. Que, a respeito de Deus, isto é, do Senhor, não se deve pensar senão que é a Vida mesma; e, dos [seres] criados, como os anjos e os homens, senão que são formas recipientes da vida. A Vida do Senhor é o Divino Amor, e d’Ele somente é a Vida, e só ele é a Vida. Donde é evidente que ninguém tem vida senão por Ele. E que os homens creiam ser a vida em si é porque na forma recipiente a vida é sentida como sua, como o principal no instrumental, que agem como uma só causa. E como o Divino Amor é tal que quer que esteja no outro aquilo que é seu, é concedido que se perceba a vida como sendo do homem, para que possa recebe-la como se fosse de si. De outro modo não haveria recepção, porque não haveria o recíproco. A respeito disso, porém, em outro lugar.
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