. (Vers. 1) “E quando o abriu sétimo selo”. Que isto signifique a predição do último estado da igreja, vê-se pela significação de ‘abrir o selo’, que é a predição e a manifestação dos estados sucessivos da igreja (como acima, n. 352, 361, 369, 378, 390 e 399); e pela significação de ‘sétimo’, que é o pleno e consumado (de que se tratou acima, n. 257 e 299), assim, também o último, pois o que é pleno e consumado também é o último. O último estado da igreja é quando não há vero por não haver bem, ou, o que é o mesmo, quando não há fé por não haver caridade. (Que seja então o último estado da igreja, vê-se no opúsculo Do Juízo Final, n. 33-39). O que aconteceu nesse estado está predito no que agora se segue. [2] O que aconteceu, e que fora aqui predito, aconteceu no mundo espiritual antes do juízo, pois então o estado da igreja no mundo espiritual era semelhante ao do mundo natural, mas sob outra aparência. No mundo espiritual há sociedades que são distintas segundo as afeições do bem e do vero e as variedades delas, às quais distintamente cada um vem após a morte segundo sua afeição, mas não é assim no mundo natural. E como eles são assim distintos no mundo espiritual, por isso a igreja se apresenta como é nas terras; e, também, a igreja nos dois mundos age como uma só, pelas correspondências. Quando chegou o último estado da igreja no mundo espiritual, então se realizaram todas essas coisas que tinham sido preditas no que agora se segue. Algumas dessas coisas serão relatadas na sequência, porque foram vistas.