. “E não se arrependeram para darem glória a Ele.” Que isto signifique que não quiseram se converter, vivendo segundo os preceitos do Senhor, vê-se pela significação de ‘arrepender-se’, que é se converter dos males e dos falsos daí; aqui, antes que venha sobre eles o juízo final, a danação e a punição; e pela significação de ‘dar glória ao Senhor’, que é viver segundo os preceitos d’Ele (de que se tratou acima, n. 874). * * * * * * * Continuação sobre o Sexto Preceito [2] Como todos os prazeres que o homem tem no mundo natural se mudam em correspondência no mundo espiritual, assim também os prazeres do amor do casamento e os prazeres do amor do adultério. O amor do casamento é representado no mundo espiritual como uma virgem, cuja formosura é tal que inspira nos que a veem as delícias da vida. Mas o amor do adultério é representado no mundo espiritual como uma velha, cuja deformidade é tal que inspira nos que a veem frieza e morte de toda delícia da vida. Daí é que nos céus os anjos têm beleza segundo a qualidade do amor conjugal neles, e nos infernos os espíritos têm deformidade segundo a qualidade do amor do adultério neles. Em suma, nos anjos do céu a vida está nas faces, nos gestos do corpo e na fala segundo o amor conjugal, mas nos espíritos do inferno a morte está nas faces segundo o amor do adultério. Os prazeres do amor conjugal no mundo espiritual são representados aos sentidos pela fragrância de frutos e flores de vários gêneros, mas os prazeres do amor do adultério ali são representados aos sentidos por odores fétidos de coisas estercorosas e podres de vários gêneros. Os prazeres do amor do adultério se mudam realmente em tais coisas, porque todos os adultérios são sórdidos espirituais. Daí é que dos lupanares dos infernos emanam fedores que provocam vômito. * * * * * * *