. “Dizendo: Louvai a [nosso] Deus, todos os Seus servos”. Que isto signifique o culto ao Senhor por aqueles que estão nos veros vê-se pela significação de ‘louvar a Deus’, que é confessá-Lo e adorá-Lo (de que se tratará a seguir); e pela significação de ‘servos de Deus’ que são aqueles que estão nos veros pelo Senhor (de que se tratou nos n. 6 e 409). Em muitas passagens na Palavra se diz ‘louvar a Deus’ e por essa expressão é significado confessá-Lo de coração e de boca, por conseguinte, também adorar. Por ‘louvar a Deus’ é significado o mesmo que por ‘Hallelujah’, porque ‘Hallelujah’ significa ‘louvai a Deus’. Foi dito anteriormente que este é um vocábulo de regozijo e de alegria nas confissões e no culto a Deus. Que ‘louvar a Deus’ signifique confessá-Lo e adorá-Lo é porque o Senhor não quer ser louvado e glorificado por algum amor a si, mas por amor ao homem, porque o homem não pode deixar de louvar e glorificar ao Senhor, ou dar-Lhe louvor e glória, quando reconhece de coração que nada há do bem em si, e nada pode por si, e, vice-versa, que todo bem vem do Senhor e o Senhor pode todas as coisas. Quando está nesse reconhecimento o homem então remove o seu proprium, que é do amor de si, e abre todas as coisas de sua mente e, assim, dá ao Divino a oportunidade de influir com o bem e com o poder. É por isso que é necessário que o homem esteja na humilhação diante do Senhor, e que a humilhação não venha de outra parte senão do reconhecimento de si e do reconhecimento do Senhor, segundo os quais se faz a recepção. Que ‘dar louvor a Deus’ e ‘louvar a Deus’ seja confessá-Lo e, pela confissão de coração, adorá-Lo, vê-se por muitas passagens na Palavra (Como em Mt. 21:16; Lc. 2:13-14, 20; 5:25-26; 7:16; 13:13; 18:43; 19:28-40; 24:52-53; também Sl. 148:1-5, 7, 13; e outras passagens). * * * * * * * [2] Continuação (5.) Que do espiritual, por essas forças, existam os vegetais e também os animais, tanto os que aparecem no céu como os que aparecem no mundo. Que estes existam também no céu é porque essas forças estão nos espirituais, nos máximos e nos mínimos, nos seus primeiros e nos seus últimos, assim, no espiritual no céu como também no mundo. Os seus primeiros estão nos céus, os seus últimos estão no mundo; porque há graus de espirituais, e cada grau é distinto do outro, e o grau anterior ou superior é mais perfeito que o posterior ou inferior. Isto se pode ver pela luz e pelo calor nos céus, e pela sabedoria dos anjos advinda destes: a luz no céu supremo ou terceiro é tão esplêndida, pelo flamejante, que excede milhares de vezes a luz do meio dia do mundo; no céu médio ou segundo a luz é menos branca, mas, ainda assim, excede a luz do meio dia do mundo em centenas de vezes; no céu mais externo ou primeiro a luz é semelhante à luz do meio dia do mundo. Além disso, há graus de calor, que ali é o amor, e segundo os graus os anjos têm sabedoria, inteligência e conhecimento. Todo espiritual pertence à luz e ao calor oriundos do Senhor como Sol, e deles vêm a sabedoria e a inteligência. [3] Esses tantos graus de espirituais existem também sob os céus, ou na natureza, e são os graus inferiores de espirituais, como se pode ver pela mente do homem natural e por sua racionalidade pela faculdade dos sentidos. Os homens racionais estão no seu primeiro grau, os sensuais estão no último e, alguns, no meio, e todo pensamento e toda afeição da mente natural é espiritual. Essas três forças, que são a força de agir, a força de criar e a força de formar, estão no espiritual em todo seu grau, com diferença de perfeição. Todavia, como nada há que não tenha o seu último onde termina e subsiste, assim também o espiritual; esse seu último está na terra, em seus solos e águas; e o espiritual, por esse último, produz os vegetais de todo gênero, desde a árvore até a relva, nas quais o espiritual residente se manifesta somente em alguma semelhança com os animais, a cujo respeito se tratou acima.