, entende-se por ‘que diz a Jerusalém: Serás habitada; e às cidades de Judah: Sereis edificadas’; ‘Jerusalém’ é a igreja, e ‘cidades de Judah’ são os veros da doutrina celeste. Que serão dissipadas as falsidades que destroem a igreja, entende-se por ‘suas desolações erguerei. É sabido que não foi dito pelo Senhor que Jerusalém seria habitado, que as cidades de Judah seriam edificadas, mas que Jerusalém seria destruída, o que de fato aconteceu. [21] No mesmo: “Produzirei de Jacob uma semente, e de Judah a herança de Meus montes, para que o possuam os eleitos, e Meus servos ali habitarão” (Is. 65:9); aqui, por ‘Jacob’ e por ‘Judah’ não se entende o povo oriundo de Jacob e a nação oriunda de Judah, mas a igreja a ser instaurada pelo Senhor; por ‘Jacob’, a igreja que está no bem da vida, e por ‘Judah’, a igreja que está no bem do amor ao Senhor; assim, por ‘Jacob’, a igreja externa, e por ‘Judah’ a igreja interna. Pela ‘semente’ se entende a caridade e a fé, pelos ‘montes’ se entendem os bens do amor. Os que estão na caridade são chamados ‘eleitos’, e os que nos veros provenientes do bem do amor são chamados ‘servos’; por isso se diz: ‘ para que o possuam os eleitos, e os Meus servos habitarão ali’. [22] Em Ezequiel: “Judah e a terra de Israel foram teus negociantes; por trigo minnith13 e pannag14, e mel, e azeite e bálsamo deram a tua negociação” (Ez. 27:17). Essas palavras foram ditas a respeito de Tiro, que significa a igreja quanto às cognições do vero e do bem; assim, também por ‘Tiro’ são significadas as cognições do vero e do bem que são da igreja. Aí se trata das mercadorias e de suas negociações, pelas quais se descreve de que maneira essas cognições são adquiridas; aqui, as que são adquiridas de Judah e da terra de Israel; e visto que por ‘Judah’ é significado o bem do amor, e por ‘Israel’ o vero desse bem, por isso se diz que as negociações são ‘por trigo minnith e pannag, e por mel, e por azeite e por bálsamo’, porque ‘trigo minnith e pannag’ significam os veros e os bens da igreja de todo gênero; ‘mel’, o bem do amor no homem natural; ‘azeite’, o bem do amor no homem espiritual, e ‘bálsamo’ os veros do bem que são agradáveis. (Vide acima, n. 375, onde essas coisas são mais plenamente explicadas). Pelas mercadorias mencionadas nesse capítulo, sendo entendidas no sentido espiritual, é claramente evidente o que é significado pelas várias nações ali mencionadas, assim, o que é significado por ‘Judah’ e por ‘Israel’, pois as mercadorias aí o indicam. [23] Que por ‘Judah’ não se entenda a nação Judaica, pode-se ver também em Ezequiel (cap. 48), onde se trata da nova terra que deverá ser distribuída entre as doze tribos de Israel, tribos essas que são também nomeadas ali, e que parte da terra cada um há de possuir. e ali se fala muito da tribo de Judah e que o santuário estava em seu meio (vers. 8-22), pelo que também claramente evidente que pelas ‘tribos’ ali nomeadas não se entendam as tais tribos, porquanto onze foram dispersas e tornaram-se nações de que não se distinguem, pois foram tomadas em perpétuo exílio. Depois, é também evidente que pela ‘terra’ aí não se entende terra, mas a igreja; por conseguinte, pelas ‘tribos’ aí nomeadas se entendem coisas tais que são da igreja, e por ‘Judah’, aí, a igreja celeste, ou a igreja que está no amor ao Senhor, na qual, por esta razão, está o santuário. [24] Coisas semelhantes se entendem por ‘Judah’ e por ‘Israel’ em David: “Judah tornou-se santuário, e Israel o Seu domínio” (Sl. 114:2); ‘santuário’ significa, no sentido