. “Ó Rei dos santos.” Que isto signifique porque o Divino Vero é Ele vê-se pela significação de ‘Rei’, quando se refere ao Senhor, que é o Divino Vero (de que se tratou no n. 29, 31, 553 e 625); e pela significação de ‘santos’, que são aqueles que estão nos Divinos veros provenientes do Senhor (de que se tratou no n. 204). Visto que o Divino Vero procede do Senhor, isto é Ele, pois o que procede de alguém é ele mesmo. Isto pode ser ilustrado pelos anjos; deles procede uma esfera espiritual que vem da afeição da vida deles; essa mesma afeição, que está neles, procede ou emana deles à distância, pela qual eles também são conhecidos pelos outros quais são e de onde são. E como a esfera procedente deles é a mesma que a afeição da vida deles neles, eles mesmos são a sua esfera ou a afeição procedente. Mas do Senhor, como sol, procede o Divino, que enche todo o céu e faz o céu, e esse Divino é chamado Divino Vero. Daí evidente que o Divino Vero é Ele. * * * * * * * Continuação [2] Quando o interno spiritual é aberto e por esse modo lhe é dada comunicação com o céu e conjunção com o Senhor, então o homem tem iluminação. Ele é iluminado principalmente quando lê a Palavra, porque na Palavra está o Senhor e a Palavra é o Divino Vero, e o Divino Vero é luz para os anjos. O homem é iluminado no racional, pois este está sujeito mais de perto ao interno espiritual, e recebe luz do céu e a transfere ao natural purificado dos males, enchendo-o de cognições do vero e do bem e também adapta a elas os conhecimentos que provêm do mundo, para que confirmem e concordem. Daí o homem tem o racional e daí também tem entendimento. Engana-se quem crê que o homem tem racional e entendimento antes de o seu natural ser purificado, pois o entendimento é ver os veros da igreja pela luz do céu, e a luz do céu não influi em outro. Conforme o entendimento é aperfeiçoado, são dissipados os falsos da religião e da ignorância, e as falácias.