. Entre essas doze tribos, cada uma das quais tendo ‘doze mil assinalados’, não é citada a tribo de Dan, mas a tribo de Manassés em seu lugar. Que a tribo de Dan não seja citada é porque por essa tribos são representadas e significadas coisas tais que agora se seguem nesse capítulo, a cujo respeito se lê assim, em João: ‘Depois disto vi, e eis uma grande multidão, que ninguém poderia numerar, de toda nação e tribos, e povos e línguas, de pé diante do trono do e diante do Cordeiro, vestidos de estolas brancas e com palmas nas suas mãos’ (vers. 9 e seq.), pois havia os que não tinham estado nos veros mesmos do céu e da igreja, mas no bem da vida segundo a sua religião, veros que, quanto à maior parte, não eram veros genuínos, mas falsos, sendo, não obstante, aceitos como veros pelo Senhor, porque eles tinham estado no bem da vida, pelo que os falsos de sua religião não foram manchados pelo mal, mas dirigidos para o bem. Que eles tenham sido tomados em lugar da tribo de Dan é porque a tribo de Dan era a última das tribos, e, por isso, no reino do Senhor significa os últimos, nos quais estão os que que estão no bem da vida e da fé segundo sua religiosidade, na qual não há veros genuínos (Sobre a tribo de Dan, vide nos Arcanos Celestes os n. 1710, 3920, 3923, 6396 e 10335). * * * * * * *