. E CONFESSAREI O SEU NOME DIANTE DE MEU PAI E DE SEUS ANJOS. Significa que serão recebidos os que estão no Divino Bem e nas Divinas Verdades pelo Senhor, por conseguinte os que têm neles a vida do céu. "Confessar o nome" é reconhecer a qualidade de alguém, ou tal qual é esse alguém, como se vê pela significação do "nome" (nº 81 e 122). Pelo pai" é entendido o Divino Bem e pelos "anjos" são entendidas as Divinas Verdades, um e outras procedentes do Senhor. Na Palavra dos Evangelistas, o "Pai" é muitas vezes denominado Senhor e, em toda parte, é entendido Jehovah, de Quem Ele procedia e em Quem Ele estava e Que estava n'Ele, e nunca um Divino separado d'Ele. Que isso seja assim é o que foi mostrado repetidamente no opúsculo DOUTRINA DA NOVA JERUSALÉM SOBRE O SENHOR e também no livro SABEDORIA ANGÉLICA SOBRE A DIVINA PROVIDÊNCIA (nºs 262 e 263). Que o Senhor Mesmo é o Pai, vê-se nos nºs 21 e 960 deste livro. O Senhor foi chamado Pai, porque por "Pai", no sentido espiritual, é significado o bem e por "Deus Pai" o Divino Bem do Divino Amor. Os anjos não entendem outra coisa pelo "Pai", quando se faz a leitura da Palavra, e eles não podem entender outra coisa, porque ninguém no céu conhece qualquer outro Pai de quem possa dizer que nasceu e de Quem é filho e herdeiro senão o Senhor; é isso o que se entende pelas palavras do Senhor em Mateus 23;9. Por estas explicações, é evidente que "confessar o seu nome diante do Pai" significa que eles serão recebidos entre os que estão no Divino Bem pelo Senhor. Pelos "anjos" se entendem os que estão nas Divinas Verdades pelo Senhor e, abstratamente, as Divinas Verdades, porque os anjos são os recipientes do Divino Bem nas Divinas Verdades que neles estão pelo Senhor.