Texto
. (VERSÍCULO 21) E OS RESTANTES FORAM MORTOS PELA ESPADA D'AQUELE QUE ESTAVA SENTADO NO CAVALO, A QUAL SAÍA DE SUA BOCA. Significa que, dentre os Reformados, todos os de diversas heresias, que não viveram segundo os preceitos do Senhor na Palavra, preceitos que eles tinham conhecido, perecem julgados pela Palavra. Pelos "restantes" se entendem todos os que são de diversas heresias entre os Reformados e que não viveram segundo os preceitos do Senhor na Palavra, preceitos que eles tinham conhecido, os quais são os preceitos do Decálogo, assim eles não fogem dos males como pecados. Pois os que não fogem deles assim (como pecados) estão nos males de todo o gênero. Com efeito, esses males residem neles desde o nascimento e, conseqüentemente, desde a infância até o fim da vida, e crescem diariamente se não forem removidos por uma penitência efetiva. A respeito deles se diz que "foram mortos pela espada d'Aquele que estava sentado no cavalo". Por "ser morto" é significado aqui, como freqüentemente antes, ser morto espiritual mente, que é perecer quanto à alma. Pela "espada d'Aquele que estava sentado no cavalo, a qual saía de Sua boca." são significadas as verdades da Palavra que combatem as falsidades do mal, porque por "espada", "sabre" e "espada longa" é significada a verdade que combate contra a falsidade e a falsidade que combate contra a verdade (nº 52). Mas da "espada que está sobre a coxa" resulta um combate segundo o amor; do "sabre que está na mão" resulta um combate segundo o poder; e da "espada longa que está na boca" resulta um combate segundo a doutrina. Portanto, "a espada (longa) que saía da boca do Senhor" é um combate contra as falsidades pela Palavra (nºs108, 117 e 827), porque a Palavra saiu da boca do Senhor. Que aqui se trata do combate contra os Reformados e não contra os Babilônios, é porque os Reformados lêem a Palavra e reconhecem nela a verdade como Divina Verdade. O mesmo não ocorre com os Babilônios. Eles, com efeito, reconhecem a Palavra, mas não a lêem, e cada um deles considera os pronunciamentos do Papa em primeiro lugar e de maior valor. Portanto, não pode haver com eles combate algum por intermédio da Palavra. Eles se colocam até mesmo acima dela e não por baixo dela. Não obstante, eles são julgados pela Palavra, e também pelos decretos do Papa, até onde esses decretos concordam com a Palavra.