. “Para que oferecesse com as preces de todos os santos sobre o altar de ouro que está diante do trono”. Que isto signifique a conjunção com os que devem ser separados dos maus e salvos, vê-se pela significação de ‘oferecer incenso com as preces’, que é conjuntar o bem dos céus superiores, pelos veros, com aqueles que estão no culto pelo bem espiritual (de que se tratará a seguir); pela significação de ‘todos os santos’, que são aqueles que estão no bem pelos veros, assim, os que estão no bem espiritual (que esses sejam chamados ‘santos’, vê-se acima, n. 204); e pela significação do ‘altar de ouro’, que é o céu onde há o bem espiritual, pois o altar sobre o qual se oferecia incenso era chamado ‘altar de ouro’; e pela significação de ‘diante do trono’, que é a conjunção com o céu. Que ‘estar diante do trono’ signifique essa conjunção, vê-se acima (n. 462, 477 e 489).
[2] Que por essas palavras seja significada a conjunção dos céus com aqueles que deviam ser separados dos maus e salvos, pode-se ver pela série das coisas no sentido interno e pela ligação das coisas antecedentes com estas e com as seguintes, e também pela significação das palavras no sentido interno, pois neste capítulo e nos seguintes trata-se do último estado da igreja, ou quando chega o seu fim e enquanto dura o juízo. E antes de esse estado ser descrito, trata-se da separação daqueles que deviam ser salvos, os quais se entendem, todos, pelos ‘assinalados nas testas’ e pelos ‘vestidos de estolas brancas’, dos quais se tratou no capítulo antecedente. E como então eles estiveram nas sociedades junto aos deviam ser condenados, por isso neste capítulo se descreve o meio pelo qual aqueles foram separados e salvos, a saber, primeiro os céus superiores foram estreitamente conjuntos ao Senhor pelo influxo Divino no bem celeste e, por este, no bem espiritual, e, em seguida, por esses bens em conjunto nos inferiores, onde estavam os que deviam ser salvos juntamente aos deviam ser condenados, nas sociedades. Esse influxo do Senhor pelos céus superiores foi recebido por aqueles que no mundo viveram no bem, pois neles havia esse bem; por isso, por esse bem eles foram conjuntos aos céus superiores e, assim, separados daqueles que não puderam receber o influxo, porque viveram não no bem, mas no mal, quando no mundo.
[3] Isto é, também, o que se entende pelas palavras do Senhor nos evangelhos:
“Então dois estarão no campo; um será tomado, o outro deixado; duas estarão moendo... uma será tomada, a outra deixada” (Mt. 24:40, 41; Lc. 17:34-36).
Esta é a série das coisas no sentido interno e a ligação das antecedentes com estas e com as seguintes (a cujo respeito se veem várias coisas acima, n. 413, 418, 419, 426 e 489). Por aí pode-se ver agora qual é o sentido espiritual dessas palavras: ‘Para que oferecesse com as preces de todos os santos sobre o altar de ouro que está diante do trono’, a saber, é a conjunção dos céus superiores com aqueles que devem ser separados dos maus e salvos. Pelas ‘preces’, que seriam oferecidas com o incenso, não se entendem preces, mas os veros do bem pelos quais há as preces, pois estas são as coisas que fazem as preces no homem, e nessas preces o homem está continuamente quando está na vida segundo os veros. (Que pelas ‘preces’, na Palavra, se entendam os veros do bem que há no homem e não as preces da boca, vê-se acima, n. 325).
[DOWNLOAD]
[VERSAO IMPRESSA]
Para estudo mais confortavel, adquira esta obra em formato impresso.