. [Vers. 1] “E viu-se um grande sinal no céu”. Que isto signifique a testificação Divina a respeito da futura igreja e da recepção de sua doutrina, e a respeito daqueles pelos quais ela será atacada, vê-se pela significação de ‘grande sinal no céu’, que é a manifestação e a testificação Divina. Que seja a respeito da igreja e da recepção de sua doutrina, e também do ataque a ela, vê-se pelo que se segue. Com efeito, pela ‘mulher’ entende-se a igreja, por ‘seu filho macho’ a doutrina, e pelo ‘dragão’, pelos ‘anjos’ e, depois, pelas ‘bestas’, entendem-se os que haverão de atacar a igreja e a sua doutrina. Que essa visão seja chamada ‘grande sinal’ é porque pelo ‘sinal’ se entende a manifestação Divina a respeito das coisas futuras e a testificação, aqui, a respeito da futura igreja e sua doutrina, e também do ataque a ela pelos que se entendem pelo ‘dragão’ e pelas ‘bestas’. Isto se chama ‘sinal’ porque manifesta e testifica. Em muitas passagens na Palavra se fala em ‘sinal’ e ‘milagre’; pelo ‘sinal’ se entende aquilo que revela, testifica e persuade a respeito do assunto investigado, enquanto pelo ‘milagre’ se entende aquilo que excita, causa choque e induz espanto. Assim, o sinal move o entendimento e a fé, e o milagre move a vontade e a sua afeição, pois é a vontade e a sua afeição que são excitadas, ficam chocadas e espantadas, e é o entendimento e a sua fé que são persuadidos, e a estes se faz a revelação e a testificação. ??? [2] Que o sinal seja diferente do milagre pode-se ver pelo fato de que os judeus, embora tenham visto tantos milagres feitos pelo Senhor, ainda assim Lhe pediram um sinal. E também pelo fato de os prodígios feitos no Egito e no deserto serem chamados ora ‘sinais’, ora ‘milagres’ e também ambos. E vê-se, além disso, pelo fato de que em cada coisa da Palavra existe um casamento do vero e do bem, por conseguinte, também do entendimento e da vontade, pois o vero pertence ao entendimento e o bem pertence à vontade, e daí, também, os sinais aí se referem às coisas que são do vero, portanto, às que são da fé e do entendimento, enquanto os milagres se referem às coisas que são do bem, portanto, às que são da afeição e da vontade. Daí se vê, agora, o que se entende em particular, pelos ‘sinais’ e o que se entende pelos ‘milagres’ onde ambos são nomeados na Palavra, como nas passagens que se seguem. Em Moisés: “Endurecerei o coração do faraó, para que [Eu] multiplique os Meus sinais e os Meus milagres na terra do Egito” (Êx. 7:3); no mesmo: “Jehovah deu sinais e milagres grandes e maus no Egito, no faraó, e em toda a sua casa” (Dt. 6:22); no mesmo: Intentou “Jehovah vir para tomar para Si uma nação do meio de uma nação, por sinais, por milagres e por coisas espantosas” (Dt. 4:34); em David: “Não se lembraram... do dia... em que Jehovah pôs no Egito sinais... e prodígios... no campo de Zoan” (Sl. 78:42, 43); no mesmo: “Puseram entre eles as palavras dos Seus sinais, e milagres na terra de Cão” (Sl. 105:27); no mesmo: “Enviou sinais e milagres no meio de ti, ó Egito, no faraó e em todos os seus servos” (Sl. 135:9); em Jeremias: “Que puseste sinais e milagres na terra do Egito, e até este dia também em Israel, e nos homens... e fizeste sair o Teu povo, Israel, da terra do Egito, por sinais e por milagres” (Jr. 32:20, 21). Por essas passagens é evidente que os prodígios feitos no Egito e, depois, entre os filhos de Israel, são chamados ‘sinais’ e ‘milagres’; ‘sinais’, porque testificaram e persuadiram, e ‘milagres’ porque excitaram e induziram espanto. Estes se combinam, todavia, no fato de que as coisas que excitam e induzem espanto também testificam e persuadem, assim como as coisas que excitam a vontade também persuadem o entendimento, ou assim como as coisas que movem a afeição também movem o pensamento, persuadindo. É semelhantes nos Evangelhos: Na consumação do século “surgirão falsos cristos e falsos profetas, farão grandes sinais e milagres, e induzirão ao erro, se possível, até os eleitos” (Mt. 24:24; Mc. 13:22). Aqui, também, por ‘grandes sinais’ e ‘milagres’ são significadas coisas semelhantes, a saber, para que testifiquem e persuadam, e para amedrontarem e causarem espanto, do que vem uma forte persuasão. Quem são os que se entendem pelos ‘falsos cristos’, pelos ‘falsos profetas’ e pelos ‘eleitos’ vê-se acima (n. 624 e 684). [3] Em Moisés: “Se se levantar no meio de ti um profeta ou um que