Texto
. (VERSÍCULO 5) E SOBRE SUA TESTA HAVIA UM NOME ESCRITO, MISTÉRIO, A GRANDE BABILÔNIA, A MÃE DAS ESCORTAÇÕES E DAS ABOMINAÇÕES DA TERRA. Significa que a Religiosidade Católico-Romana é interiormente o que esta oculto; que desde sua origem, pelo amor de dominação derivado do amor de si sobre as coisas santas da Igreja e sobre o céu, assim sobre todas as coisas do Senhor e de Sua Palavra, ela corrompeu e profanou as coisas que pertencem à Palavra e, por conseguinte, à Igreja. Por "escrito sobre a testa" é significado gravado no amor, porque a testa significa o amor (nºs 347 e 605). Pelo "mistério" é significado o que está interiormente oculto. Por "a grande Babilônia" é significada a Religiosidade Católico-Romana e toda a sua qualidade como anteriormente (nº 717). Pelas "escortações" são significadas as adulterações do bem e da verdade da Palavra (nºs 719 a 721) e também as corrupções desse bem e dessa verdade (nº 728). Pelas "abominações" são significadas as profanações das coisas santas da Igreja, como foi visto no nº 728. Pela "terra" é significada a Igreja (nº 285). Conseqüentemente, pela "mãe das escortações e das abominações da terra" é significada a origem delas. Então, como essas palavras foram escritas sobre sua testa e por "escrito sobre a testa" é significado gravado no amor, e como seu amor é o amor de dominar, pelo amor de si, sobre todas as coisas da Igreja e sobre o céu, assim sobre todas as coisas do Senhor e de Sua Palavra, eis porque isso é significado. Em face dessa explicação, pode-se ver que por "sobre sua testa havia (um nome) escrito, Mistério, a grande Babilônia, a mãe das escortações e das abominações da terra" é significada a Religiosidade Católico-Romana tal qual é seu interior, que está oculto; que desde sua origem, pelo arnor de dominação, derivado do amor de si, sobre as coisas santas da Igreja e sobre o céu, assim sobre todas as coisas do Senhor e de Sua Palavra, ela corrompeu e profanou as coisas que pertencem à Palavra e, por conseguinte, à Igreja. Que seja o amor de dominar sobre todas as coisas da Igreja, isso é notório em face do direito que ela se arroga sobre as almas dos homens e sobre todas as coisas de seu culto. Que (seja o amor de dominar) sobre o céu, isso é notório pelo poder que assumiu de ligar e desligar e, assim, de abrir e fechar. Que (seja o amor de dominar) sobre todas as coisas do Senhor, isso é notório pelo vicariato, pelo qual atribuem todas as coisas d'Ele a si mesmos. Que (seja o amor de dominar) sobre todas as coisas da Palavra, também é notório, pois reservam sua interpretação somente para si mesmos. Diz-se "amor de dominar derivado do amor de si", porque também existe o amor de dominar pelo amor dos usos. Esses dois amores são diametralmente opostos entre si. Com efeito, o amor de dominar pelo amor de si é diabólico, porque ele só considera a si próprio e considera o mundo por causa de si; mas o amor de dominar pelo amor dos usos é celeste, porque ele considera o Senhor, e todas as coisas que procedem do Senhor são usos, e os usos (para quem tem esse amor) são fazer o bem da Igreja para a salvação das almas; e, portanto, esse amor abomina o amor de dominar derivado do amor de si.