. “Que fazem sinais”. Que isto signifique que persuadem por meio de falácias e sofismas vê-se pela significação de ‘sinais’ que são as testificações e persuasões, e assim também as confirmações (de que se tratou nos n. 706 e 824); aqui, são as persuasões por meio de falácias e sofismas, pois se trata daqueles que por raciocínios confirmam a fé separada da vida, e como isto se faz por meio de falácias e sofismas, pelos quais os simples são persuadidos, por isso ‘que fazem sinais’ aqui significa as persuasões e confirmações por meio de falácias e sofismas. Que as persuasões se façam por meio de falácias mostrou-se acima, onde se tratou da ‘besta que sobe do mar’ (cap. 13:1-3). Por ela também são significadas as confirmações por meio de raciocínios do homem natural. Que tais coisas sejam significadas pelos ‘sinais’ é porque se segue ‘para irem para os reis da terra e de todo o mundo, para ajuntá-los na guerra’, pelo que é significado para provocar dissensões e lutas contra os veros em toda a igreja. * * * * * * * Continuação sobre o Sexto Preceito [2] Pelo que foi citado até agora pode-se concluir o que resulta do bem da castidade nos casamentos, consequentemente, o que são as boas obras da castidade feitas pelo homem que foge dos adultérios como pecados contra Deus. As obras de castidade são as que concernem aos cônjuges mesmos, ou à prole e à descendência deles, ou às sociedades celestes. As obras de castidade que concernem aos cônjuges mesmos são os amores espirituais e celestes, são a inteligência e a sabedoria, são a inocência e a paz, são o poder e a proteção contra os infernos e contra os males e falsos dali, e são os múltiplos e felicidades na eternidade, as quais têm todos os que vivem em casamentos castos, segundo o que dito anteriormente. [3] As boas obras de castidade que concernem à prole e à descendência são que tais e tantos males não sejam inatos nas famílias, porque o amor reinante dos pais é transmitido à prole e, às vezes, tardiamente, à descendência e se torna a natureza hereditária deles. Esta é quebrada e abrandada nos pais que fogem dos adultérios como infernais e amam os casamentos como celestes. As boas obras de castidade que concernem às sociedades celestes são que os casamentos castos sejam as delícias do céu, sejam sua sementeira e sejam suas fundações [firmamenta]. As delícias se estendem ao céu por meio de comunicações, as sementeiras são para o céu por meio de prolificações, e as fundações para o céu pelo poder contra os infernos, porque os espíritos diabólicos, à presença do amor conjugal, se tornam furibundos, loucos e mentalmente impotentes, e se precipitam nas profundezas.