. Sobre os Frutos da Fé, Doutrinas Particulares tirados da Fórmula de Concórdia: (a) Deve-se observar uma distinção entre as Obras da Lei e as Obras do Espírito. As obras que o Renascido faz pelo Espírito livremente e espontaneamente são, não obras da Lei, mas obras do Espírito; são frutos da fé, porque os Renascidos estão, não sob a lei, mas sob a graça, (Pág. 589, 590, 721, 722); b) As boas obras são frutos da penitência, (Pág. 12); (c) Os Renascidos pela fé recebem uma vida nova, novas afeições e novas obras, e estas coisas procedem da fé na penitência, (Pág. 134); (d) 0 homem depois da sua conversão e da sua justificação começa a ser renovado pela mente, e finalmente pelo entendimento, e então a sua vontade nos exercícios diários da penitência não é ociosa, (Pág. 582, 673, 700); (e) A penitência deve ser feita tanto para o pecado original como para os pecados ativos, (Pág. 321; Apêndice, 159); (f) A penitência nos cristãos dura até a morte porque eles lutam com o pecado que fica na carne durante toda a vida, (Pág. 327); (g) É necessário que a Lei do Decálogo seja começada em nós e que seja cumprida cada vez mais, (Pág. 85, 86); (h) Ainda que os Renascidos tenham sido libertados da maldição da lei, eles devem, contudo, se exercitar na Lei Divina, (Pág. 718); (i) Os Renascidos não estão sem a lei e, entretanto, não estão sob a lei, pois eles vivem segundo a Lei do Senhor, (Pág. 722); (j) A lei para os Renascidos deve ser a regra da religião, (Pág. 596, 717; Apêndice, 156); (k) Os Renascidos fazem as boas obras, não por constrangimento, mas voluntária e livremente como se não tivessem recebido preceito algum, ouvido ameaça alguma, e nem esperado recompensa alguma, (Pág. 596, 701); (l) A fé nestes, quando eles agem, está sempre ocupada, e quem assim não faz as boas obras, não tem verdadeira fé, pois onde está a fé, ali estão as boas obras, (Pág. 701); (m) A caridade e bons frutos seguem a fé e a regeneração, (Pág. 121, 122, 171, 188, 692); (n) A fé e as obras estão bem de acordo e estão inseparavelmente ligadas, mas a fé sozinha alcança a bênção sem as obras, e entretanto ela não está só; daí vem que a fé sem as obras é morta, (Pág. 692, 693); (o) Depois que o homem é justificado pela fé, essa fé verdadeira e viva é eficaz pela caridade, porque as boas obras seguem sempre a fé justificante, e são tomadas com certeza com ela; pois a fé nunca está só, sem ter consigo a caridade e a esperança, (Pág. 586); (p) Reconhecemos que a fé é falsa e não verdadeira, aí onde as boas obras não seguem, (Pág. 336); (q) È tão impossível separar as boas obras de junto da fe, como separar o calor e a luz do fogo, (Pág. 701); (r) Porque o velho Adão está sempre ligado à própria natureza, os Renascidos precisam de um contínuo aviso da lei, de doutrina, de ameaças, e também de correção; pois eles são repreendidos e corrigidos pelo Espírito Santo por meio da lei, (Pág. 719, 720, 721); (s) Os Renascidos devem lutar com o velho Adão, e a parte da carne deve ser reprimida pelas exortações, ameaças e punições, por isso é que a renovação da vida pela fé é somente começada nesta vida, (Pág. 595, 596, 724); (t) Perdura uma luta perpétua entre a carne e o espírito nos eleitos e nos verdadeiros Renascidos, (Pág. 675, 679); (u) Que o Cristo anuncia a remissão dos pecados nas boas obras, é porque elas seguem a reconciliação, e também porque os bons frutos devem necessariamente seguir, e porque eles são os sinais da promessa, (Pág. 116, 117); (v) A fé que salva não está naqueles em que não há caridade, pois a caridade é o fruto que se segue certamente e necessariamente a verdadeira fé, (Pág. 688); (x) As boas obras são necessárias de muitos modos, mas não como causa meritória, (Pág. 11, 17, 64, 95, 133, 589, 590, 702; Apêndice, 172). (aa) 0 Renascido deve cooperar com o Espírito Santo, segundo as novas forças e os novos dons que ele recebeu, mas de um certo modo, (Pág. 582, 583, 674, 675; Apêndice, 144); (bb) Na Confissão das Igrejas Belgas, que foi recebida no Sínodo de Dordrecht, lê-se o seguinte: "A fé santa não pode estar ociosa no homem, porque a fé é eficaz pela caridade, e as obras que partem da boa raiz da fé são boas perante Deus e são aceitas, como os frutos de uma boa árvore; pois por Deus estamos ligados às boas obras, mas não Deus a nós se todavia Deus as faz em nós."