. (VERSÍCULO 7) EIS QUE VENHO EM BREVE. BEM-AVENTURADO AQUELE QUE GUARDA AS PALAVRAS DA PROFECIA DESTE LIVRO. Significa que o Senhor virá certamente e dará a vida eterna àqueles que guardam e praticam as verdades ou os preceitos da doutrina deste livro, agora aberto pelo Senhor. "Eis que venho em breve" significa que o Senhor virá certamente; por "em breve" é significado certamente (nºs 4 e 943), e por "vir" é significado que Ele virá, não em Pessoa, mas na Palavra, na qual Ele, Se mostrará a todos aqueles que forem de Sua Nova Igreja. Que seja Isso Sua vinda nas nuvens do céu, vê-se nos n 24, 642 e 820."Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro" significa que Ele dará a vida eterna àqueles que guardam e praticam as verdades ou os preceitos da doutrina deste livro, agora aberto pelo Senhor; por "bem-aventurado" é significado aquele que recebe a vida eterna (nºs 639 e 852); por "guardar" é significado proteger e praticar as verdades ou os preceitos, "as palavras" sendo as verdades e os preceitos; pela "profecia deste livro" é significada a doutrina deste livro, agora aberto pelo Senhor; "a profecia" é a doutrina (nºs 8, 133 e 943). Quem refletir pode ver que não se entende guardar as palavras da profecia deste livro, mas que é significado guardar, isto é, proteger e praticar as verdades ou preceitos da doutrina, que foram abertos neste livro agora explicado. Com efeito, se o Apocalipse não (fosse) explicado, haveria poucas coisas que pudessem ser guardadas, porque são proféticos não compreendidos até agora. Como exemplo, considerem-se as coisas descritas nos capítulos a seguir enumerados: sobre os cavalos que saem do livro no capítulo 6; sobre as doze tribos no capítulo 7; sobre os sete anjos que tocavam trombeta nos capítulos 8 e 9; sobre o livrinho devorado por João no capítulo 10; sobre as duas testemunhas que, tendo sido mortas, reviveram no capítulo 11; sobre a mulher e o dragão no capítulo 12; sobre as duas bestas nos capítulos 13 e 14; sobre os sete anjos que tinham as sete pragas nos capítulos 15 e 16; sobre a mulher sentada na besta escarlate e sobre Babilônia nos capítulos 17 e 18; sobre o cavalo branco e sobre a grande cela no capítulo 19; sobre o Juízo Final no capítulo 20; e sobre a Nova Jerusalém como cidade no capítulo 21. Por essas considerações, é evidente que não se entende que são bem-aventurados aqueles que guardam essas palavras da profecia, pois elas estão fechadas; mas que são bem-aventurados aqueles que guardam, isto é, que protegem e praticam as verdades ou os preceitos da doutrina contidos nas palavras da profecia agora explicadas. Que elas tenham sido abertas pelo Senhor, vê-se no Prefácio (deste livro).