. Prevejo que hoje muitos homens, impregnados pelos paradoxos dessa fé, vão dizer: Como as coisas teológicas podem ser percebidas pelo entendimento, quando são coisas espirituais que transcendem o entendimento? Abre, pois, se podes, o mistério da redenção e da justificação para que a razão o veja e dê-lhe assentimento." Este mistério, portanto, será aberto assim: Quem não sabe que Deus é um, e que não há outro além d'Ele Mesmo, e que Deus é o Amor Mesmo e a Sabedoria Mesma, ou que Ele é o Bem Mesmo e a Verdade Mesma. E que esse Deus quanto à Divina Verdade que é a Palavra, desceu e tomou o Humano para afastar do homem os infernos, e assim a danação. E que fez isso por combates e vitórias contra o diabo, isto é, contra todos os infernos, que então infestavam e matavam espiritualmente todo homem vindo ao mundo. E que depois Ele glorificou o Seu Humano, por haver unido n'Ele a Divina Verdade ao Divino Bem, e assim voltou ao Pai de Quem Ele tinha saldo. Estas coisas sendo percebidas compreende-se esta passagem em João (1; 1,14): A Palavra estava com Deus, a Palavra era Deus, e a Palavra se fez Carne. E também esta passagem no mesmo (16; 28): Saí do Pai, e vim ao mundo, e de novo deixo o mundo e vou para o Pai. Por essas coisas é também claro que, sem, a Vinda do Senhor ao mundo, nenhum mortal teria podido ser salvo, e que os que crêem n'Ele e vivem bem são salvos. Esta face da fé diante da vista ilustrada pela Palavra se mostra na luz do dia, e esta é a face da fé da Nova Igreja. Ver a FÉ DO NOVO CÉU E DA NOVA IGREJA, NA FORMA UNIVERSAL, E NA FORMA PARTICULAR, (nºs 116 e 117).