. “E dez chifres.” Que isto signifique o poder da Palavra oriundo dos veros, vê-se pela significação de ‘chifres’, que são o poder do vero contra o falso e, no sentido oposto, o poder do falso contra o vero (de que se tratou nos n. 316, 567 e 776); aqui, o poder do vero da Palavra contra o falso, porque na sequência se diz: “Os dez chifres que viste são dez reis; ... eles terão ódio à meretriz, e a farão devastada e nua, e comerão as suas carnes, e a queimarão no fogo; e Deus pôs nos corações deles... dar o seu reino à besta” (Ap. 17:12, 16, 17), pelo que é evidente que pelos ‘dez chifres’ que a besta escarlate tinha é significado o poder do vero, assim, da Palavra, contra os falsos, pois é dito que ‘terão ódio à meretriz e a queimarão no fogo’, e pela ‘meretriz’ é significado o vero da Palavra falsificado, o que em si é o falso, que não pode ser tido em ódio e queimado senão pelo da Palavra em seu poder, assim, por aqueles que estão nos veros da Palavra e a tem unicamente como santa, e a reconhecem como Divino Vero e não consideram os ditames do papel. Sobre isto, porém, ver-se-ão muitas coisas na sequência. Que tenham sido vistos ‘dez chifres’ é porque por ‘dez’ é significado muito; assim, por ‘dez chifres’, muito poder.