. (VERSÍCULO 12) E EIS QUE CEDO VENHO, E 0 MEU GALARDÃO ESTA COMIGO, PARA RETRIBUIR A CADA UM SEGUNDO A SUA OBRA. Significa que o Senhor certamente virá e que Ele Mesmo é o céu e a felicidade de vida eterna para cada um, segundo a fé n'Ele e a vida segundo os Seus preceitos. "Eis que cedo venho" significa que Ele certamente virá, isto é, para fazer o julgamento e estabelecer um novo céu e uma nova Igreja. Que "em breve" seja certamente vê-se nos nºs 4, 943, 944 e 947. "Meu galardão está Comigo" significa que o Senhor Mesmo é o céu e a felicidade da vida eterna. Que "o galardão" seja o céu e a felicidade eterna, vê-se no nº 526; que seja o Senhor Mesmo, será visto mais adiante. "Retribuindo a cada um segundo a sua obra" significa segundo a conjunção com o Senhor pela fé n'Ele e pela vida segundo os Seus preceitos. Que é isto o que é significado é porque pelas boas obras são significadas a caridade e a fé nos internos e, ao mesmo tempo, os efeitos da caridade e da fé nos externos; e, como a caridade e a fé vêm do Senhor segundo a conjunção com Ele, é evidente que é isto o que é significado. Assim, estas Coisas também estão em coerência com as que precedem. Que as boas obras sejam a caridade e a fé nos internos, e, ao mesmo tempo, os efeitos da caridade e da fé nos externos, vê-se nos nºs 641, 868 e 871. Que a caridade e a fé não são do homem, mas são do Senhor, é coisa sabida; e, pela razão de virem do Senhor, elas são conforme a conjunção com Ele, e a conjunção com Ele se faz pela fé n'Ele e pela vida segundo os Seus preceitos. Pela fé n'Ele se entende a confiança que é Ele que salva, e esta confiança está naqueles que se dirigem diretamente a Ele e fogem dos males como pecados; aos outros essa confiança não é dada. Foi dito que "Meu galardão está Comigo" significa que Ele Mesmo é o céu e a felicidade da vida eterna, porque "o galardão" é a bem-aventurança interior, que é chamada paz, e, conseqüentemente, a alegria externa. Essas coisas vêm unicamente do Senhor e as coisas que vêm do Senhor não somente vêm d'Ele mas também são Ele Mesmo, pois o Senhor não pode fazer sair d'Ele coisa alguma que não seja Ele Mesmo. Com efeito, Ele é onipresente em cada homem segundo a conjunção, e a conjunção é segundo a recepção e a recepção segundo o amor e a sabedoria, ou, se quiserdes, segundo a caridade e a fé; e a caridade e a fé segundo a vida, e a vida segundo a aversão ao mal e à falsidade; e a aversão ao mal e à falsidade segundo o conhecimento do que é o mal e a falsidade, e, então, segundo a penitência e, ao mesmo tempo, segundo se olha para o Senhor. Que "o galardão" não somente vem do Senhor, mas é o Próprio Senhor, é evidente pelas passagens da Palavra, onde se diz que aqueles que foram conjuntos a Ele estão n'Ele e Ele neles, como se pode ver em João 14; 20 a 24 - 15; 4, 5 e seguintes 17; 19, 21, 22 e 26, e em outros lugares (veja-se o nº 883); a também onde se diz que o Espírito Santo está neles, e o Espírito Santo é o Senhor, porque Ele é a Divina Presença do Senhor; e também quando é orado para que Deus habite neles, os instrua, os guie, dirija sua língua para predicar, dirija seu corpo para fazer o que é bom, além de coisas semelhantes. Com efeito, o Senhor é o Amor Mesmo e a Sabedoria Mesma; estes dois não estão em um lugar, mas estão onde são recebidos e segundo a qualidade da recepção. Mas este arcano não pode ser compreendido senão por aquele que estão na sabedoria segundo a recepção da luz vinda do céu pelo Senhor. Para eles são as explicações constantes de duas obras, a saber, (SABEDORIA ANGÉLICA) SOBRE A DIVINA PROVIDÊNCIA E (SABEDORIA ANGÉLICA) SOBRE O DIVINO AMOR E A DIVINA SABEDORIA, nas quais foi demonstrado que o Senhor Mesmo está nos homens segundo a recepção e não algum Divino separado d'Ele. Os anjos estão nessa idéia quando eles estão na idéia sobre a Onipotência Divina e não duvido que alguns Cristãos também possam estar em semelhante idéia.