Texto
. QUE TENS NOME DE QUE VIVES E ESTAS MORTO. Significa que parece, e é crido por eles e pelos outros, que eles estão espiritualmente vivos, quando, entretanto, estão espiritualmente mortos. "Ter nome" significa que parece e que se crê que eles são tais, e aqui que eles estão vivos, quando, entretanto, estão mortos. Com efeito, a vida espiritual, que é a vida propriamente, não consiste no culto só, mas está por dentro no culto, e por dentro é necessário que haja as Divinas Verdades provenientes da Palavra e, quando o homem vive segundo essas verdades, há vida no culto. A causa disso é que o externo tira sua qualidade dos internos e que os internos do culto são as verdades da vida, Os de que se trata aqui são entendidos por estas palavras do Senhor: "Então começareis a estar de fora, e a bater à porta, dizendo: Senhor; abre-nos; mas respondendo vos dirá: Não sei de onde vós sois. E começareis a dizer: Temos comido e bebido diante de Ti e tens ensinado em nossas praças. Mas direi a vós: Não sei de onde vós sois; apartai-vos de Mim, vós todos, obreiros da iniqüidade" (Lucas 13; 25 a 27).
Foi-me também permitido ouvir a muitos no mundo espiritual, os quais diziam que, muitíssimas vezes, eles haviam participado da Santa Ceia e, assim, tinham comido e bebido o que é santo e que, outras tantas vezes, eles haviam sido absolvidos de seus pecados. Diziam, também, que todo o dia de sábado tinham ouvido os que ensinavam e que, em casa, de manhã e de noite tinham orado devotamente e tinham feito muitas outras coisas. Mas, quando os interiores de seu culto eram abertos, eles apareciam cheios de iniqüidades infernais e por isso eram rejeitados. Quando perguntavam "Qual é a razão disso?". Era-lhes respondido que eles não sé tinham ocupado, de modo algum, das Divinas Verdades e, entretanto, a vida que não está de acordo com as Divinas Verdades não é a vida que levam aqueles que estão no céu; e os que não estão no céu não podem suportar a luz do céu, que é a Divina Verdade procedente do Senhor como o Sol, nem, com mais forte razão, o calor do céu, que é o Divino Amor. Contudo, apesar de terem ouvido essas coisas e até mesmo as terem compreendido, quando tornaram a entrar em si mesmos e em seu culto, eles, entretanto, diziam: "Que necessidade há de verdades e o que são verdades?" Como, porém, eles não mais podiam receber as verdades, ficaram entregues às suas cobiças, que estavam por dentro de seu culto, e estas finalmente rejeitaram para longe deles todo o seu culto de Deus, pois os interiores acomodam a si os exteriores, rejeitando os que não concordam com eles. Com efeito, depois da morte, os exteriores em todos os indivíduos são levados a ser análogos aos interiores.