. “E o dragão lhe deu o seu poder, e o seu trono, e grande autoridade.” Que isto signifique que aqueles que separam da fé a vida afirmam e corroboram os seus doutrinais pelos raciocínios oriundos de falácias, e assim seduzem poderosamente, vê-se pela significação da ‘besta’ à qual o dragão deu a sua força, que são os raciocínios do homem natural que confirmam a separação entre a fé e a vida (de que se tratou acima, n. 774); que esses raciocínios sejam oriundos das falácias dos sentidos é porque essa besta foi vista semelhante a um leopardo e seus pés como de urso, e pelos ‘pés de urso’ são significadas as falácias (de que também se tratou acima, n. 781); e pela significação de ‘dar o poder, o seu trono e grande autoridade’, que é confirmar as coisas doutrinas e assim as corroborar; ‘poder’ significa a eficácia [???], ‘trono’ significa a igreja quanto à doutrina, que vem dos falsos, e ‘grande autoridade’ significa a confirmação e a corroboração daí. Que estas coisas sobrevenham aos raciocínios e às suas falácias mostrou-se acima.