sonha sonhos, que te fizer sinal ou milagre, e vier o sinal ou milagre que falou a ti, dizendo: Vamos a outros deuses, não obedeças” (Dt. 13:2-4). Aqui se fala em ‘profeta’ e ‘o que sonha sonho’, e também em ‘sinal’ e ‘milagre’, porque o sinal se refere ao profeta, e o milagre ao que sonha sonho, pelo fato de que pelo ‘profeta’ se entende o que ensina os veros e, no sentido abstrato, a doutrina do vero, e pelo ‘sonhador’ o que excita para assim se fazer e, no sentido abstrato, a excitação pela qual se faz. Isto, também, pertence ao milagre, e aquilo ao sinal, pois os profetas eram instruídos por viva voz pelo Senhor, e os que sonhavam eram excitados por meio de representativos a assim fazerem; elas influíam na afeição do que sonhava e, daí, na visão do pensamento, pois quando o homem sonha o seu entendimento natural está adormecido e fica aberta a sua visão espiritual, a qual tira da afeição tudo o que é seu. Aqui, porém, é a visão que tira da afeição má, pois se diz dos profetas que ensinam falsos e sonham coisas vãs, porque por ‘outros deuses’ se entendem os falsos e as coisas vãs que eles ouviram e viram. [4] Que os ‘sinais’ signifiquem as testificações que revelam e persuadem, para que se creia que assim é, vê-se pelas seguintes passagens. Em Moisés: “Se não crerem em ti ouvem a voz do primeiro sinal, crerão, todavia, na voz do sinal posterior; e se não crerem nesses dois sinais, nem ouvirem a tua voz, tomarás das águas do rio... e tornar-se-ão em sangue” (Êx. 4:8, 9). Essas palavras são a respeito dos milagres feitos por Moisés, quando o Senhor lhe apareceu na sarça; estes são chamados ‘milagres’ porque haviam de testificar para que cressem que Moisés fora enviado para tirá-los do Egito. Por isso se diz três vezes: ‘para que creiam’ e, também, ‘para que ouçam a voz’ dele. [5] No mesmo: “Disse Jehovah a Moisés: Até quando [este] povo... não crerá em Mim, apesar de todos os sinais que fiz no meio deles? Todos os varões que viram a Minha glória e os sinais que fiz no Egito e no deserto não verão” a terra (Nm. 14:11, 22, 23). Aqui, semelhantemente, os milagres são chamados ‘sinais’, porque se diz ‘crer’, porque, como foi dito, os milagres são chamados sinais porque persuadem e induzem a fé. E como os sinais entre aqueles que não quiseram entrar na terra de Canaan, por causa do temor, não induziram a fé, por isso se diz deles que ‘não veriam a terra’. (Coisas semelhantes são significadas pelos ‘sinais’ em Êx. 4:17 e 10:1, 2). [6] Nos Evangelhos: Os escribas e os fariseus diziam: “Mestre, queremos ver um sinal de Ti; e Ele, respondendo, disse: Uma geração deprava e adúltera pede um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado senão o sinal do profeta Jonas. Assim como Jonas esteve por três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o Filho do Homem no ventre da terra por três dias e três noites” (Mt. 12:38-40; Lc. 11:16, 29, 30). Que pelo ‘sinal’ se entenda a testificação para que fossem persuadidos e cressem que o Senhor era o Messias e o Filho de Deus, que havia de vir, é evidente, pois os milagres que o Senhor fez em abundância, os quais eles viram, não eram para eles sinais. A razão disso é que os milagres não sinais senão com os bons, como foi dito acima. Que ‘Jonas tenha estado no ventre da baleia por três dias e três noites’ e isto fosse tomado por ‘sinal’ era porque isto significava o sepultamento e a ressurreição do Senhor, assim, a glorificação de Seu Humano até a plenitude. ‘Três dias e três noites’ também significa até a plenitude. [7] Em Mateus: “Os fariseus e os saduceus, tentando, rogaram” a Jesus “que lhes mostrasse um sinal dos céus. Ele, respondendo, disse: Quando chega a tarde, dizeis: Serenidade, pois o céu se avermelha... e, de manhã: Hoje haverá tempestade, pois o céu se mostra de um vermelho sombrio. Hipócritas, sabeis discernir a face dos céus, mas os sinais dos tempos não podeis [discernir]. Uma nação depravada e adúltera pede um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado senão o sinal do profeta Jonas” (Mt. 16:1-4). Pelo ‘sinal’ que pediram do céu entende-se, também aqui, a testificação para que fossem persuadidos e cressem que o Senhor era o Filho de Deus, embora tenham sido milagres que eles não chamaram de sinais. Que então o Senhor tenha falado a respeito da tarde e da manhã era porque a ‘tarde’ e a ‘manhã’ significam o advento do Senhor; aqui, quando a igreja