supremo, o Senhor mesmo, e, no sentido relativo, o Seu culto pelo bem do amor; por ‘Israel’ é significado o vero da igreja, vindo desse bem; e visto que todo poder pertence aos veros do bem, ou ao bem por meio dos veros, por isso se diz que ‘Israel tornou-se Seu domínio’. Porquanto ‘Judah’ significa o reino celeste do Senhor, e ‘Israel’ o reino espiritual do Senhor (como foi dito acima), e o reino celeste é o que constitui o sacerdócio do Senhor no céu, enquanto o reino espiritual é o que constitui a realeza do Senhor (vide na obra O Céu e o Inferno, n. 24 e 226), assim é que na Palavra o Senhor é chamado ‘Rei’, e, nos Evangelhos, “O Rei dos judeus” (Mt. 2:2; Jo. 18:33, 37; 19:19); e pelo Senhor como ‘Rei dos judeus’ se entende o Senhor quanto ao Divino Vero procedente do Divino Bem de Seu Divino Amor. Assim, os ‘reis’, na Palavra, significam os veros que procedem do bem (vide acima, n. 31). [25] Em jeremias: “Eis que vêm os dias... em que semearei a casa de Israel e casa de Judah com semente de homem e semente de besta;... e em que firmarei com a casa de Israel e com a casa de Judah um novo concerto;... Este é o concerto que firmarei com a casa de Israel depois daqueles dias... porei a Minha lei no meio deles, e sobre o coração deles a escreverei, e lhe serei por Deus, e eles Me serão por povo” (Jr. 31:27, 31, 34); pelos ‘dias que vêm’ se entende, também aqui, o advento do Senhor; por isso, não se entende que então se firmará um novo concerto com a casa de Israel e com a casa de Judah, mas com a nova igreja a ser instaurada pelo Senhor, a qual se entende pela ‘casa de Israel’ e pela ‘casa de Judah’, do meio das quais Ele poria a lei e a escreveria no coração. É sabido que isto não foi feito com a casa de Israel e com a casa de Judah, pois rejeitaram completamente o concerto com o Senhor, e ainda hoje agem de modo semelhante. ‘Concerto’ significa a conjunção com o Senhor pelo amor a Ele, conjunção essa pela qual há a lei ou do Divino Vero neles, tanto na doutrina quanto na sua vida, o que é ‘a lei no meio’ e ‘escreverei no coração’. ‘Semear a casa de Israel e a casa de Judah com semente de homem e semente de besta’ significa reformar os que são da nova igreja pelos veros e bens que são da inteligência e da afeição; ‘semente’ é o vero, ‘homem’ é a inteligência e ‘besta’ é o bem da afeição. Que a ‘besta’ signifique isso, mostrar-se-á na sequência. [26] Em Zacarias: “Virão muitos povos e numerosas nações a buscar Jehovah Zebaoth em Jerusalém, e a suplicar as faces de Jehovah;... naquele dia dez varões, de todas as línguas das nações, pegarão na orla de um varão judeu, dizendo: Iremos convosco, porque ouvimos que Deus está convosco” (Zc. 8:22, 23). Quem não sabe que por ‘Judah’ se entendem os que estão no amor ao Senhor e, daí, nos veros da doutrina, é facilmente levado a crer que essas palavras foram ditas a respeito dos judeus e da introdução deles na terra de Canaan, e que então todos os outros que quiserem ser salvos pegarão na orla da veste deles, rogando que tenham permissão de os acompanhar. Quem, todavia, sabe que essas palavras não foram ditas a respeito de alguma introdução na terra de Canaan, em Jerusalém ali, e que pelos ‘judeus’ não se entendem os daquela nação, mas que por ‘Jerusalém’ se entende a nova igreja a ser instaurada pelo Senhor, e por ‘judeu’ se entende todo aquele que está no bem do amor ao Senhor, e pela ‘orla do judeu’ se entende o vero desse bem, esse pode saber o que significam todas as coisas nesse capítulo e cada palavra em particular. Com efeito, aí