. “Tanto pequenos como grandes.” Que isto signifique todos os que estão nos veros e bens, em todo grau, vê-se pela significação de ‘pequenos’, que são os que estão pouco nos veros e bens; e pela significação de ‘grandes’ que são os que estão muito neles. O que é significado, além disso, por ‘pequenos e grandes’ vê-se nos n. 696 e 836. * * * * * * * [2] Continuação (6.) Que ambos os grupos tenham a mesma origem e, assim, a mesma alma, com a única diferença sendo a das formas nas quais se dá o influxo. Que a origem dos animais, que também é a alma deles, seja a afeição espiritual, como o homem tem em seu natural, mostrou-se acima. Que também os vegetais tenham a mesma origem é evidente principalmente pelos vegetais nos céus, pelo fato de aparecerem ali segundo as afeições dos anjos e também as representarem, a ponto de anjos se verem nelas, como em seus tipos, e conhecerem quais são as suas afeições; e, além disso, pelo fato de elas mudarem segundo as afeições; mas isto se dá fora das sociedades. A única diferença é que as afeições aparecem formadas nos vegetais em seus últimos, que são as terras ali, pois o espiritual de que elas procedem é vivo nos intermediários, mas não é vivo nos últimos. O espiritual nos últimos não retém do que é vivo mais do que produzir uma imagem do que vive. É quase como no copo humano, no qual os seus últimos, que são produzidos pelo espiritual, são as cartilagens, os ossos, os dentes e as unhas, nos quais termina o que é vivo, que procede da alma. [3] Que a alma vegetativa seja da mesma origem que a alma das bestas da terra , das aves do céu e dos peixes do mar, não parece ser assim à primeira vista, pelo argumento de que um vive e o outro não vive. Mas isto é, no entanto, claramente evidente pelos animais e vegetais vistos nos céus, e, também, pelos animais e vegetais vistos nos infernos. Nos céus aparecem animais belos e semelhantes vegetais, mas, nos infernos, animais nocivos e semelhantes vegetais; e os anjos e espíritos são conhecidos pelas aparências dos animais e, semelhantemente, pelas aparências dos vegetais. Há uma plena concordância com as afeições deles. De fato, a concordância é tal que um animal pode se converter num concordante vegetal, e um vegetal num concordante animal. [4] Os anjos do céu sabem que aspecto da afeição é representada em um e no outro, e eu ouvi e também percebi que é a mesma. Além disso, foi-me concedido conhecer claramente a correspondência, não só dos animais, como também dos vegetais, com as sociedades do céu e com as sociedades do inferno, por conseguinte, com as afeições delas, pois as sociedades e as afeições no mundo espiritual fazem um só. Por isso é na Palavra se nomeiam muitas vezes ‘jardins’, ‘bosques’, ‘florestas’, ‘árvores’ e, também, ‘plantas’ de vários gêneros, e ali significam coisas espirituais segundo as suas origens, que se referem, todas, às afeições. [5] A diferença, portanto, entre os vegetais no mundo espiritual e no mundo natural é que no mundo espiritual eles passam a existir num momento, segundo as afeições dos anjos e dos espíritos ali, tanto as semente quanto as germinações, enquanto no mundo natural a origem deles é ínsita nas sementes, das quais surgem todos os anos. Há, além disso, dois próprios da natureza: o tempo e o sucessivo daí, e o espaço e o extensivo daí, mas estes não existem no mundo espiritual como seus próprios; ali há aparências de estados da vida deles. Por isso é, também, que das terras ali, que são de origem espiritual, os vegetais nascem num momento e, também, num momento desaparecem, o que, todavia, somente acontece quando os anjos se vão, mas duram enquanto os anjos estão presentes. Esta é a diferença entre os vegetais no mundo espiritual e os vegetais no mundo natural. * * * * * * *