. Vers. 8-10. “.E a voz que ouvi do céu novamente fala comigo, e diz: Vai, toma o livrinho aberto na mão do anjo que está de pé sobre o mar e sobre a terra. E fui ao anjo, dizendo-lhe: Dá-me o livrinho; e me disse: Toma e devora-o, e amargará o teu ventre, mas na tua boca será doce como mel. E tomei o livrinho da mão do anjo, e o devorei; e era na minha boca doce como mel; e quando o devorei amargou-se o meu ventre”. * * * * * * * 8. “E a voz que ouvi do céu novamente fala comigo, e diz” significa o exame dos homens da igreja, quanto a que entendimento da Palavra ainda restava neles [n. 614]; “Vai, toma o livrinho aberto na mão do anjo que está de pé sobre o mar e sobre a terra” significa a Palavra manifestada pelo Senhor ao céu e à igreja [n. 615]. 9. “E fui ao anjo, dizendo[-lhe]: Dá-me o livrinho” significa a faculdade de perceber pelo Senhor a qualidade da Palavra [n. 616]; “e me disse: Toma e devora-o” significa que lesse, percebesse e examinasse a Palavra, qual ela é por dentro e qual ela é por fora [n. 617]; “e amargará o teu ventre” que interiormente haveria desprazer, porque foi adulterada [n. 618]; “mas na tua boca será doce como mel” significa que haveria prazer exteriormente [n. 619]. 10. “E tomei o livrinho da mão do anjo, e o devorei” significa o exame [n. 620]; “e era na minha boca doce como mel” significa que a Palavra, quanto ao externo ou quanto ao sentido de sua letra, ainda seja percebida como prazer, mas isso porque serviria para confirmar os princípios falsos oriundos do amor de si e do mundo [n. 621]; “e quando o devorei amargou-se o meu ventre” significa que foi percebido e examinado que a Palavra seria interiormente um desprazer por causa do vero adulterado do sentido da letra [n. 622]. * * * * * * *