se trata da convocação e do acesso dos gentios à igreja; pelos ‘judeus’ se entendem os que reconhecem o Senhor e O amam; por ‘pegar a sua orla’ se entende o desejo de conhecer o vero proveniente d’Ele; e por ‘dez varões de todas as línguas das nações’ se entendem todos, de qualquer religião; ‘dez varões’ significam todos, e ‘línguas das nações’ significam as religiões. [27] Por aí se pode ver o quanto se iludem aqueles que creem que os judeus se converterão ao Senhor no fim dos tempos e serão introduzidos na terra de Canaan. São os que creem que pela ‘terra’, por ‘Jerusalém’, por ‘Israel’ e por ‘Judah’, na Palavra, se entendem a terra de Canaan, a cidade de Jerusalém, o povo israelita e a nação judaica. Mas são desculpáveis os que até hoje creram assim, porque não souberam coisa alguma do sentido espiritual da Palavra, ignorando, assim, que pela ‘terra’ é significada a igreja, por ‘Jerusalém’ ela quanto à doutrina, por ‘Israel’ os que são da igreja espiritual e por ‘Judah’ os que são da igreja celeste. Depois, que onde se trata nos Profetas da introdução deles na terra de Canaan se entende a introdução dos fiéis no céu e na igreja, o que também aconteceu quando o Senhor veio ao mundo, pois então foram introduzidos no céu todos os que viveram no bem da caridade e adoraram a Deus sob a forma humana, os quais foram preservados sob o céu até o advento do Senhor e introduzidos depois que o Senhor glorificou o Seu Humano. Esses são os que se entendem em muitas passagens na Palavra Profética, onde se trata do cativeiro dos filhos de Israel e de Judah, e da volta deles à terra. Entendem-se, também, os que deviam ser introduzidos na igreja e, daí, no céu, após o Seu advento, os quais vieram de terras onde não somente a religião cristã foi aceita, mas também de quaisquer outros lugares. Estes e aqueles se entendem em muitas passagens onde Israel, Judah e Jerusalém são nomeados e onde se trata da introdução na terra. (Como, por exemplo, nas seguintes passagens: Is. 10:21, 22; 11:11, 12; 43:5, 6; 49:10-26; 56:8; 60:4; 61:1-5, 9; Jr. 3:12-20; 16:15, 16; 23:7, 8; 30:2-11; 31:1-14, 23-40; 33:6-18; Ez. 16:60-62; 20:40-42; 34:11-16; 37:21-28; 39:21-29; Os. 3:5; Joel 2:18-27; 2:32; Am. 9:12-15; e outras passagens). [28] Sejam, como exemplo, estas duas passagens, pelas quais os judeus se persuadem e também os cristãos creem que a nação judaica há de ser trazida de volta à terra de Canaan e ser salva, de preferência às outras. Em Isaías: “Então trarão os vossos irmãos de todas as nações, em oferta a Jehovah, sobre cavalos e sobre carros, e sobre carroças cobertas, e sobre mulas, e sobre animais ligeiros, ao monte de Minha santidade, a Jerusalém:... e assim como os novos céus e a nova terra, que hei de fazer, durarão diante de Mim... assim durarão vossa semente e vosso nome” (Is. 66:20, 22). (O que essas palavras significam, vide acima, n. 355 e 405, onde foram explicadas). Por ‘novo céu’ e ‘nova terra’ se entendem o céu e a igreja compostos por aqueles que haviam de ser salvos pelo Senhor após ter glorificado o Seu Humano, como foi dito acima. [29] No mesmo: “Levantarei a Minha mão para as nações, e para os povos levantarei o Meu sinal, para que tragam os teus filhos no seio, e carreguem as tuas filhas sobre o ombro. Os reis serão os teus nutrizes, e os príncipes deles aos seus lactentes; a ti curvarão as faces à terra, e lamberão o pó dos teus pés” (Is. 49, 22, 23). Trata-se, em todo esse capítulo, do advento do Senhor e da salvação dos que O recebem, como é claramente evidente pelos vers. 