. Aquele que não sabe o que é significado pelo "ouro", prata", "pedra preciosa", "pérola", "fino linho", "púrpura", seda", "escarlata", "madeira odorífera", "vaso de marfim", madeira preciosa", "bronze", "ferro", "mármore" e "vaso" pode ficar admirado quanto a estas coisas terem sido enumeradas e supor que são palavras acumuladas meramente para exaltação do assunto. Mas, pelas explicações, pode-se ver que nem uma dessas palavras é inútil e que por elas é plenamente descrito que naqueles que se confirmaram nos dogmas dessa Religiosidade não há uma única verdade; e se não há uma única verdade também não há um só bem que seja bem da Igreja. Conversei com os que se tinham confirmado nessa Religiosidade, até mesmo com alguns que tinham sido legados nos concílios de Nicéia, de Latrão e de Trento e que, no começo, tinham acreditado que as coisas que eles haviam decretado eram puras e santas verdades. Depois, entretanto, de uma instrução e de uma ilustração que então lhes foi dada no céu. confessaram que não viram nelas urna só verdade. Mas, como eles se tinham confirmado mais que os outros, depois dessa ilustração, que eles afastaram de si, voltaram à sua fé anterior. Eles acreditavam principalmente que as decisões que tinham tomado a respeito do Batismo e da Justificação eram verdades. Entretanto, enquanto estavam na iluminação viam, e pela visão ilustrada confessavam que o pecado original em cada um não vem de Adão, mas de seus próprios pais sucessivamente, e que não é retirado no batismo pela imputação e aplicação do mérito do Senhor. Também (viram) que a imputação e a aplicação do mérito do Senhor são ficções humanas, porque são impossíveis, e que jamais a fé é incutida em uma criança lactente, porque a fé é (assunto de) pensamento. Eles viram, contudo, que o batismo é santo e é um sacramento, porque serve como sinal e lembrança de que o homem pode ser regenerado pelo Senhor, por meio das verdades derivadas da Palavra; é um sinal para o céu e uma lembrança para o homem. Também viram que por ele o homem é introduzido na Igreja como os filhos de Israel, através do Jordão (foram introduzidos) na terra de Canaã, e como os habitantes de Jerusalém (foram preparados) para a recepção do Senhor pelo batismo de João, pois sem esse sinal no céu, diante dos anjos, os judeus não teriam podido subsistir e viver, quando Jehovah, isto é, o Senhor, veio na carne. Semelhante a estas eram as coisas que sobre a justificação eles decretaram. Que a imputação do mérito do Senhor não existe nem é dada, vê-se no opúsculo DOUTRINA DA NOVA JERUSALÉM SOBRE 0 SENHOR (nº 18). E que o mal hereditário, que é chamado pecado original, não vem de Adão, mas dos pais em sucessão, vê-se no livro SABEDORIA ANGÉLICA SOBRE A DIVINA PROVIDÊNCIA (nº 277). A significação de Adão, na Palavra, vê-se no mesmo livro (nº 241).