. “E disse-me: Vê, não!”. Que isto signifique o pensamento de que não era Deus, mas um anjo, pode-se ver sem explicação, pois ele disse: ‘Vê, não’, a saber, que não é Deus, mas um anjo, diante do qual não se deve prostrar, ou, que não deve ser adorado.
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Continuação
Tratou-se dos atributos Divinos que são a infinidade, a eternidade, a providência, a onipotência, a onipresença e a onisciência. Segue-se que tratar-se-á agora do Divino Amor e da Divina Sabedoria, dos quais vem a vida de tudo e aos quais se referem esses atributos. Mas, para que esses dois essenciais de tudo sejam percebidos distintamente, tratar-se-á deles nesta ordem: Primeiro, do Divino Amor. (1.) Que no mundo pouco se compreenda o que é o amor, quando, todavia, ele é a vida mesma do homem. (2.) Que o Senhor, somente, seja o Amor mesmo, porque é a Vida mesma, e que o homem e o anjo sejam apenas recipientes. (3.) Que a vida, que é o amor, não existe senão numa forma, e que essa forma seja a forma dos usos em todo o conjunto. (4.) Que essa forma seja o homem no particular e no geral, e que essa forma seja o céu e, também, que o mundo esteja nela. (5.) Que haja gêneros e espécies de usos, e diferenças de espécies ao infinito; e, também, que haja graus de usos. (6.) Que as afeições sejam tantas quantos são os usos, e que, assim, haja gêneros e espécies de afeições, e diferenças de espécies ao infinito; e que haja graus de afeições. (7.) Que cada afeição de uso seja em si um homem, segundo a sua qualidade e quantidade. (8.) Que cada uso derive sua vida de um bem geral, e que influa dele e dê as coisas necessárias, úteis e prazerosas da vida. (9.) Que quanto mais o homem estiver no amor dos usos, mais estará no Senhor e mais O amará e ao próximo, e mais será homem. (10.) Que a força ativa dos usos produza o calor vital segundo a conexão em sua ordem, que no homem é percebida como amor. (11.) Que isto seja claro pelo fato de o homem querer isto ou aquilo, ou pelo fato de que isto ou ser, para ele, bem ou não bem, e, finalmente, pelo prazer. (12.) Que todas as coisas no homem seja formadas, depois cresçam e sejam mantidas em conexão pelo Senhor, por meio do amor e seu calor. (13.) Que o homem não saiba o que é a afeição, e ainda menos que haja afeições tão variadas quantos os homens nascidos no mundo e quantos nascerão na eternidade, assim, que elas sejam infinitas. (14.) Que o homem não saiba outra coisa senão que é um pensamento, quando, todavia, é uma afeição. (15.) E que não saiba que tem a vida eterna segundo a afeição dos usos.
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