. (Vers. 3) “E pela segunda vez disseram: Aleluia!” Que isto signifique o regozijo e a alegria dos anjos dos céus inferiores, e a glorificação do Senhor por tê-los livrado daqueles que são significados pela ‘Babilônia’ e pelas ‘bestas do dragão’, pode-se ver pelo que foi explicado acima (n. 1195 e 1996). Que isto seja o regozijo, a alegria e a glorificação do Senhor pelos anjos dos céus inferiores é porque se diz ‘segunda vez’ e porque se segue ‘a fumaça deles subindo nos séculos dos séculos’, e pelo fato de as glorificações do Senhor começarem pelos anjos dos céus superiores e passarem para os anjos dos céus inferiores. Que ‘aleluia’ signifique o louvor e a glorificação, vide acima (n. 1197). * * * * * * * [2] Continuação Dir-se-á agora alguma coisa a respeito do reino vegetal e de sua alma, que se chama alma vegetativa. Que também esta seja espiritual é o que se ignora no mundo. Pela alma vegetativa se entende o esforço e a inclinação de se produzir vegetal progressivamente, de uma semente a outra semente, e por aí multiplicar-se infinitamente propagar-se eternamente. Com efeito, existe como que uma ideia do infinito e do eterno em todo vegetal, pois uma semente pode se multiplicar por certo número de anos a ponte de encher toda uma terra, e também se propagar de semente em semente, sem fim. Isto, juntamente com a admirável progressão de crescer de raiz em broto, em seguida em caule, depois em ramos, folhas, flores, frutos até em nova semente, não é natural, mas espiritual. É semelhantemente espiritual o fato de os vegetais em muitas coisas se referirem às coisas tais que são do reino animal, como o fato de existirem a parte de uma semente, de nela haver como que o prolífico e de produzirem o broto como uma criança, o caule como o corpo, os ramos como os braços, o cume como a cabeça, as cascas como a pele, as folhas como os pulmões; o fato de crescerem em anos e em seguida florescerem como moças antes das núpcias, e depois se expandirem como úteros ou óvulos, e parirem frutos como fetos, nos quais há novas sementes, pelas quais se dão as proliferações e frutificações da mesma espécie ou família, tal como no reino animal. Estas, juntamente a muitas outras coisas – que foram observadas pelos peritos na arte da botânica, que estabeleceram um paralelismo entre esses dois reinos – indicam que o esforço e a inclinação para isso não vêm do mundo natural, mas do espiritual. Que a força viva, como causa principal, seja espiritual, e a força morta, como causa instrumental, seja natural, ver-se-á na sequência.