. E TODO 0 VASO DE MADEIRA PRECIOSA E DE BRONZE E DE FERRO E DE MÁRMORE. Significa que eles não têm mais essas coisas, porque eles não têm os bens e as verdades científicas nas coisas da Igreja, aos quais tais coisas correspondem. Estas coisas são semelhantes às que foram explicadas nos nºs 772, 773 e 774, com a diferença que por estas são significados os científicos que são os últimos da mente natural do homem, os quais, porque diferem em qualidade segundo a essência que está neles, são chamados "vasos de madeira preciosa, de bronze, de ferro e de mármore". Pelos "vasos" são significados os científicos, aqui nas coisas da Igreja, porque os científicos (conhecimentos) são os continentes do bem e da verdade, como os vasos são os continentes do azeite e do vinho. Os científicos (conhecimentos) também existem em grande variedade e seu receptáculo é a memória. Existem em grande variedade, porque os interiores do homem estão neles; eles também são postos na memória, ou pelo pensamento intelectual, ou pela audição, ou pela leitura, ou então segundo a percepção variada proveniente do racional. Todas estas coisas estão interiormente nos científicos (conhecimentos) como é evidente quando elas são reproduzidas, o que ocorre quando o homem fala ou pensa. Mas o que é significado por "vasos de madeira preciosa, de bronze, de ferro e de mármore" será dito em poucas palavras. Pelo "vaso de madeira preciosa" é significado o científico derivado do bem e da verdade racional, pelo "vaso de bronze" é significado o científico derivado do bem natural, pelo "vaso de ferro" é significado o científico derivado da verdade natural, e pelo "vaso de mármore" é significado o científico derivado da aparência do bem e da verdade. Que "a madeira" significa o bem, viu-se no nº 774, que pela "madeira preciosa" aqui é significado o bem racional e, ao mesmo tempo, a verdade racional, é porque "madeira" significa o bem e porque "preciosa" se diz da verdade, pois um é o bem significado pela madeira da oliveira e outro o bem significado pela madeira do cedro, da figueira, do pinheiro, do choupo e do carvalho. Que "o vaso de bronze e de ferro" significa o científico derivado do bem e da verdade naturais é porque todos os metais como o ouro, a prata, o bronze, o ferro, o estanho e o chumbo, na Palavra, significam os bens e as verdades; eles significam isso porque eles correspondem, e, como correspondem, eles estão também no céu, porque lá todas as coisas são correspondências, Mas o que cada metal significa como resultado da correspondência, não é aqui o lugar de confirmar pela Palavra. Somente (se confirmará) por algumas passagens que "o bronze" significa o bem natural e, conseqüentemente, "o ferro" significa a verdade natural, como pode ver-se por estas: "Os pés do Filho do Homem foram vistos semelhantes ao bronze, como abrasados em uma fornalha" (Apocalipse 1; 15). "Por Daniel foi visto um homem, cujos pés eram como o esplendor do bronze polido" (Daniel 10; 5 e 6); "Também os pés dos querubins foram vistos brilhantes como o esplendor do bronze polido" (Ezequiel 1; 7). Que "os pés" significam o natural, vê-se nos nºs 49, 468, 470 e 510. "0 anjo foi visto como a aparência de bronze" (Ezequiel 40; 3); "A estátua vista por Nabucodonosor, quanto à cabeça era de ouro, quanto ao peito e aos braços era de prata, quanto ao ventre e ao lado era de bronze e quanto às pernas era de ferro" (Daniel 2; 32 e 33). Por essa estátua eram representados os sucessivos estados da Igreja, estados que foram chamados pelos antigos de séculos de ouro, de prata, de bronze e de ferro. Como "o bronze" significa o natural e o povo israelita foi puramente natural, é por isso que o Natural do Senhor foi representado pela "serpente de bronze, para a qual olhavam aqueles que eram mordidos por serpentes e saravam" (Números 21; 6, 8 e 9 João 3; 14 e 15). Que "o bronze" significa o bem natural, também pode ver-se em Isaías 60; 17 Jeremias 15: 20 e 21 - Ezequiel 27; 13 - Deuteronômio 8, 7 e 9 Deuteronômio 23; 24 e 25.