. BREVE ANÁLISE Que os prelados e os chefes da Igreja Romana, ,quando são inaugurados no ministério, juram sobre os decretos do Concílio de Trento, é evidente pela bula do pontífice romano Pio IV, outorgada nos idos de Novembro de 1564, referente à forma do juramento de profissão de fé. Nela estão estas palavras: "Creio com uma firme fé e professo tudo que em geral e em particular está contido no símbolo de fé de ,que se serve a Santa Igreja Romana; e recebo sem nenhuma dúvida o que foi transmitido e declarado nos santos cânones e nos concílios ecumênicos, e principalmente pelo Santíssima Concílio de Trento; assim que Deus me ajude." Eles também se comprometem por juramento a crer e a professar o que o Concílio de Trento decretou sobre a imputação do mérito do Cristo e sobre a justificação pela fé nesta imputação. Isso é evidente por estas palavras na mesma 'bula: "Abraço e recebo tudo o que, em geral e em particular, foi resolvido e declarado sobre o pecado original e sobre a justificação no santíssimo Concílio de Trento.". Quais são esses dogmas pode-se vê-lo nos nºs 3, 4, 5, 6, 7, 8, segundo os extratos desse Concílio. Desses dogmas postos como princípios nesse Concílio são tiradas estas conseqüências, a saber: 1) Os católico-romanos, antes da Reforma, ensinaram coisas inteiramente semelhantes àquelas que os reformados ensinaram, depois da Reforma, sobre a imputação do mérito do Cristo e sobre a justificação pela fé nessa imputação, com a única diferença que eles conjuntaram a mesma fé com a caridade e as boas obras" (nº 19, 20); 2) "Os reformadores principais, Lutero, Melancton e Calvino, retiveram todos os dogmas sobre a imputação do mérito do Cristo e sobre a justificação pela fé, tais quais eles eram então e tinham sido entre os católicos romanos, mas eles separaram a caridade e as boas obras de junto dessa fé, e declararam que elas não eram salvíficas, a fim de se separarem completamente dos católico-romanos quanto aos essenciais mesmos da igreja, que são a fé e a caridade", (nº 21 a 23). 3) "Entretanto, os reformadores principais ajuntaram as boas obras à sua fé, e também as conjungiram, mas no homem como em um sujeito passivo, enquanto que os católico-romanos as conjungem no homem como em um sujeito ativo. Contudo entre uns e outros há, realmente, conformidade quanto à fé, quanto às obras e quanto aos méritos" (nº 24 a 29). Segundo o que foi mostrado é também claro que, essa fé é a fé que se afirma por juramento entre os católico-romanos igualmente como entre os reformados.