entre os judeus estava devastada, para quais havia então serenidade, porque não O conheceram e viveram confiantemente nos falsos do mal, isto é, a ‘tarde’. Quando, porém, O conheceram e, por causa dos falsos dos males em que estiveram, O negaram e atacaram, isto é significado pela ‘manhã’, quando há ‘tempestade’. Daí é que o Senhor disse: ‘Hipócritas, sabeis discernir a face dos céus, mas os sinais dos tempos não podeis [discernir]’, a saber, ‘não podeis [discernir]’ o Seu advento. Como era uma ‘nação deprava e adúltera’, a saber, que adultera a Palavra, por isso disse que ‘nenhum sinal lhes seria dado”. [8] Como também em Marcos: “Os fariseus começaram a disputar com Jesus”, pedindo a Ele um sinal do céu; Ele, suspirando em Seu espírito, disse: Por que esta geração pede um sinal? Amém vos digo, nenhum sinal será dado a esta geração” (Mc. 8:11, 12). Que o ‘sinal’ aqui signifique a testificação, pela qual claramente saberiam, reconheceriam e creriam que o Senhor era o Messias e o Filho de Deu que eles esperavam pelas predições dos profetas, pode-se ver por isto, que ‘suspirando em Seu espírito, disse: Por que esta geração pede um sinal? Amém vos digo, nenhum sinal será dado a esta geração’. A razão disso é que, se isto lhes fosse claramente revelado ou dito do céu, e se assim persuadidos eles reconhecessem e cressem, não obstante depois o rejeitariam, e rejeitar isto após o reconhecimento e a fé é profanar, e a sorte dos profanadores é a pior de todos no inferno. [9] Que, por isso, não lhes seja dada testificação manifesta do céu pode-se ver por estas palavras em João: “Cegou os seus olhos, e endureceu os seus corações, para que não vejam com os olhos, e entendam com o coração, e se convertam e Eu os cure” (Jo. 12:40); ‘converter-se e ser curado’, aqui, é profanar, o que ocorre quando se reconhecem os veros e bens, principalmente quando se reconhece o Senhor, e depois se nega. Assim aconteceria se os judeus se convertessem por um sinal e fossem curados. ‘Ver com os olhos e entender com o coração’ significa receber com o entendimento e a vontade, ou, com a fé e com o amor. Por aí é evidente que o ‘sinal’ significa a manifesta testificação. (A respeito da sorte dos profanadores vida a Doutrina da Nova Jerusalém, n. 172). [10] Em João: Os discípulos disseram a Jesus: “Que sinal Tu fazes, para que vejamos e creiamos em Ti? Que operas [Tu]? Nossos pais comeram maná no deserto, conforme está escrito, pão do céu lhes Deus de comer. Disse-lhes Jesus: Amém, amém vos digo, Moisés não vos deu o pão do céu, mas Meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu. Porque o pão de Deus é o que desce do céu e dá vida ao mundo” (Jo. 6:30-33). Aqui, também, os discípulos quiseram um sinal. É evidente que este significa a testificação para que cressem, pois disseram: ‘Para que vejamos e creiamos. Que operas [Tu]?’ Que, então, eles tenham mencionado o maná, e o Senhor tenha respondido a respeito do ‘pão do céu’ era porque o ‘pão’ significa todo bem e vero que nutre a alma e, no sentido supremo, o Senhor mesmo, de Quem vem tudo da doutrina e tudo da nutrição espiritual, pelo que Ele é testificado para que vejam e creiam. Que, não obstante, tenha sido dada uma testificação, que é o sinal do céu, a três discípulos, Pedro, Tiago e João, vê-se pela transfiguração do Senhor, pois então eles viram a Sua glória e também ouviram uma voz do céu dizendo: “Este é Meu Filho amado; a Ele ouvi” (Mc. 9:7; Lc. 9:35; Mt. 17:5). [11] No mesmo: Quando Jesus expulsou do templo os vendedores, os judeus disseram: “Que sinal... mostras para que faças estas coisas? Respondeu Jesus, e disse-lhes: Destruí este templo, mas em três dias o levantarei” (Jo. 2:16, 18, 19). Que ‘mostrar um sinal’, aqui, signifique testificar por algo espantoso ou por uma voz do céu é evidente. Como, todavia, tal testificação os condenaria em vez de os salvar, como foi dito logo acima, por isso lhes respondeu falando a respeito do ‘Templo’, pelo qual dava a entender o Seu corpo, que seria destruído, isto é, morreria, e ressurgiria glorificado no terceiro dia. É isto também que o Senhor deu a entender pelo ‘sinal de Jonas no ventre da baleia por três dias e noites’. (Que pelo ‘Templo’, no sentido supremo, seja significado o corpo do Senhor vê-se em João 2:21). [12] Em Lucas: O anjo disse aos pastores: “Nasceu-vos hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor, na cidade