. “E têm poder sobre as águas, para convertê-las em sangue”. Que isto signifique que os veros com eles são convertidos em falsos do mal vê-se pela significação de ‘ter poder’, quando se trata das ‘oliveiras’ e dos castiçais’, pelos quais são significados os bens do amor e os veros da doutrina; eles mesmos não têm esse poder, a saber, de converter os veros em falsos, porque é contra a natureza deles, que é converter os falsos em veros, pois o bem age neles e não o mal, embora pareça que eles têm esse poder e que também fazem isso, porque é o que ocorre quando são feridos, mas é que vem do inferno, ou o inferno, de que vem todo mal, que ‘converte as águas em sangue’, isto é, veros em falsos do mal; pela significação de ‘águas’, que são os veros (de que se tratou acima, n. 71, 483, 518, 537 e 538); e pela significação de ‘sangue’, que é o vero da Palavra e, daí, a doutrina oriunda da Palavra, e, no sentido oposto, o falso, especialmente o vero falsificado da Palavra, pois ‘derramar sangue’ significa fazer violência à caridade e também ao Divino Vero que há na Palavra. (Todavia, a respeito da significação do sangue em ambos os sentidos, vide acima, n. 329).
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