. Sobre os Méritos, segundo a Fórmula de Concórdia: (a) É falso que as nossas obras mereçam a remissão dos' pecados; é falso que os homens sejam reputados justos pela justiça da razão; e é falso que a razão por suas próprias forças possa amar a Deus acima de todas as coisas, e fazer a lei de Deus, (Pág. 64); (b) A fé não justifica pelo fato de ser ela mesma uma boa obra e uma virtude excelente, mas pelo fato de alcançar o Mérito de Cristo na promessa do Evangelho, (Pág. 76, 684); (c) A promessa da remissão dos pecados e da justificação por causa do Cristo não contém a condição dos méritos, pois é oferecida gratuitamente, (Pág. 67); (d) 0 homem pecador perante Deus é justificado ou absolvido de seus pecados e do juízo de uma justíssima danação, o é adotado entre o número dos filhos de Deus, sem nenhum mérito de nossa parte, nem de nenhuma de nossas obras passadas, presentes ou futuras, mas por mera graça, somente por causa do mérito único do Cristo, que nos é imputado em justiça, (Pág. 684); (e) As boas obras seguem a fé, a remissão dos pecados e a regeneração, e o que há nelas que é impuro e imperfeito não é reputado pecado, nem defeito, e isso, por causa do Cristo, e assim o homem inteiro, tanto quanto à pessoa como quanto às obras, é justo e santo e nomeado tal, pela mera graça a misericórdia no Cristo, derramadas, estendidas e engrandecidas sobre nós, por isso é que não nos podemos glorificar pelos méritos, (Pág. 74, 92, 93, 336); (f) Quem confia no mérito de suas obras despreza o mérito e a graça do Cristo, e busca o caminho dos céus por suas próprias forças sem o Cristo, (Pág. 16, 17, 18, 19); (g) Se alguém quiser misturar as boas obras ao Artigo da justificação e merecer por elas a graça de Deus, as obras de tal homem lhe serão não só inúteis, mas também perniciosas, (Pág. 708); (h) São inúmeras as obras do Decálogo e muitas outras que devem ser feitas e que Deus embelezou por recompensas, (Pág. 176, 198); (i) Ensinamos que as boas obras são meritórias, não da remissão dos pecados, nem da graça, nem da justificação, mas das outras recompensas corpóreas, assim como das recompensas espirituais nesta vida e depois desta vida, porque Paulo diz: "Cada um receberá uma recompensa segundo o seu trabalho, e o Cristo será a vossa grande recompensa nos Céus;" e muitas vezes se diz que será dado a cada um segundo as suas obras; por isso confessamos que a vida eterna é uma recompensa, porque é uma coisa devida por causa da promessa, e porque Deus coroa os seus dons; não, porém, por causa de nossos méritos, (Pág. 96, 133, 134, 135, 136, 137, 138); (j) Quando as boas obras, nos que crêem, são feitas para as verdadeiras causas e se referem aos verdadeiros fins, como Deus exige dos Renascidos, elas são os indícios da salvação eterna; e Deus Pai as aceita e as tem por agradáveis por causa do Cristo; e Ele promete àqueles as brilhantes recompensas desta vida e da vida futura, (Pág. 708); (k) Ainda que as boas obras mereçam recompensas, elas não merecem a remissão dos pecados ou a glória da vida eterna, porque não são dignas disso, nem são convenientes, (Pág. 96, 135, 139 etc; Apêndice, 174) (l) 0 Cristo no juízo final vai trazer uma sentença sobre as boas ou más obras, como sendo efeitos próprios e testemunhos da fé dos homens, (Pág. 134; Apêndice, 187); (m) Deus recompensa as boas obras, mas é por graça que Ele coroa Seus próprios dons, (Confissão das Igrejas Belgas).