Texto
. (VERSÍCULO 11) E A BESTA OUE ERA E NÃO É, É 0 OITAVO ELA MESMA, É DOS SETE E VAI PARA A PERDIÇÃO. Significa que a Palavra, de que se tratou precedentemente, é o Divino Bem Mesmo e é a Divina Verdade e que é retirada dos leigos e do vulgo para que não apareçam as profanações e as adulterações nela feitas por aqueles líderes religiosos e para que eles (os leigos e o vulgo) não se retirem por causa disso. Pela "besta que era e não é" é significada a Palavra, como precedentemente (versículo 8). Por "é o oitavo ela mesma", aqui a oitava montanha, é significado o Divino Bem Mesmo, porque pelas "sete montanhas" são significados os Divinos Bens da Palavra (nº 737). Conseqüentemente, por "a própria besta ser a oitava" montanha é significado que ela é o Divino Bem Mesmo; por "oitavo" também é significado o bem. Como todos os bens da Palavra neles foram profanados, não se diz que a besta seja, ela mesma, das sete montanhas como logo se diz que ela é dos sete reis, pelos quais são significadas as Divinas Verdades da Palavra, cuja totalidade não foi adulterada (nºs 737 e 738). Por esta simples explicação, pode-se ver o arcano que se encerra nestas palavras. Por "vai para a perdição" é significado que ela (a Palavra) é rejeitada como anteriormente (nº 734). Como a rejeição não é de tal modo que a Palavra não seja reconhecida como santa, mas como é tirada dos leigos e do vulgo para que não apareçam as profanações do bem e as adulterações da verdade nela feitas pelos líderes, e para que os laicos não se retirem por isso, eis a razão da significação de "vai para a perdição". Que a Palavra é o Divino Bem Mesmo e a Divina Verdade Mesma é porque em todas e em cada uma das coisas que ela contém há o casamento do Senhor e da Igreja e, por conseguinte, o casamento do bem e da verdade; também porque em cada coisa da Palavra há um sentido celeste e um sentido espiritual e porque no sentido celeste está o Divino Bem e no sentido espiritual a Divina Verdade; e esse Bem e essa Verdade estão na Palavra porque o Senhor é a Palavra. Tudo isso foi demonstrado no opúsculo DOUTRINA DA NOVA JERUSALÉM SOBRE A ESCRITURA SANTA, publicado em Amsterdã.