Texto
. AS SETE CABEÇAS SÃO AS SETE MONTANHAS SOBRE AS QUAIS A MULHER ESTA SENTADA (VERSíCULO 10) E OS REIS SÃO SETE. Significa os Divinos Bens e as Divinas Verdades da Palavra, sobre os quais essa Religiosidade foi fundada, destruídos pelo tempo e finalmente profanados. Como pela "besta escarlate" é significada a Palavra e, por conseguinte, pelas "suas cabeças" são significados os bens do amor e as verdades da sabedoria ali, é por isso que a Palavra é descrita, aqui, tal qual ela é quanto àqueles (seus bens e suas verdades) nos que são entendidos por "Babilônia"; o Divino Bem do amor ali (é descrito) pelas "montanhas" e a Divina Verdade pelos "reis". Que pelas "montanhas" são significados os bens do amor, vê-se nos nºs 336, 339 e 714. Que pelos 11 reis" são significadas as verdades da sabedoria, vê-se nos nºs 20, 664 e 704. Que pela "cabeça", quando (se trata) do Senhor, é significado o Divino Amor de Sua Divina Sabedoria e a Divina Sabedoria de Seu Divino Amor, vê-se nos nºs 47, 538 e 568. Que por "sete" é significado o todo e o completo, e que este número se diz das coisas santas, vê-se nos nºs 10, 391 e 657. Que pela "mulher" é significada a Religiosidade Católico-Romana, vê-se no nº 723. Daí, então, as palavras "as sete cabeças são as sete montanhas sobre as quais a mulher está sentada" significarem os Divinos Bens e as Divinas Verdades da Palavra, sobre os quais a Religiosidade Católico-Romana foi fundada. A causa segundo a qual essa Religiosidade profanou e adulterou toda a Palavra vê-se nos nºs 717, 719 a 721, 723 e 728 a 730. Diz-se profanados com o tempo porque, no começo, a Palavra era santa para eles, mas, como viram que podiam dominar pelas coisas santas da Igreja, afastaram-se da Palavra e reconheceram seus próprios decretos, preceitos e estatutos como igualmente santos e, em realidade, superiores, e, enfim, transferiram para si mesmos todo o poder do Senhor, nada restando. Por causa do seu primeiro estado, quando eles consideravam a Palavra como santa, é que Lúcifer, por quem é entendida Babel (nº 717), é chamado "filho da aurora", mas é por causa de seu estado posterior que "ele foi precipitado no inferno" (Isaías, 14). Sobre esse assunto, entretanto, vejam-se mais pormenores no livro SABEDORIA ANGÉLICA SOBRE A DIVINA PROVIDÊNCIA (nº 257). Pode parecer que pelas "sete montanhas sobre as quais a mulher está sentada" seja entendida Roma, porque esta cidade está edificada sobre sete colinas, que também lhe dão nome famoso. Mas ainda que se entenda Roma, uma vez que o trono e o tribunal dessa Religiosidade estão lá, não obstante pelas "sete montanhas" aqui são significados os Divinos Bens da Palavra, e por conseguinte da Igreja, profanados, pois o número sete nada acrescenta a não ser santo, aqui o santo profanado. A significação desse mesmo número pode ser vista em outros lugares, onde é mencionado: "Sete espíritos diante do trono de Deus" (Apocalipse 1; 4); "Sete castiçais, no meio dos quais estava o Filho do Homem" (Apocalipse 1; 13 - 2; 1); "Sete estrelas" (Apocalipse 2; 1 - 3; 1); "Sete lâmpadas de fogo diante do trono" (Apocalipse 4; 5); "Sete selos com que o livro estava selado" (Apocalipse 5; - 11); "Sete chifres e sete olhos do Cordeiro" (Apocalipse 5, 6); "Sete anjos com sete trombetas" (Apocalipse 8; 2); "Sete trovões" (Apocalipse 10; 3 e 4); "Sete anjos tendo as sete pragas nas taças" (Apocalipse 15; 1, 6 e 7).
Igualmente, aqui se diz que a besta escarlate tinha "sete cabeças" e que "as sete cabeças" eram sete montanhas" e também eram "sete reis".