Texto
. (VERSÍCULO 2) E Vi COMO UM MAR DE VIDRO MISTURADO COM FOGO. Significa o último limite do mundo espiritual, onde tinham sido reunidos aqueles em quem havia religião e por conseguinte um culto, mas não o bem da vida. Pelo "mar de vidro" (capítulo 4, versículo 6) foi significado o novo céu formado pelos cristãos, que estavam nas verdades comuns segundo o sentido da letra da Palavra (n 238). Aqueles que estão nas verdades comuns também estão nos limites do céu e, portanto, aparecem de longe como em um mar (n 398, 403 e 405). Aqui, porém, pelo "mar de vidro" é significado o último limite do mundo espiritual, onde tinham sido reunidos aqueles em quem havia religião e por conseguinte um culto, mas não o bem da vida. Sendo significada a reunião desses, é por isso que se diz "como um mar de vidro" e também que foi visto "misturado com fogo". E por "fogo" aí é significado o amor do mal e, por conseguinte, o mal da vida (nºs 452, 468, 494, 766, 767 e 787); assim, não o bem da vida, pois onde não está o bem, aí está o mal. Que a reunião desses é entendida aqui por "como um mar de vidro misturado com fogo" é evidente também pela (expressão) que se seque "junto do mar permaneciam aqueles que tinham vencido a besta e sua imagem", pelos quais são significados os que, por terem rejeitado a fé separada da caridade, entraram no bem da vida e, por conseguinte, no céu (nº 660). Esse mar é também o que se entende, no capítulo 21, versículo 1, pelo "rnar que não era mais" (nº 878). Foi-me concedido ver qual era esse mar e quais eram os que lá estavam. Eram aqueles que tinham tido religião, tinham freqüentado os templos, ouvido as prédicas, participado da Santa Cela e, contudo, nada tinham pensado a respeito de Deus, da salvação e da vida eterna, não sabendo o que é o pecado. Por isso, eles tinham sido homens quanto à face e a maioria também quanto à vida civil e à vida moral, mas de forma alguma quanto à vida espiritual, segundo a qual o homem é realmente homem.