de David. E isto vos será por sinal: achareis a criança envolta em faixas, deitada numa manjedoura” (Lc. 2:11, 12, 16). Visto que pelo ‘sinal’ se entende a testificação para que cressem que era nascido o Salvador do mundo, por isso foi dito que ‘O achariam deitado numa manjedoura, envolto em faixas’. Mas ninguém pode saber que isto era uma testificação, a menos que saiba o que se entende pela ‘manjedoura’ e o que se entende pelas ‘faixas’. Pela ‘manjedoura’ se entende a doutrina do vero oriunda da Palavra, pelo fato de os ‘cavalos’ significarem o entendimento da Palavra (como se pode ver pelo que foi mostrado acima, n. 355 e 364, e no opúsculo Do Cavalo Branco, n. 2-4). Assim, pela ‘manjedoura’, onde os cavalos comem, é significada a doutrina do vero oriunda da Palavra. Também se diz, no versículo 7 desse capítulo, que isto aconteceu ‘porque não havia lugar na estalagem’, pois pela ‘estalagem’ é significado o lugar de instrução (isto é significado pela ‘estalagem’ também em Lc. 10:34, 22:11, Mc. 14:14 e outras passagens), e isto era entre os judeus, que então estiveram em meros falsos pela adulteração da Palavra. Isto é, pois, o que significa ‘não haver lugar na estalagem’. Com efeito, se aprouvesse ao Senhor, Ele poderia ter nascido num esplendíssimo palácio e ser posto num leito ornado de pedras preciosas, mas isto seria entre aqueles que não estivessem em doutrina alguma do vero e seria sem qualquer representação celeste. Também se diz que estava ‘envolto em faixas’, porque as ‘faixas’ significam os primeiros veros, que são os veros da inocência e são também os veros do Divino Amor, pois a ‘nudez’, quando se trata de uma criança, significa a privação do vero. Por aí se pode ver a razão de o anjo ter dito: ‘Isto vos será po sinal: achareis a criança envolta em faixas, deitada numa manjedoura’. [13] Nos Evangelhos: Diziam os discípulos a Jesus: “Que sinal haverá de Teu advento e da consumação do século?” (Mt. 24:3; Mc; 13:4; Lc. 21:7). Pelo ‘advento do Senhor’ e pela ‘consumação do século’ é significado o princípio de uma nova igreja e o fim da igreja anterior; pelo ‘advento do Senhor’, o princípio da nova igreja, e pela ‘consumação do século’, o fim da igreja velha. Porque, nesses capítulos, o Senhor instrui os discípulos a respeito da sucessiva devastação da igreja anterior e da instauração de uma nova igreja no fim daquela. Mas Ele os instrui e ensina por meras correspondências, que não podem ser desvendadas e conhecidas senão pelo sentido espiritual. E como era por correspondências que o Senhor falava, por isso eram, todas, sinais e, assim, testificações. E são também chamadas de ‘sinais’ pelo Senhor, como em Lucas: “Haverá coisas terríveis [e] também grandes sinais do céu. ... Haverá sinais no sol, na lua e nos astros, e sobre a terra angústia das nações em desesperos, bramindo o mar e as ondas” (Lc. 21:11, 25); em Mateus: “E então aparecerá o sinal do Filho do homem... e então lamentarão todas as tribos da terra, e verão o Filho do homem vindo nas nuvens do céu com poder e glória” (Mt. 24:30). O que, porém, é significado no sentido espiritual por essas e pelas demais palavras no capítulo 24 em Mateus foi explicado nos Arcanos Celestes; e o que é significado pela ‘aparição do sinal do Filho do homem nas nuvens do céu, na obra O Céu e o Inferno (n. 1), pelo que é desnecessário explicá-las novamente. [14] Em Marcos: Jesus aos discípulos: “Estes sinais seguirão aos que creem: Em Meu nome expulsarão demônios, falarão novas línguas, tocarão em serpentes; também se beberem algo mortífero, isto não lhes causará dano; sobre enfermos imporão as mãos, e ficarão bons. ... E eles, saindo, pregaram em toda parte, cooperando o Senhor... pelos sinais que os seguiam” (Mc. 16:17, 18, 20). Estes foram ‘sinais’, ainda que tenham sido milagres, porque testificaram do poder Divino do Senhor que opera os opera, pelo que se diz: ‘o Senhor cooperando por estes sinais’. Seriam chamados milagres se fossem aplicados aos maus, pois nesses tais coisas somente induzem espanto e amedrontam a mente, e, todavia, não persuadem a crer. É diferente com os bons, pois para eles as mesmas coisas são testificações que persuadem a crer, pelo que também se chamam ‘sinais’ e se diz: ‘Estes sinais seguirão aos que creem’. Mas, de que maneira os sinais puderam persuadir a crer é o que se dirá em poucas palavras. Esses sinais miraculosos, tais como ‘expulsarem