6 a 9 desse capítulo. Não se trata, por conseguinte, da salvação dos judeus, e ainda menos do retorno deles à terra de Canaan. Que não se tenha entendido a nação judaica nas passagens citadas, pode-se ver também pelo fato de ela era uma nação péssima e idólatra de coração, e não foi introduzida na terra de Canaan por causa de alguma bondade de coração e justiça, mas por causa da promessa feita aos seus pais. E com eles não houve igreja alguma boa e verdadeira, mas falsa e má, e por isso foram expulsos da terra de Canaan, como se pode ver por todas essas passagens na Palavra onde essa nação é descrita. [30] A péssima qualidade que essa nação teve e terá é descrita por Moisés, no cântico, com estas palavras: “Ocultarei deles as Minhas faces, verei qual será a sua posteridade, pois ela é nação de perversões, filhos em quem não há fidelidade. ... Eu teria dito: Nos cantos extremos os lançarei; farei cessar do homem a memória deles... pois são uma nação perdida de conselhos, nem há neles inteligência;... Da videira de Sodoma é a sua videira, e dos campos de Gomorra; suas uvas são uvas de fel; cachos de amargor são eles. Veneno de dragões é o seu vinho, e fel cruel de áspides. Não está isto oculto em Mim, selado nos Meus tesouros? Minha é a vingança e a recompensa.” (Dt. 32: 20-35). Aí se descreve a qualidade da igreja com eles, a saber, que estava em medonhas falsidades do mal. A qualidade da igreja se entende por ‘da videira de Soma é a sua videira, e dos campos de Gomorra’; ‘videira’ significa a igreja. Os falsos do mal que havia neles se entendem por ‘suas uvas são uvas de fel; cacho de amargor são eles; veneno de dragões é o vinho deles, e fel cruel de áspides’; ‘uvas’ significam os bens da igreja, mas ‘uvas de fel e cacho de amargor’ significam os males de medonhas falsidades. Esses seus falsos se entendem por ‘veneno de dragões é o vinho deles, e fel cruel de áspides’; ‘vinho’ significa o vero da Palavra, mas ‘veneno de dragões e fel de áspides’ significam o falso monstruoso que brota dos veros falsificados da Palavra. Por semelhante modo essa nação é descrita em outras passagens na Palavra (como em Deuteronômio, no Livro dos Juízes, nos Profetas, em Jr. 5:20-31; 7:8-34; 9:2-26; 11:6-17; 13:9-27; 19:1-15; 32:30-35; 44:2-24). Que essa nação tenha sido idólatra de coração, é evidente por essas passagens citadas e por muitas outras, como em Jeremias: “Conforme o número tuas cidades foram os teus deuses, ó Judah... e conforme o número das ruas de Jerusalém puseste altares para queimar incenso a Baal” (Jr. 2:28; 11:13). [31] Que não tenham sido introduzidos na terra de Canaan por causa de alguma bondade de coração e justiça, mas por causa da promessa feitas aos seus pais, vê-se em Moisés: “Não por causa de tua justiça, nem por causa de retidão de teu coração vens a possuir a terra... mas para que se cumpra a palavra que Jehovah jurou a vossos pais, Abrahão, Isaque e Jacob. Por isso, sabe que não é por causa de tua justiça que Jehovah teu Deus te dá essa boa terra para que a possuas, porque tu és povo de dura cerviz” (Dt. 9:5, 6). [32] Que não tenha havido igreja alguma verdadeira e boa com eles, mas falsa e má, é evidente pela Palavra, onde se trata de suas escortações e adultérios (Jr. 3:1 ao fim, e Ez. 23:1 ao fim). Por ‘escortações’ e ‘adultérios’ na Palavra se entendem as falsificações do vero e as adulterações do bem (vide acima, n. 141 e 161). Por esse motivo eles foram chamados pelo Senhor de “Geração adúltera” (Mt. 12:39; Mc. 8:38); e, também, disse que eles eram “cheios de hipocrisia, iniquidade e imundície” (Mt. 23:27, 28); e que por suas tradições falsificaram a Palavra (Mt. 15:1-6, Mc. 7:1-14), o que dito em claras palavras em João: “Tendes por pai o diabo15, e quereis fazer os desejos de vosso pai; ele era homicida desde o início, e não se firmou na verdade, porque não havia verdade nele; quando fala mentira, fala pelo que lhe é próprio, porque é o que fala mentira e seu pai” (Jo. 8:44); por ‘mentira’ se entende o falso do mal; por ‘diabo’, a extinção de todo bem; por ‘homicida’, a extinção de todo vero; por ‘pai’ se entendem tanto os que são do inferno quanto os que viveram desta geração até os primeiros tempos; ‘falar pelo que lhe é próprio’ é pelo que é inato. [33] Que, assim, tudo o que da igreja tenha sido destruído neles, e por isso eles tenham sido rejeitados, vê-se em Isaías: “O Senhor Jehovih Zebaoth, que remove de Jerusalém e de Judah o cajado e o bordão, todo cajado de pão e todo bordão de água, o valente e o homem de guerra, o juiz e o profeta, e o adivinho e o ancião;... pois Jerusalém tropeçou e Judah caiu, porque a sua língua e as suas obras são contra Jehovah, para se rebelarem aos olhos de Sua glória” (Is. 3:1, 2, 8); ‘remover todo cajado de pão e todo bordão de águas’ significa todo bem do amor e todo vero da fé, dos quais vem a vida espiritual; ‘pão’ é o bem do amor, ‘água’ é o vero da fé e ‘cajado’ e bordão’ são os poderes e, assim, todas as coisas da vida espiritual. ‘Remover o valente e o homem de guerra’ significa toda resistência contra os males e falsos; remover o ‘juiz e o profeta’ significa todo bem e vero da doutrina; ‘remover o adivinho e o ancião’ significa toda inteligência e sabedoria. ‘A sua língua e as suas obras contra Jehovah, para se rebelarem aos olhos de Sua glória’ significa que tudo o que é de sua doutrina e de sua vida é inteiramente contra o Divino Vero; ‘língua’ é doutrina, ‘obras’ são a vida, e ‘olhos da glória de Jehovah’ são o Divino Vero; ‘rebelar-se’ é ser contra o Divino Vero. [34] No mesmo: “Que mais deve-se fazer à Minha vinha?” “Julgai... entre Mim e a Minha vinha; o que se deve fazer à Minha vinha que Eu não tenha feito nela? Porquanto esperei que desse uva, mas deu uvas bravas. E vos farei notório o que Eu farei à Minha vinha, removendo a sua sebe para que seja por pasto; derrubando a sua parede, para que seja pisada; farei dela uma desolação... para que suba a sarça e o espinheiro; até às nuvens darei ordem, para que não façam chover sobre ela a chuva” (Is. 5:3-6); pela ‘vinha’ aí se entende a igreja com aquela nação; ‘esperei que desse uvas, mas deu uvas bravas’ significa que, em lugar dos bens do vero que são da igreja, havia nela os males do falso; ‘remover a sebe, para seja por pasto, derrubando a parede, para que seja pisada’ significa a sua destruição quanto ao veros e bens, para os males e falsos invadam, os quais são ‘a sarça e o espinheiro’ que subirão; por ‘dar ordem às nuvens para que não façam chover sobre ela a chuva’ é significado depois não havia mais neles recepção alguma do vero e do bem oriundos do céu pela Palavra. [35] Da destruição da igreja naquela nação também se trata em Isaías (7:17-19), em Jeremias (1:15) e muitas outras passagens. Por isso também aquela nação foi expelida da terra de Canaan, primeiro a nação israelita e depois a nação judaica, e isto porque a ‘terra de Canaan’ significa a Canaan celeste, que é o céu e a igreja. Qual era a qualidade de cada uma das nações, descreve-se plenamente, no sentido interno, nos capítulos 32 e 33 do Êxodo, onde