AE 1208

Apocalipse Explicado
Emanuel Swedenborg
Explicatione super Apocalypsin — Interpretacao Espiritual do Livro da Revelacao

. “Dizendo: Amém, aleluia!” Que isto signifique em verdade somente Ele deve ser adorado e glorificado vê-se pela significação de ‘amém’, que é a verdade, e, no sentido supremo, o Senhor quanto ao Divino Vero (de que se tratou nos n. 34, 228, 464 e 469); e pela significação de ‘aleluia’, que é adorar e glorificar o Senhor (de que se tratou nos n. 1197 e 1203).
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[2] Continuação
(3.) Que haja duas formas gerais, a espiritual e a natural; a espiritual é como a dos animais, e a natural é como a dos vegetais. Daí é que todas as coisas da natureza, além do sol, da luz e das atmosferas, constituem três reinos, o animal, o vegetal e o mineral, e que o reino mineral é somente a dispensa na qual estão e da qual são tomadas as coisas que compõem as formas dos dois reinos, o animal e o vegetal.
[3] As formas do reino animal, que se chamam, num só termo, animais, são todas segundo o fluxo das substâncias e das forças espirituais. Esse fluxo, pelo esforço [conatu] que há neles, está numa forma humana e em todas e cada uma de suas coisas, da cabeça ao calcanhar, por conseguinte, no geral para produzir os órgãos dos sentidos e os órgãos motores, como também os órgãos de nutrição e, ainda, os de proliferação. Por isso é que todo o céu está nessa forma, todos os anjos e espíritos estão nessa forma e os homens nas terras estão nessa forma, como também todas as bestas, aves e peixes, pois todos têm semelhantes órgãos.
[4] Essa forma animal deriva seu esforço para as coisas desde o Primeiro de que procedem todas as coisas, o que é Deus, que é Homem. Esse esforço e, daí, a determinação de todas as forças espirituais não pode ser dada e existir de outra parte, pois existe nos máximos e nos mínimos, e nos primeiros e nos últimos, no mundo espiritual e, daí, no mundo natural, mas com diferença de perfeição segundo os graus.
[5] Mas a outra forma, que é a forma natural, e na qual estão todos os vegetais, deriva sua origem do esforço e, daí, do fluxo de forças naturais, que são as atmosferas e que se chamam éteres, nas quais esse esforço está presente pela determinação das forças espirituais, que estão na forma animal, e pela contínua operação delas nas forças naturais, que são os éteres, e, por elas, mas matérias da terra de que os vegetais se compõem. Que daí venha a origem é evidente pelo que foi dito acima, que neles aparece alguma imagem da forma animal.
[6] Que todas as coisas da natureza se esforcem nessa forma, e que os éteres tenham impresso e ínsito em si a inclinação de produzi-la pelo espiritual é evidente por muitas coisas, por exemplo, por toda vegetação na superfície de toda a terra e, também, pela vegetação dos minerais nessas formas em minas, onde existem aberturas, e pela vegetação dos cretáceos nos corais nas profundezas dos mares e mesmo nas formas das partículas de neve que emulam as dos vegetais.

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