demônios’, ‘falarem novas línguas’, ‘tocarem em serpentes’, ‘não sofrerem dano se beberem algo mortífero’ e ‘fazerem os [enfermos] ficarem bons pela imposição de mãos’ eram, em sua essência e em sua origem, coisas espirituais de que estas provinham e se faziam evidentes como efeitos, pois eram correspondências, que tiram todas as coisas do mundo espiritual pelo influxo proveniente do Senhor. Como, por exemplo, que ‘em nome do Senhor expulsariam demônios’ tira seu efeito do fato de que o ‘nome do Senhor’ entendido espiritualmente é tudo da doutrina da Palavra oriunda do Senhor, e os ‘demônios’ são falsos de todo gênero que, assim, são expulsos pela doutrina da Palavra oriunda do Senhor, isto é, são removidos; que ‘falariam novas línguas’ tira seu efeito do fato de que ‘novas línguas’ são os doutrinais para a nova igreja; que ‘tocariam em serpentes’ era porque as ‘serpentes’ significam os infernos quanto à malícia e, assim, que eles seriam protegidos de sua infestação; que ‘não sofreriam dano se bebessem algo mortífero’ era que a malícia dos infernos não os contaminaria; que ‘fariam ficar bons os enfermos pela imposição de mãos’ era que, por comunicação e conjunção com o céu, assim, com o Senhor, convalesceriam das doenças espirituais, que são chamadas iniquidades e pecados. A imposição das mãos dos discípulos correspondia à comunicação e a conjunção com o Senhor e, assim, à remoção das iniquidades por Seu Divino poder. [15] Em Isaías: “Disse Jehovah a Acaz: Pede para ti um sinal a Jehovah... dirige[-te] à profundidade... ou levanta[-te] ao alto... o Senhor vos dá um sinal. Eis que uma virgem conceberá e parirá um filho, e chamará o Seu nome Deus conosco” (Is. 7:11, 14). Que essas palavras tenham sido ditas a Acaz, rei de Judah, foi porque o rei da Síria e o rei de Israel travaram guerra contra ele até em Jerusalém, e ao lado deles também estava a tribo de Efraim, contudo não prevaleceram. A razão disso é que o rei da Síria aí representou o externo ou natural da igreja, o rei de Israel o seu interno ou espiritual, e Efraim o seu intelectual, mas esses três, a saber, o natural, o espiritual e o intelectual eram pervertidos. Esses quiseram atacar a doutrina do vero, que é significada pelo ‘rei de Judah’ e por ‘Jerusalém’, pelo que não tiveram sucesso. Todavia, para que Acaz ficasse certo de que o esforço deles seria frustrado, foi-lhe dito que ‘pedisse um sinal’, isto é, uma testificação para que ficasse certo. E foi-lhe dada uma opção, se o quisesse ter ou do céu ou do inferno, o que é significado por ‘dirige[-te] à profundidade ou levanta[-te] ao alto’, pois o rei era o mau. Como, porém, Jerusalém – pela qual é significada a doutrina do vero oriunda da Palavra – não devia ser destruída pelos tais antes do advento do Senhor, foi-lhe dado um sinal miraculoso testificando disso, a saber, que ‘uma virgem conceberá e parirá um Filho, cujo nome será Deus conosco”. Que essa igreja seria depois destruída é o que se segue nesse capítulo. [16] No mesmo: “Isto te será por sinal da parte de32 Jehovah... Eis que farei voltar a sombra dos graus, a qual desceu pelo sol nos graus de Acaz, dez graus para trás, para que o sol retroceda dez graus nos graus que tinha descido” (Is. 38:7, 8) Esse sinal foi dado ao rei Ezequias para testificação de que o Senhor protegeria a ele e a Jerusalém contra o rei da Assíria (como está dito no versículo 6 ali), rei esse que significa o racional pervertido que destrói a igreja. Por isso, por esse sinal foi semelhantemente representada a nova igreja que deve ser instaurada pelo Senhor, mas aqui que o tempo se estenderia além do que foi dito a Acaz logo acima. Pelo ‘recuo da sombra que desce nos graus de Acaz pelo sol’ é significado o recuo do tempo antes que isso acontecesse; pelos ‘graus de Acaz’ é significado o tempo, aqui, até o advento do Senhor; pela ‘sombra’ aí é significada a sua progressão, desde o nascente até o poente; por ela ‘recuar dez graus’ é significado a prolongação do tempo por muitos anos ainda, pois ‘dez’ significa muitos; pelo ‘sol’, que retrocederia, é significado o advento do Senhor. Mas isto deve ser mais esclarecido. O advento do Senhor aconteceu quando chegou o fim da Igreja Judaica, isto, quando nela não restava mais bem e vero algum. Isto se entende por ‘quando for consumada a iniquidade’ e, também, pela ‘plenitude dos tempos’ em que o Senhor viria. A duração inteira do