AE 452

Apocalipse Explicado
Emanuel Swedenborg
Explicatione super Apocalypsin — Interpretacao Espiritual do Livro da Revelacao

. (Vers. 9). “Depois disto vi, e eis uma grande multidão”. Que isto signifique todos os que estão no bem da vida segundo sua religião, na qual não há veros genuínos vê-se pelo fato de que pelos ‘doze mil assinalados de cada tribo’ se entendem os que são da igreja, na qual há veros genuínos, pois pelas ‘doze tribos de Israel’ se entendem os que estão os bens e veros genuínos e, abstratamente, todos os veros e bens da igreja. Por isso, por aqueles de que agora se trata se entendem os que estão no bem da vida segundo sua religião, na qual, todavia, não há veros genuínos. Que esses se entendam pela ‘grande multidão’ pode-se ver também pelo que se segue neste capítulo, onde se diz que eles são ‘os que vêm da grande tribulação’ (vers. 14), isto é das tentações, pois os que estão no bem da vida segundo sua religião, na qual não há veros genuínos, sofrem, na outra vida, tentações, pelas quais são dissipados os falsos de sua religião e, em seu lugar, implantados veros genuínos (a cujo respeito se dirá muitas coisas na sequência). Por aí se pode ver quem são os que se entendem pela ‘grande multidão’ (de que se tratará na sequência até o fim deste capítulo. Cumpre saber que ninguém – seja na igreja onde há a Palavra, seja fora da igreja – é condenado se vive uma vida no bem segundo a sua religião, pois não é culpa deles não conhecerem os veros genuínos. Por isso, como o bem da vida encerra em si a afeição de saber os veros, quando eles vêm à outra vida recebem facilmente os veros e se imbuem deles. É completamente diferente com aqueles que viveram uma vida no mal e fizeram pouco caso da religião. (A respeito, porém, dos que não estão nos veros genuínos, por conseguinte, nos falsos da ignorância e, todavia, no bem da vida, tratou-se acima, n. 107, 195 e 356; e na obra O Céu e o Inferno, onde se tratou dos povos e nações fora da igreja, no céu, e nos Arcanos Celestes, onde há o seguinte: Existem falsos da religião que concordam com o bem e existem os que discordam, n. 9258 e 9259. Os falsos da religião, se não discordam do bem, não produzem mal, exceto somente nos que estão no mal, n. 8311 e 8318. Os falsos da religião não são imputados aos que estão no bem, mas aos que estão no mal, n. 8051 e 8149. Os veros não genuínos, e também os falsos, podem ser associados aos veros genuínos naqueles que estão no bem, mas não nos que estão no mal, n. 3470, 3471, 4551, 4552, 7344, 8149 e 9298. Os falsos e os veros são associados por aparências do sentido da letra da Palavra, n. 7344. Os falsos são mudados em veros pelo bem e amolecem, porque são aplicados e conduzidos ao bem, e o mal é removido, n. 8149. Os falsos da religião nos que estão no bem são recebidos pelo Senhor como veros, n. 4736 e 8149. O bem, cuja qualidade vem do falso da religião, é aceito pelo Senhor se houver ignorância e, nela, inocência e propósito bom, n. 7887. Os veros no homem são aparências de vero e de bem impregnados de falácias, mas, não obstante, o Senhor os adapta aos veros genuínos no homem que vive no bem, n. 2053. Existem falsos nos quais há o bem, nos que estão fora da igreja e, assim, na ignorância do vero, e também nos que estão dentro da igreja onde há falsos da doutrina, n. 2589-2604, 2861, 2863, 3263, 3778, 4189, 4190, 4197, 6700 e 9256).

[VERSAO IMPRESSA]

Para estudo mais confortavel, adquira esta obra em formato impresso.