se trata do bezerro de ouro que fizeram para si, por cujo motivo Jehovah quis consumi-los e suscitar outra geração a partir de Moisés (a explicação de tudo isso se vê nos Arcanos Celestes, n. 10393- 10512 e 10523-10557). [36] A qualidade da nação judaica também foi descrita, no sentido interno, no capítulo 38 de Gênesis, onde se trata da origem deles, que foi de uma canaanita e por escortação com a nora. Com efeito, houve três proles: uma da mulher canaanita, a quem Judah tomou para si por esposa, e duas de Tamar, que era nora de Judah, com a qual se deitou como se fosse com uma prostituta (a explicação disso também se vê nos Arcanos Celestes, n. 4813-4930). [37] Também se descreve a qualidade daquela nação por meio de Judas Iscariotes, pois ele representou a nação judaica quanto à igreja. Com efeito, os doze discípulos do Senhor representaram a igreja do Senhor no geral, e cada um deles algum universal essencial da igreja, e Judas Iscariotes representou essa qualidade nos judeus. (Além disso, vide as coisas que foram escritas nos Arcanos Celestes a respeito dessa nação, conforme se seguem. Que uma igreja representativa tenha sido instituída com a nação judaica, mas que na nação mesma não tenha havido qualquer igreja, n. 4899, 4912 e 6304. Que, por isso, quanto à nação mesma, tenha havido um representativo de igreja e não uma igreja, n. 4281, 4288, 4311, 4500, 6304, 7048, 9320, 10396, 10526, 10531 e 10698. Que a nação israelita e judaica não tenha sido escolhida, mas tomada para que representasse uma igreja, por causa da obstinação com que seus pais e Moisés insistiram, n. 4290, 4293, 7051, 7439, 10430, 10535 e 10632. Que o seu culto tenha sido meramente externo, desprovido de todo culto interno, n. 1200, 3147, 3479 e 8871. Que tenham desconhecido completamente os internos do culto, nem quiseram conhece-los, n. 301-303, 3479, 4429, 4433, 4680, 4844, 4847, 10396, 10401, 10407, 10694, 10701 e 10707. De que modo consideram os internos do culto, da igreja e da Palavra, n. 4865. Que os seus interiores, que pertencem ao pensamento e à afeição, tenham sido horrendos, pelos amores de si e do mundo, e cheios de avareza, n. 3480, 9962, 10454-10457, 10462-10466 e 10575. Que, por isso, não tenham sido desvendados a eles os internos da igreja, porquanto os teriam profanado, n. 2520, 3398, 3479 e 4289. Que a Palavra tenha sido completamente fechada para eles, e que ainda o seja, n. 3769. Que vejam a Palavra de fora e não de dentro, n. 10549-10551. Que, por isso, o interno deles, quando no culto, tenha sido fechado, n. 8788, 8806, 9320, 9377, 9380, 9962, 10396, 10401, 10407, 10492, 10498, 10500, 10575, 10629, 10694. Que, todavia, essa nação, mais do que as outras, tenham sido que pudesse estar no santo externo, sendo o interno fechado, n. 4293, 4311, 4903, 9373, 9377 e 9380. O estado deles então, n. 4311. Que tenham sido conservados por causa da Palavra na língua original, e porque puderam ser tais, n. 3479. Que o santo externo deles seja miraculosamente elevado ao céu pelo Senhor, e assim os interiores do culto, da igreja e da Palavra aí percebida, n. 3480, 4307, 4311, 6304, 8588, 10493, 10499, 10500 e 10602. Que, para que se fizesse isso, tenham sido coagidos por meios externos a observar estritamente os rituais e estatutos na forma externa, n. 3147, 4281 e 10149. Que tenham podido representar as coisas santas da igreja e do céu porque puderam estar no santo externo sem o interno, n. 3479, 3881, 4208, 6306, 6589, 9377, 10430, 10500 e 10570. Que, não obstante, as coisas santas não