ATH &49

Do Credo Atanasiano
Emanuel Swedenborg
Tratado sobre a Interpretacao do Credo Atanasiano

. Coisas que devem ser observadas. Expor, tão claramente quanto possível, que o Divino não poderia subjugar os infernos e repor todas as coisas em ordem nos céus e nas terras a não a partir do Divino, por meio do Humano assumido; porque toda operação Divina avança em toda ordem, das primeiras às últimas, e aí opera, porquanto nos últimos estão simultaneamente todas as coisas. Por isso foi mostrado que nos últimos está a força, não por si, mas pelo que está nos últimos a partir dos primeiros. Daí, também, no sentido da letra da Palavra está a força. Esta é a razão pela qual o Senhor disse tantas vezes que o Pai n’Ele é que faz as obras e, depois, em outa passagem, que Ele faz as obras. Disto se pode ver que o Divino não poderia fazer a obra a menos que assumisse o Humano, por conseguinte, não mais por Seu Divino no gênero humano. Porque, quando o Senhor veio ao mundo, o gênero humano tinha-se afastado tanto, e, assim, estava tão remoto, que não havia o bem natural de origem espiritual em pessoa alguma; assim, [o bem] estava consumado. Isto também é confirmado por várias passagens em Daniel, onde se trata na Palavra da consumação e da decisão e onde se trata do fim que viria e em outras passagens. Talvez também [se deva dizer] que o juízo final, que é rescrito como o dilúvio, fora feito pelo Divino no restante do gênero humano, portanto, o Divino [o efetuou] pelo que é Seu ali, assim, desde os primeiros e por meio dos últimos. O último, então, foi [o Divino] no gênero humano restante. E, quando isto acabou, o Divino mesmo, a fim de salvar o gênero humano, quis fazê-lo no Humano que assumiu, e, ao mesmo tempo, o fez Divino, para que pudesse eternamente operar a partir dos primeiros por meios dos últimos.

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