. [Vers. 14] “E vi”. Que isto signifique a predição a respeito [da separação] dos bons de entre os maus vê-se pelo fato de que ‘ver’ envolve as coisas que viu, que são as que se seguem; e como essas, no sentido espiritual, envolvem a primeira, ou a separação geral dos bons de entre os maus, por isso, aqui, ‘vi’ significa a predição a respeito delas. Cumpre saber que na sequência neste capítulo é predita a separação em geral, e, nos seguintes, a predição em particular ou específica, que é descrita pelos ‘sete anjos tendo sete taças da inflamação de Deus. É segundo a ordem Divina que a separação dos bons de entre os maus seja assim descrita, a qual é que o general preceda antes que os particulares e singulares, que também são os específicos sejam expostos. Que seja segundo a ordem Divina que o geral preceda é para que os particulares possam ser introduzidos e justamente ordenados, e se tornem homogêneos e conjuntos por afinidade. (A este respeito vida as coisas que foram narradas nos Arcanos Celestes, a saber, que os gerais precedem, e neles são introduzidos os particulares e, nestes últimos, os singulares, n. 920, 4325, 4329, 4345, 5208 e 6089. Que no homem que é regenerado os gerais precedam e os particulares e singulares sigam em ordem, n. 3057, 4345, 4383 e 6089. Que em seguida haja subordinação de tudo sob os gerais nele, e, assim conexão, n. 5339. Que os gerais possam ser cheios de inúmeras coisas, n. 7131. Qual é o homem no geral, tal é nos seus singulares, n. 917, 1040 e 1316. Que o que reina geralmente esteja em todas e cada uma das coisas, n. 6159, 7648, 8067, 8853-8857 e 8865. Essas coisas foram citadas para que se saiba por que as coisas comuns e gerais são expostas primeiro e, em seguida, as particulares e singulares).
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