tempo da Igreja Judaica foi representada pelos ‘graus de Acaz’, sendo o seu princípio o primeiro grau ali, que é quando o sol está em seu nascente, e o seu fim pelo último grau, no poente. Daí é evidente que pela ‘retrocessão da sombra’ do poente para o nascente, entende-se a prolongação desse tempo. Que isto ocorreria ‘nos graus de Acaz’ era porque Acaz era um rei mau que profanou as coisas santas da igreja. Por isso, se os seus sucessores tivessem agido de modo semelhante, o fim daquela igreja logo chegaria. Como, todavia, Ezequias era um rei probo, o tempo foi prolongado, pois a iniquidade daquela não havia de chegar tão cedo à consumação, isto é, ao seu fim. [17] No mesmo: Diz ao rei Ezequias: “Isto te será por sinal: Comereis este ano o que nascer espontaneamente, e no segundo ano o que cresce além disso. Mas no terceiro semeai, colhei e plantai vinhas, e comereis o fruto delas” (Is. 37:30). Isto foi dito ao rei Ezequias, quando Senaqueribe, rei da Assíria, lhes fez guerra e soberbamente falou de si e insolentemente falou de Deus e de Israel; por isso também foram feridos em seus acampamentos cento e oitenta e cinco mil, e ele mesmo foi morto por seus filhos. A razão porque isto aconteceu era porque a ‘Assíria’ significa o racional, semelhantemente ao que é significado pelo ‘rei da Assíria’, e a ‘Judeia’ significa a igreja celeste, e o ‘seu rei’ significa a igreja espiritual. Aí, porém, pelo ‘rei da Assíria’ é significado o racional pervertido, que destrói pelos raciocínios falsos todas as coisas da igreja celeste e espiritual, as quais são os seus bens e veros. E visto que a ‘Judéia’ e o ‘seu rei’ significam a igreja celeste e espiritual, que será proveniente do Senhor quando Ele vier ao mundo, por isso essas coisas foram ditas, pelas quais se descreve a regeneração daqueles que serão dessa igreja. Por esse motivo, pelo sinal de que ‘comeriam espontaneamente o nascesse no primeiro ano’ é significado o bem celeste que será implantado neles pelo Senhor; que ‘comeriam o que crescesse além disso no segundo ano’ significa o vero desse bem, que haveria dali; por ‘semear, colher, plantar vinhas e comer o fruto delas’ são significados todos os bens e veros que daí provêm; por ‘semear e colher’ é significada a implantação do bem e a sua recepção; por ‘plantar vinhas’, a implantação do vero e a sua recepção; e por ‘comer o fruto delas’ a fruição dos bens e das coisas felizes oriundas deles, os quis tem o homem regenerado. Estas coisas são chamadas ‘sinal’ porque são testificações a respeito da igreja celeste naqueles que se entendem no sentido espiritual por ‘Judah’, cuja regeneração se faz pela implantação do bem espiritual que, em sua essência, é o vero do bem celeste, e, finalmente, pela multiplicação e frutificação no homem natural. [18] No mesmo: “Assim disse Jehovah, o Santo de Israel e seu Formador: Um sinal Me pediram sobre os Meus filhos, e sobre a obra de Minhas mãos Me prescreveram; ... Eu O despertei em justiça, e todos os Seus caminhos endireitarei. Ele edificará a Minha cidade, e Meu cativeiro afastará, não por preço nem por presente” (Is. 45:11, 13). Também aí se trata do advento do Senhor e da instauração da igreja por Ele. O Senhor Se entende por ‘Jehovah, o Santo de Israel e seu Formador’; Ele é chamado ‘Santo de Israel’ por causa do Divino Vero, e ‘seu Formador’ por causa da instauração da igreja pelo Divino Vero, e ‘Israel’ é a igreja. Por isso, por ‘Seus filhos’, a cujo respeito pediram um sinal, entendem-se aqueles que estão nos veros pelo Senhor, e pela ‘obra de Suas mãos’ entende-se a formação deles e a instauração da igreja neles. ‘Despertei-O em justiça, e todos os Seus caminhos endireitarei’ significa que a Ele pertencem o Divino Bem e o Divino Vero, pois ‘justiça, na Palavra, se diz do bem, e os ‘caminhos’ significam os veros que conduzem, aqui, os Divinos veros, porque se trata do Senhor. ‘Ele edificará a Minha cidade, e o Meu cativeiro afastará’ significa que restaurará a doutrina do vero e libertará aqueles que estão nos falsos da ignorância, pois a ‘cidade’ significa a doutrina do vero, e o ‘cativeiro’ os falsos da ignorância, nos quais os gentios estiveram e, por elas, no cativeiro espiritual. ‘Não por preço nem por presente’ significa gratuitamente, pelo Amor Divino. [19] No mesmo: “Anunciem-vos as coisas que hão de acontecer... declarai as anteriores, para que ponhamos o nosso coração e