Texto
. (VERSÍCULO 8) E SEUS CORPOS ESTARÃO NA PRAÇA DA CIDADE GRANDE. Significa que esses dois essenciais da Nova Igreja foram inteiramente rejeitados por aqueles que estão interiormente nas falsidades da doutrina da justificação pela fé só. Pelos "corpos das duas testemunhas" são significados os dois essenciais da Nova Igreja, que são o reconhecimento de que o Senhor Só é o Deus do céu e da terra e de que há conjunção com Ele pela vida de acordo com os preceitos do, Decálogo (n 490 e seguintes). Pela "praça da cidade grande" é significada a falsidade da doutrina da justificação pela fé só; pela "praça" é significada a falsidade, como se vai mostrar, e pela "cidade" é significada a doutrina (nº 194); ela é chamada "cidade grande" porque é a doutrina que reina em todo o mundo cristão reformado entre os eclesiásticos, mas não igualmente entre os leigos. Por "praças", na Palavra, é significada quase a mesma coisa que os caminhos, porque as praças são caminhos em uma cidade; mas ainda pelas "praças" são significadas verdades ou falsidades da doutrina, porque "a cidade" significa a doutrina (nº 194) e pelos "caminhos" são significadas as verdades ou falsidades da Igreja, porque a "terra" significa a Igreja (n 285).
Que as "praças" significam as verdades ou as falsidades da doutrina, pode-se ver pelas seguintes passagens: "O juízo foi rejeitado e a justiça se conservou ao longe, pois a verdade tropeçou na praça e a retidão não pôde vir" (Isaías 59; 14); "Os carros se agitaram nas ruas, cruzaram aqui o ali nas praças" (Nahum 2; 4); "Nos dias de Jael os caminhos cessaram; em Israel cessaram as praças" (Juízes 5; 6 e 7); "Como foi deixada a cidade da glória? Por isso sairão seus jovens na praça" (Jeremias 49; 25 e 26 - 50; 30); "Os que comeram iguarias foram devastados nas praças. Tornou-se escura pela negridão a forma dos nazireus, não são conhecidos nas ruas. Erraram cegos nas praças. Espiaram nossos passos, para que não se possa ir a nossas praças" (Lamentações 4; 5, 8, 14 e 18); "Cortarei as nações, serão devastados os seus ângulos, assolarei as suas praças" (Sofonias 3; 6); "Depois em sessenta e duas semanas será edificada a praça de Jerusalém, mas na angústia dos tempos" (Daniel 9; 25); "A praça da cidade da Nova Jerusalém é de puro ouro, como vidro transparente" (Apocalipse 21; 21); "No meio de sua praça, aquém e além, a árvore da vida produzindo doze frutos" (Apocalipse 22; 2).
(Além disso, em outros lugares como Isaías 15; 3 - Isaías 24; 10 e 11 - Isaías 51; 20 - Jeremias 5; 1 - Jeremias 6; 16 Jeremias 7; 17 - Jeremias 9; 21 Jeremias 11; 13 - Ezequiel 16; 24, 25 e 31 - Jeremias 44; 9 Jeremias 44; 17 - Lamentações 2; 11 e 19 - Ezequiel 11; 6 - Ezequiel 26; 11 e 12 Amós 5, 16 - Zacarias 8; 3 a 5 - Salmo 144; 13 - Job 18; 17).
Como "as praças" significam as verdades da doutrina da Igreja, por isso "ensinava-se nas praças" (11 Samuel 1; 20) e é dito "comemos diante de Ti, bebemos diante de Ti e Tu nos ensinaste em nossas praças" (Lucas 13; 26), e "os hipócritas oravam nas esquinas das praças" (Mateus 6-, 2 a 5) e, ainda, "o dono da casa mandou que os servos fossem às praças e às ruas e introduzissem os que eles encontrassem" (Lucas 14; 21).
É também por isso que a falsidade e o falsificado são denominados: "Lama, lodo e esterco das praças" (Isaías 5; 25 - [safas 10; 6 -Miquéias 7; 10 - Salmo 18; 42).
E que "os profetas, profetizando a falsidade, seriam lançados nas ruas de Jerusalém e não haveria ninguém para enterrá-los" (Jeremias 14; 16).