os tenham afetado, n. 3479. Porque nenhuma diferença faz a qualidade da pessoa que representa, porquanto a representação se refere à coisa, mas não à pessoa, n. 665, 1097, 1361, 3147, 3881, 4208, 4281, 4288, 4292, 4307, 4444, 4500, 6304, 7048, 7439, 8588, 8788 e 8806. Que essa nação tenha sido pior que as outras nações; sua qualidade é descrita também pela Palavra de ambos os Testamentos, n. 4314, 4316, 4317, 4444, 4503, 4750, 4751, 4815, 4820, 4832, 5057, 5998, 7248, 8819, 9320, 10454-10457 e 10462-10466. Que a tribo de Judah tenha ido a uma situação pior que as demais tribos, n. 4815. Que tenham tratado as nações cruelmente, por prazer, n. 5057, 7248 e 9320. Que essa nação tenha sido idólatra de coração e tenham cultuado outros deuses mais do que as outras, n. 3732, 4208, 4444, 4825, 5998, 6877, 7401, 8301, 8871 e 8882. Que até o seu culto, considerado na nação mesma, tenha sido idolátrico, porque era o externo sem o interno, n. 4281, 4825, 8871 e 8882. Que tenham cultuado Jehovah somente quanto ao nome, n. 6877, 10559-10561 e 10566; e somente por causa dos milagres, n. 4299. Que pensem erroneamente os que creem que os judeus hão de se converter no fim da igreja e trazido de volta à terra de Canaan, n. 4847, 7051 e 8301. Muitas passagens citadas da Palavra a respeito disso, as quais, contudo, devem ser entendidas segundo o sentido interno, por conseguinte, diferente do que se entende segundo a letra, n. 7051. Que a Palavra, quanto ao sentido interno, tenha sido mudado por causa dessa nação, mas não quanto ao sentido interno, n. 10453, 10461, 10603 e 10604. Que, Jehovah lhes tenha aparecido do Monte Sinai segundo a qualidade deles, em fogo consumidor, densa nuvem e em fumaça como de fornalha, n. 1861, 6832, 8814, 8819 e 9434. Que o Senhor apareça a cada um segundo a sua qualidade, como fogo que vivifica e recreia aos que estão no bem, mas como fogo que consome aos que estão no mal, n. 934, 1861, 6832, 8814, 8819, 9434 e 10551. Que uma de sua origens seja de uma canaanita, e que as duas outras origens sejam de escortação com a nora, n. 1167, 4818, 4820, 4825, 4874, 4899 e 4913. Que por essas origens seja significada a qualidade da conjunção deles com a igreja, a saber, como com a canaanita e como a escortação com a nora, n. 4868, 4874, 4899, 4911 e 4913. Do estado deles na outra vida, alguma coisas, n. 939, 940 e 5057. Visto que essa nação, embora representasse assim a igreja, e visto que a Palavra foi escrito com ela e a respeito dela, por isso coisas Divinas celestes foram significadas pelos seus nomes, como por Reuben, Simeão, Levi, Judah, Efraim, José e os restantes. Que por ‘Judah’, no sentido interno, seja significado o Senhor quanto ao amor celeste e o Seu reino celeste, n. 3654, 3881, 5583, 5603, 5782 e 6363. É explicada a profecia de Israel a respeito de Judah, na qual se trata do Senhor, em Gn. 49:8-12, n. 6362-6381. Que a ‘tribo de Judah’ e ‘Judéia’ signifiquem a igreja celeste, n. 3654 e 6364. Que as doze tribos tenham representado e, assim, significado todas as coisas do amor e da fé em conjunto, n. 3858, 3926, 4060 e 6335; daí, também o céu e a igreja, n. 6337, 6637, 7836 e 7891. Que elas signifiquem segundo a ordem em que são nomeadas, n. 3862, 3926, 3939, 4603, seq., 6337 e 6640. Que as doze tribos tenham sido divididas em dois reinos, a fim de que os judeus representassem o reino celeste, e os israelitas o reino espiritual, n. 8770 e 9320. Que pela ‘semente de Abrahão, ‘de Isaque’ e ‘de Jacob’ sejam significados os bens e veros da igreja, n. 3373 e 10445.