conheçamos a posteridade deles, ou fazei-nos ouvir as coisas que virão; declarai um sinal no futuro, para que saibamos que vós sois deuses” (Is. 41:22, 23). Que dizer as coisas passadas e futuras pertença somente ao Senhor e não a algum homem ou espírito é o que está expresso por ‘indicar um sinal no futuro, para que saibamos que sois deuses’. Isto conclui as coisas que precederam, porque ‘declarar um sinal’ é testificar, persuadindo para se creia. [20] Em Ezequiel: “Toma para ti uma panela de ferro, e põe-na por parede de ferro entre ti e a cidade, e dispõe as tuas faces contra ela, para que seja sitiada, e a oprime. Este é um sinal para a casa de Israel” (Ez. 4:3). Estas e as demais coisas nesse capítulo são representativas do estado da igreja na nação judaica, significando que eles não tinham vero algum senão o que era falsificado e adulterado, o que em si é o falso. Esse vero é significado pela ‘panela de ferro’ que poria por parede entre si e a cidade. E como isto é duro como ferro, que isola e não admite vero genuíno algum, se diz ‘para que seja sitiada, e a oprime’. Que este sinal testifique a respeito da igreja, que ela é assim, é o que significa ‘Este é um sinal para a casa de Israel’; o ‘sinal’ é a testificação, e ‘casa de Israel’ é a igreja. [21] Em David: “O adversário destruiu todas as coisas no santuário; os adversários... rugiram no meio de Tua festa; puseram por sinais os seus sinais. ... Nossos sinais não vimos, não há mais profeta” (Sl. 74:3, 4, 9). ‘O adversário destruiu todas as coisas no santuário’ significa que o mal destruiu as coisas santas da igreja; ‘os adversários rugiram no meio de Tua festa’ significa que os falsos destruíram todas as coisas do culto; ‘puseram por sinais os seus sinais’ significa que testificaram e persuadiram por todas as coisas; ‘nosso sinais não vimos’ significa que as testificações do vero não são aceitas na igreja; ‘não há mais profeta’ que significa que não há doutrina do vero. [22] No mesmo: Jehovah, “faz comigo um sinal para o bem, para que vejam os que me odeiam e se envergonhem, por me haveres Tu, Jehovah, ajudado e consolado” (Sl. 86:17); ‘fazer comigo um sinal para a testificação de que Jehovah o ajudará e consolará, como se segue, pois isto é o bem para o qual Jehovah faria o sinal. Como o sinal é a testificação disto, por isso se diz: ‘para que vejam os que me odeiam e se envergonhem’. [23] No mesmo: Deus, “que consolida os montes por Sua força [virtute], cingiu-Se de poder; que faz cessar o ruído dos males, o ruído de suas ondas e o estrépito dos povos, para que os habitantes dos fins temam por causa de Teus sinais” (Sl. 65:6-8). Assim é descrito o poder Divino do Senhor por meio de testificações, para que se creia. Contudo, não são testificações, que são sinais, porque Ele ‘consolida os montes’, ‘faz cessar o ruído dos mares e das ondas, e o estrépito dos povos’, pois essas coisas não são sinais tais que persuadam aqueles que atribuem todas as coisas à natureza, mas são sinais testificantes do poder Divino do Senhor as coisas que se entendem no sentido espiritual, no qual se trata do céu e da igreja, pois, nesse sentido, pelos ‘montes’, que Ele firma pela força, entendem-se os céus superiores, porque os anjos desses céus habitam em montes; e, num sentido abstrato, entende-se o amor ao Senhor e a caridade para com o próximo. Estas são as coisas que o Senhor, cingido de poder, ‘consolida por Sua força’, isto é, faz com que subsistam na eternidade. Que os ‘montes’ signifiquem isso, vê-se acima (n. 405). Pelo ‘ruído dos mares’ e pelo ‘ruído das ondas’ se entendem as disputas e os raciocínios daqueles que estão nos céus abaixo e são naturais e sensuais. Que os ‘mares’ signifiquem as coisas que pertencem ao homem natural, assim, as coisas naturais, e, daí, o ruído e as ondas de suas disputas e raciocínios, vê-se também acima (n. 342). Pelo ‘estrépito dos povos’ se entendem as contradições provenientes dos falsos, pois os ‘povos’ significam os que estão nos veros e, no sentido oposto, os que estão nos falsos (vide acima, n. 175, 331 e 625). ‘Para que os habitantes dos fins temam por causa de Teus sinais’ significa o santo culto pela fé a respeito do poder Divino, naqueles que estão nos últimos do céu e da igreja. Que ‘temer’ seja adorar ao Senhor pela caridade e pela fé vê-se acima (n. 696); e que ‘os habitantes dos fins’ sejam os que estão nos últimos do céu e da igreja, e, aí, na fé da caridade, vê-se pelo fato de os ‘fins’ serem os último do céu e da igreja. Por aí é evidente que os ‘sinais’ aqui significam testificações a respeito do poder Divino do Senhor. [24] Em Jeremias: “Isto vos será por sinal, de que Eu vos visitarei neste lugar, para que saibais que Minhas palavras subsistirão sobre vós para o mal; ... Eis que Eu entrego o rei do Egito na mão de seus adversários, e na mão dos que buscam a sua alma” (Jr. 44:29, 30). Aí se trata daqueles da igreja que se tornaram naturais, os quais se entendem pelos que peregrinaram no Egito e dali retornaram. Que esses haviam de ser destruídos pelos males e falsos é o que se entende pelo fato de ‘o rei do Egito ser dado na mão de seus adversários, e da mão dos que buscam a sua alma’; os ‘adversários’ aí são os que estão nos males, e ‘os que buscam a alma’ os que estão nos falsos; assim, abstratamente, os males e falsos. (Que o ‘Egito’ seja o homem natural vê-se acima, n. 654). Isto é chamado ‘sinal’ porque é uma testificação de que assim se fará, pelo que também se diz: ‘para que saibais que as Minhas palavras subsistirão sobre vós para o mal’. [25] Que o sinal seja uma testificação quanto à certeza vê-se também pelas passagens que se seguem. Em Isaías: “Disse Ezequias: Qual será o sinal de que hei de subir à casa de Jehovah?” (Is. 38:22); no Livro dos Juízes: Gedeão disse ao Anjo de Jehovah: “Faze para mim um sinal de que és tu que me falas;” ... que era, quando o cajado tocasse a carne e os ázimos que Gedeão trouxe, da rocha subiria fogo e os consumiria (Jz. 6:17, 21); no Primeiro Livro de Samuel: “Aqui onde está o sinal, que virá sobre os teus dois filhos... ambos morrerão num só dia” (1 Sm. 2:34); no mesmo Livro: “Se” os filisteus “disserem: Subi a nós, então subiremos, porque Jehovah os deu em nossa mão. Isto nos será por sinal” (1 Sm. 14:10). Quase as mesmas coisas são significadas pelo “Sinal da aliança” (Gn. 9:13; 17:11; Ez. 20:12, 20; e outras passagens), a saber, testificações a respeito da conjunção. [26] As testificações são também significadas pelos ‘sinais’ que, feitos pelos maus, apareceram como milagres nas seguintes passagens. Em Isaías: Jehovah “tornou nulos os sinais de mentiras, tornou insanos os adivinhadores; faz voltar atrás os sábios, e torna a ciência deles em loucura” (Is. 44:25); em Jeremias: “Disse Jehovah: O caminho das nações não aprendais, e nem vos espanteis com os sinais dos céus, pois as nações ficam espantadas com eles. Os estatutos das nações são vaidade” (Jr. 10:2, 3); no Apocalipse: A besta que sobre da terra fez “grandes sinais, para que também faça descer fogo do céu à terra, diante dos homens, e seduza os que adoram sobre a terra, por causa dos sinais que lhe foram dados fazer” (Ap. 13:13, 14); em outra passagem: “São espíritos dos demônios, que fazem sinais para saírem aos reis da terra, para os congregar para a guerra daquele grande dia” (Ap. 16:14); e em outra passagem: “Foi presa a besta e, com ela, o falso profeta que fez sinais diante dela, pelos quais seduziu aqueles que receberam a marca da besta” (Ap. 19:20). O que, porém, se entende pelos ‘sinais na mão’ e ‘na testa’ vê-se acima (n. 427). Mas os ‘sinais’ que foram postos sobre os montes, para congregar o povo para a guerra, para a batalha, e assim por diante, significavam as indicações para fazerem as coisas que foram mandadas. Por exemplo, em Isaías: “Acontecerá naquele dia que as nações buscarão a raiz de Jessé, que está posta por sinal dos povos, e seu repouso será a glória. ... Quando erguerá o sinal das nações, e congregará das quatro asas ??? da terra os expulsos de Israel e os dispersos de Judah” (Is. 11:10-12); em Jeremias: “Constitui para ti sinais, põe para ti colunas, aplica o teu coração à vereda, ao caminho em que vais” (Jr. 31:21); no mesmo: “Anunciai entre as nações, e fazei ouvir, e ergue um sinal... Babel foi tomada” (Jr. 50:2); no mesmo: “Contra os muros de Babel ergue um sinal, mantém a guarda, constitui guardadores; ...erguei um sinal da terra, tocai a corneta entre as nações” (Jr. 51:12, 27), e em outras passagens, principalmente nas partes históricas da Palavra. Por essas e outras passagens que foram ajuntadas da Palavra pode-se ver que pelo ‘grande sinal visto no céu’ é significada a manifestação Divina e a testificação (como também no versículo terceiro deste capítulo e, depois, no capítulo 15, versículo 1).